Capítulo 59 [Narração]

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     Dias se passaram, a paz foi selada entre pai e filho e agora só restava uma comemoração digna para celebrar uma nova etapa que estava por vim.

     Último dia do ano e nada melhor do que aquela festinha básica em família.

     Taehyung já estava pronto e dava os toques finais nos cabelos pretinhos e macios de sua pequena Sooyeon.

     Jungkook e Soobin haviam saído juntos há alguns minutos para abastecer o estoque de vinho, pois havia acabado tudo na véspera do Natal.

— Espero que não fiquei bravo com seu pai, mas ele me contou recentemente que você pretendia oficializar seu namoro com a Chaeyoon no dia do seu aniversário. Sinto muito por estragar seu dia, era para ter sido um dia mágico e eu, como sempre, ferrei com tudo. – disse Jeon prestes a estacionar o carro na garagem de casa.

— Pai, isso é passado. Não se preocupe. – afirmou para o mais velho. — E, além disso, eu não iria ter muita coragem de fazer o pedido na frente daquele monte de gente, o senhor sabe que eu sou meio tímido. – terminou fechando a porta do passageiro.

— Não sei a quem puxou, porque Taehyung e eu não temos um pingo de vergonha na cara. – disse Jungkook travando o carro, seguindo para fora da garagem.

— Tá, por favor, não estraga o clima entre pai e filho, não quero saber das coisas que vocês já fizeram na frente de todo mundo. – reclamou envergonhado do pai sem freios na língua. — Eu não sei onde fui amarrar meu jegue para ter pais tão imorais quanto vocês.

— Meu filho, você é jovem, um dia você vai entender que o prazer da vida está nos atos mais arriscados. O errado é mais gostoso, vai por mim, quando chegar a sua hora de arriscar, você vai entender do que estou falando quando se queimar pela primeira vez. – explicou para o mais novo parado em frente a porta de casa. — Falando nisso, você e a Chaeyoon já... Você sabe. – fez uma pausa. — Já transaram e tals?

— Pai, não. Puta que pariu, nós ainda não transamos. – soltou tudo constrangido. — Estamos esperando o momento certo, quando for a hora certa, vai rolar.

— Soobin, você ainda é virgem? – perguntou.

— Paaaaaaaaai!

— Oras, foi só uma pergunta normal que todo pai tem que estar apto para perguntar aos filhos. – respondeu entrando em casa sendo seguido por Soobin. — Você não precisa ficar com vergonha de mim, eu sou seu pai, só quero o seu bem, meu filho.

— Mas eu não me sinto preparado para ter esse tipo de conversa com o senhor. É tão constrangedor. – disse sentando no sofá da sala.

— Eu sei que é, também já passei por essa fase. É super vergonhoso, mas com o tempo vai se tornar algo até normal. – disse acompanhando o filho sentado no sofá. — Você precisará conversar com alguém que entenda bem do assunto uma hora ou outra. E de preferência, uma pessoa que já viveu muito e sabe tudo sobre sexo. Sabe, na sua idade eu já era um rapaz bem vivido, seu pai não foi o primeiro com quem tiver relações, já transei com muitas pessoas e cada uma foi uma experiência nova e única.

— Deixa só meu pai ficar sabendo que você era galinha. – debochou o adolescente.

— Soobin, larga de ser besta. Seu pai sabe que eu nunca fui flor que se cheire, mas que depois dele nunca houve e nunca haverá outra pessoa.

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