Em Contra-Partida Na Escuridão.

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Fomos andando, enquanto, Gabriel e Nathan ficavam observando o comportamento do novo "membro" do grupo. Eu queria ficar um pouco longe daqueles dois, Nathan e Gabriel, não tínhamos um relacionamento há mais além do nosso plano contra Gustavo e Rosangela, quero dizer que eles não condizem para serem meus amigos. Eles são pessoas más capazes de tudo, uma coragem que fico querendo ter até hoje. Quando chego na porta de minha casa, me viro pra eles acenando em sinal de "adeus."

-Te mais para vocês! A gente se encontra por aí, qualquer dias desses.....-. Uma onda de cheiro com bolo de fubá passava pela janela dos nossos vizinhos americanos. Eu fiquei com "ciúme", pois não daria pra comer......

-Beleza. Pode deixar, vou avisando pra vocês que irão ser encarregados todo começo de semana a levar comida pra CTINA. Não queremos ela morta, só alguns sustinhos.....-. "CTINA" era uma abreviação simples do nome de nossa vitima. Queromos manter em confidencialismo restrito. Faço positivo com a cabeça e eles somem rapidamente de vista, mas se eu estava achando que tava sozinho finalmente daquele bando da "alcatéia". Estava muito enganado........
Felizmente era o cara que abaixou a arma e resolveu entrar no grupo, ele fica permanecendo parado na calçada da rua, quando seu olhar sem "querer" se esbarra com o meu. Desde desse determinado instante não consigo mais notar que hora estamos ou quantas pessoas estão passando na rua, naquela tarde. Simplesmente, nossos olhares se hipnotizaram um pelo outro.

-Meu nome é Trenton. O engraçado que nenhum daqueles dois, me perguntaram quase nada sobre mim, juntamente com você! E eu tenho 17 anos pra ser mais exato com vocês.......-. Assim que ele terminou a frase, Trenton fica cabisbaixo temendo minha reação. Eu não digo nada apenas presto atenção nele.

-Porque você não seguiu caminho junto com eles, Trenton? Sua idade é um problema.-. Me assustava até quando Rosangela e Gustavo eram capaz de meter um menino de 17 anos no meio desse caos. Sugiro que demos algum afastamento da casa, pois seria arriscado encontrar com um deles, eu poderia supor tranquilamente que os dois voltaram pra casa. Sentamos de baixo de uma árvore que tinha um banco antigo de concreto, lá haviam folhas secas que cobriam o banco.

-Sim......mas eu tenho muitos problemas em casa.......enfim, é solitário tudo que vivo e passo com meus pais.....-. Trenton, solta um longo suspiro duradouro no ar. Realmente eu sabia como era, crescer sem ter pais por perto era algo que não me deixava saber o lado bom da vida.

-Bem....se eu puxei conversa com você, Caio, foi porque eu não fui muito com a cara deles. Sei lá, eu não conseguir me ver "melhores amigos"com eles.......eu sou mais na minha, e como você não falou nada durante o caminho todo com a gente, você logo me despertou o interesse.....-. Eu fico sem ar por uns minutos. O Trenton e eu tínhamos muito em comum e sem contar no quanto ele me entende em todas as partes. Limpo a garganta e tento desviar pensamentos românticos pela cabeça, eu me fechei totalmente para relacionamentos amorosos, agora morando com meu "padrasto" desde dos 15 anos, era impossível me apaixonar como da primeira vez. Simplesmente, quero ficar na minha propria bolha ainda.

-É porque eu não sou muito de dá importância pra conversas......dou valor para suas ações e atitudes que fazem assim, ser um grupo fiel e saudável. Eu penso que assim, que deve ser.......ou eu estou sendo um imbécil, falando essas coisas?.-. As palavras: Saudável, fiel, etc.....que citei já começou sendo de má forma usada, nosso grupo estava bem longe disso...... E o mais tosco para o chave de ouro, a trouxa e infeliz pergunta no final para Trenton que fiz...."Será que o mundo podia acabar agora?"

-De acordo com minhas lógicas e minha opinião você está certíssimo. A união faz a força, sempre! Caio Guilherme.......-. Ele se levanta do banco. Percebo que o sol já estava se pondo, mas eu nem um milésimo de segundo tinha notado e quando vi, novamente minha atenção foi roubada por ele........

-Infelizmente tenho que ir. Estou gostando agora, de ficar no grupo! Pelo simples fato de ter alguém com uma vida significantemente, semelhante a minha vida.......tchau, amanhã nós vemos em breve!.-. Trenton me dá um aperto de mão e sinto vontade de puxa-lo e convencer do contrário. Porém, como tudo dura pouco ele vai se embora junto com o horizonte.
Voltando para o "covil", as luzes estão apagadas. Resolvi parar perto da placa (STOP), pois estavam vindo barulhos do canto da casa. Não havia ninguém na rua e se tinha era apenas um garoto de 13 anos com fone de ouvindo, ele provavelmente não ouviria tudo que vinha da "minha casa."
Eram gritos macabros, de desesperos vindo de uma mulher, a brisa de frente fria deixava a situação mais tensa no ar. Vou caminhando até a porta com destino pra abri-la, mas a fechadura da porta não abria de maneira nenhuma. Bati na porta, chutei ela, com todo meu peso do corpo, porém, aquele esforço não dava resultado.

Paro na calçada, perplexo do que poderia estar acontecendo......." E se eles tiverem achado, Cristina, antes do tempo? E estivessem a obrigando abrir a pouco para saber o que fizemos e onde estamos?"

Depois de se passarem quase 6 horas, na entrada esperando que o "show de gritos"apavorantes se acabarem. Há uma sombra humana, saindo de trás dos arbustos da casa, ela vem se avançando contra mim.

-Caio.....Caio! Me bateram, eles me espancaram! Junto com a.....Marisol...?.-. Era a Molly. Ela derramava várias múltiplas lágrimas, sem se quer uma pausa de descanso pelos seus lindos olhos azuis.Molly, entrelaçava seus braços em volta de minha cintura buscando proteção.

-Molly, tente se acalmar, hein? Temos que dar um jeito de tirar ela daqui!.-. Nada mais me surpreendia na minha "familia" tá aí mais outra prova de que se eles mataram ou estupram a própria filha eles são demonios, que ainda não foram prendidos como deviam.
Molly, abre os olhos depois de passar minutos e minutos com eles fechado, porém, demonstra estar em estado de negação a voltar lá.

-Caio, eu não vou colocar meus pés lá de novo! Jamais.....vou esquecer o que fizeram comigo e ela.....-. Ela tinha marcas e cicatrizes profundas em todo seu corpo, alguns cortes se pareciam com carne de açougueiro a ser vendida. Meu coração partiu na hora, em ver Molly, num momento tão frágil e estúpido das nossas vidas.

''Que Comece O Show'' [2 Temporada]Onde histórias criam vida. Descubra agora