Capítulo Onze - Let me go

20 2 0
                                    


JEON JUNGKOOK

Na noite passada...

Jeon Jungkook ficou entre a emoção e a razão enquanto Taehuyng contava, com dificuldade em manter a respiração constante, sobre o acidente. O mais novo poderia até estar escutando, mas a sua mente estava distante desde o momento em que viu os seus amigos machucados em frente a sua porta. Naquele instante, ao ver a imagem dos dois feridos e assustados, ele percebeu que precisava fazer algo referente a toda a situação que Taehyung estava os envolvendo. Jungkook não podia simplesmente ver as pessoas que mais amavam vindo andando até o abatedouro e não podia tolerar Sophi passando por tamanho perigo.

Então Jungkook tomou uma decisão: ele seria leal a eles, mas não da maneira que esperavam.

CHAMADA ON

- Oi, filhão! Está tudo bem por aí? - Seu pai falou ao atender a chamada. Jungkook não respondeu de primeira pensando em como poderia pedir ajuda ao seu pai naquela situação.

- Oi pai. - Cumprimentou sem responder a pergunta retórica de seu pai, mas que se faz necessária quando não respondida. Senhor Jeon do outro lado da linha já sabia que algo tinha ocorrido e o seu entusiasmo ao atender o filho mudou em questão de segundos.

- O que aconteceu Jungkook? - Perguntou preocupado. Foi possível ouvir ele pedindo licença para algumas pessoas e se afastando do local agitado que se encontrava.

- O senhor disse uma vez que para tirar Taehyung do alvo da polícia você precisava colocar alguém convincente o bastante no lugar, alguém para se tornar o principal suspeito, certo? - Perguntou Jungkook conferindo se Taehyung ainda estava no banho.

- Sim, filho. Mas por que isso agora? - Falou com a voz abafada. Jungkook deduziu que ele ainda estivesse no restaurante com sua mãe.

- Hoje, na Mora sam-dong aconteceu um acidente com um Impala. - Falou de uma vez.

- Jungkook, do que está falando?! Onde está Taehyung?! - Exclamou alerta.

- Os feridos já estão bem, mas no local ainda há algo crucial para o seu caso. - Jungkook respirou fundo. - No carro estava o celular de Kim Namjoon, eu preciso que o encontre antes que a polícia faça isso. - Jungkook tentou manter a postura, mesmo com o silêncio de seu pai do outro lado da linha. - Pai, eu preciso desse favor seu. Fale alguma coisa...

- Eu vou, mas preciso que você mantenha Taehyung dentro de casa. Ele não pode sair até que eu resolva isso com a polícia, certo?

- Certo. - Jungkook suspirou de alívio.

- Nos vemos ao amanhecer. - Seu pai se despediu desligando a ligação em seguida.

CHAMADA OFF

Jungkook! - Taehyung gritou do banheiro assim que finalizou a ligação com seu pai. Os seus ombros ainda estavam rígidos por causa do nervosismo. - Achou os primeiros socorros? Essa porra da ardendo pra um cacete.

- Já estou indo. - Falou guardando o celular e pegando os primeiros socorros dentro do guarda-roupa. 

27 DIAS PARA O SUICÍDIO DE KIM TAEHYUNG

É óbvio que isso foi uma armadilha. Alguém tramou contra Namjoon, ele é o estereótipo perfeito para o caso. - Taehyung retrucou tentando convencer o melhor amigo.

- Taehyung. - Jungkook se aproximou do amigo colocando as mãos em seus ombros. - Por que diabos você quer ajudar alguém que tentou te matar a menos de vinte e quatro horas? - Arqueou as sobrancelhas.

Blood Color | Kim TaehyungOnde histórias criam vida. Descubra agora