Três

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Após o telefonema que Heeseung havia feito consigo, Sunghoon saiu imediatamente do escritório - e se algo nessa situação serviria de consolo para ele, seria sua pouca sorte em pelo menos não estar em audiência naquele momento.

Mas agora ali estava ele, dirigindo como um louco pelas ruas movimentadas de Seul. Ultrapassando quaisquer leis de trânsito existentes enquanto pulava diversos semáforos vermelhos da cidade. Dando a mínima importância se levaria multa ou se seria parado por alguma viatura por dirigir em alta velocidade.

Ele apenas precisava estar em casa o mais rápido possível, tanto pelo esposo quanto pelo filho.

Quinze minutos depois foi o suficiente para Sunghoon entrar pela porta de sua casa. Chamando pelo esposo aflito.

Assim que viu o marido, o rosado correu para os braços do outro. Toda sua angústia era estampada em seus olhos castanhos brilhantes.

"Hoonie! Finalmente você chegou!" Desabou nos braços do mais alto. "Eu não o encontro em lugar algum!"

Sunghoon abraça fortemente o esposo entre seus braços para acalmá-lo, logo o afastando delicadamente após alguns segundos.

"Heeseung, você tem certeza que já o procurou em todos os cômodos? Por Deus, ele não pode simplesmente ter sumido de casa assim."

"Como disse para você no telefone antes, Hoon, eu procurei no quarto dele, no nosso, no quarto de hóspedes, no jardim, nos banheiros... Em tudo!" Choraminga pelo paradeiro de Jungwon.

"E quanto ao seu ateliê, sala de jogos, ou na biblioteca? Meu Deus, Heeseung, ele deve estar em algum lugar... Ele não pode ter fugido de nós..." O platinado já estava ficando mais desesperado que o próprio Heeseung.

"No meu ateliê ele também não está, assim como na sala de jogos, eu procurei por lá quando não o vi no quarto, já a bibliotec- droga! Hoon eu esqueci da biblioteca!"

Antes de começar a se martirizar por ter esquecido de procurar na biblioteca, mesmo após ter dito a si mesmo que já o havia feito milhares de vezes, Heeseung sai correndo desesperadamente até o cômodo, sendo seguido pelo platinado.

Ele só tinha que estar lá, era a única alternativa do jovem casal para encontrar o filho.

Em contrapartida, Jungwon estava deitado no grande e confortável sofá dentro da biblioteca, com um livro aberto sobre o peito. Aparentemente havia ficado um tempo lendo, e acabou adormecendo.

Jungwon ouvia ao longe uma voz aflita o chamar, mas estava preso em um estágio entre o sonho e a realidade, então preferiu não se mover.

"Jungwon..." A voz comprimida de tristeza de Heeseung o chamava. O mais velho estava tão transtornado e cansado que acabou por não ver que o mais novo estava deitado no sofá que ficava encostado na parede, ao lado da porta. "Onde está você meu filho, me responde, por favor!"

Jungwon desperta meio assustado com a movimentação perturbadora que o tirou de sua profunda soneca. Demorou um pouco para assimilar o que estava acontecendo, e quando o fez, notou Heeseung cair de joelhos no meio da biblioteca, de costas para si.

Não entendeu o porquê de todo aquele drama. Eles por acaso estavam em alguma peça de teatro e ele não estava sabendo? Porque se sim, que seu personagem seja o primeiro a ser livre desse circo de horrores.

"Mas que merda, será que ninguém pode ter um pouco de paz aqui não?" Xinga enquanto se senta no sofá.

Heeseung quando ouve a voz de Jungwon apressadamente olha para trás, levantando-se em seguida e indo até o sofá onde o mais novo estava, e sem pensar duas vezes abraçou-o fortemente. Deixando grossas lágrimas que havia segurado desde então escorrerem por seu rosto, molhando o ombro do azulado.

Lugar Para Chamar de Lar | Heehoon / JaywonOnde histórias criam vida. Descubra agora