Neji Ama Sakura

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O coração de Sakura estava quase saltando por sua garganta.

A mulher mal podia escutar o que o namorado falava, seus batimentos machucavam seus ouvidos e ela estava perdida em dois devaneios — número um: Hizashi Hyuuga, logo ali em sua frente e número dois: Neji havia acabado de dizer que a ama.

— Mi amore, você está bem? — O moreno perguntou, preocupando-se um pouco quando a menina simplesmente parou. Mas não estava preparado para a resposta meio aérea da rosada, como se ela mesma ainda estivesse registrando o que acabara de falar:

— Você disse que me ama. — Olhou para ele, as mãos trêmulas, o choro se formando em seu peito, Sakura estava sem palavras. Apenas observou, pela primeira vez na história, as bochechas do Hyuuga se tornarem rubras, o calor e tons rosados se espalhando por seu rosto. Seu coração acelerou ainda mais, ela quase gaguejou enquanto brincava: — Neji Hyuuga está vermelho?! Não acredito!

Quem não acreditava era ele, mas não externou isso. Fora algo tão natural, simplesmente saiu e Neji se perguntava se era verdade — tudo aquilo sobre o que o pai falava havia chegado até ele? Bom, nunca conseguiu gostar de alguém em sua vida, mas sabia que Sakura era diferente. Ele prezava Sakura como prezava Hinata, mesmo que eles estivessem vivendo juntos há pouco mais de um mês, ela era alguém com quem Neji queria viver sua vida.

Ele podia ser sincero consigo mesmo, ninguém estava ouvindo. Não era um contrato, nem uma brincadeira, muito menos uma vingança: agora tudo o que Neji queria fazer era ser feliz com Sakura, sem as sombras que o atormentavam.

— Algum problema, mi amore?

— Não, pode dizer quantas vezes quiser. — A voz da rosada era quase melódica, o Hyuuga se sentiu completamente hipnotizado pela forma como ela estava sorrindo, Sakura parecia uma fada. — E eu também t-

— Então essa é minha nora! — Ela se sobressaltou com a voz alegre de Hizashi, o que fez seu filho dar uma leve risadinha. — Sakura Haruno, eu ouvi muito sobre você.

— A-ah, olá Sr Hyuuga. Eu também ouço muito falar no senhor. — Ela deu a mão a Neji, o garoto percebeu que a rosada estava suando frio.

— Me chame de Hizashi, sim? — O homem estendeu os braços em um convite e a Haruno deu-lhe um abraço um tanto desajeitado. Estava vermelha da cabeça aos pés, puro nervosismo, mas Hizashi teve a delicadeza de não salientar isso. Olhou para o filho e disse, em tom de brincadeira: — Espero que tenha ouvido coisas boas.

— Claro! — Afirmou, sua risada carregada de tensão. Enfim, seu namorado resolveu lhe ajudar um pouco ao abraçar o pai enquanto dizia:

— Bença, pai. — Os tapinhas nas costas foram algo que a Haruno achou de certa forma engraçado. — Sakura estava ansiosa para te conhecer, não vá assustá-la, hein? E onde estão Hinata e Hanabi?

— Estão com seu tio na mesa dos investidores, junto dos Uzumaki. Me parece que esse ano eles estão mais generosos que o habitual.

— Que ótimo! — A mulher comentou, esquecendo a timidez. — Então a verba pública aumentou? Esse ano me parece mais cheio que os anteriores.

— Não, os Uzumaki estão fazendo uma doação pessoal. — Hizashi sorriu, olhando para a nora. — Senti sua falta no evento do ano passado, senhorita. É muito bom ver uma futura médica se interessando tanto por sua causa.

Sakura deu-lhe um sorriso tímido, pensando em algo para dizer. Não queria entrar no assunto, o motivo de sua falta não era lá muito feliz.

— Ah, sempre adorei esses eventos beneficentes. Principalmente depois que comecei a ver os resultados na prática, com os estágios. — A rosada abraçou Neji pela cintura, tentando não se perder nas lembranças de suas únicas horas felizes do último ano. — Não vejo a hora de me efetivar.

Qᴜᴀɴᴅᴏ (Nãᴏ) Cᴏɴᴛʀᴀᴛᴀʀ Uᴍ Nᴀᴍᴏʀᴀᴅᴏ ᴅᴇ Aʟᴜɢᴜᴇʟ, NᴇᴊɪSᴀᴋᴜOnde histórias criam vida. Descubra agora