Capítulo 6 Lampejo

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Já haviam se passados várias horas desde que partiram da vila. O grupo caminhava em silêncio, até a jovem sacerdotisa parar de andar, as sobrancelhas juntas, como se pensasse profundamente em algo.

- Porque não permitimos que Naraku junte todos os fragmentos que restam ao invés de nos desgastarmos indo atrás?

- Você está louca, Kagome?

A morena se virou para o hanyou.

- Louca porquê? Ele vem nos usando para achar os fragmentos, me usando, por que não fazer o mesmo? Porque não usar ele?

- Mas Kagome-sama se deixarmos o Naraku juntar os fragmentos ele irá ficar forte demais para vencê-lo e nunca purificaremos a joia, ele iria vencer.

- O houshi está certo, se o Naraku conseguir mais fragmentos não haverá criatura na terra capaz de vencê-lo.

- Mas se ele juntar as partes restantes, podemos purificar tudo de uma vez.

- Mas não teremos força para sequer chegar perto dele.

- É só arranjarmos força.

Kikyou revirou os olhos e cruzou os braços.

- E como sugere que façamos isso? Sem contar que temos mais pontos fracos do que ele, mais peso morto.

Kagome respirou fundo.

- Eu irei treinar pra deixar de ser um peso morto, Shippou voltara para a vila e ficara com a Kaede e nós vamos incluir números poderosos em nosso grupo.

- Mas mamãe....

- Não Shippou, é muito perigoso e eu o quero em segurança com a Kaede.

O filhote abaixou a cauda e seu rostinho ficou triste.

- Está certo.

- E quem são as pessoas que você sugere? Não temos mais aliados.

Kagome revirou os olhos e cruzou os braços.

- Teremos de aceitar pessoas de quem alguns de nós não gostamos.

- Kagome... Você não está sugerindo chamar...

- Sim Inu, estou pensando em chamar o Kouga... e... também...o ... – Kagome começou a falar lentamente, sentia que não deveria dizer aquilo, afinal também não o queria por perto, mas era necessário, por isso fechou seus olhos e concluiu. – Sesshoumaru.

- NUNCA!

O grito que o hanyou deu reverberou por todo o descampado, assustando alguns pássaros. Kagome se encolheu, não por medo, mas por que o grito do albino lhe fizera os ouvidos doer.

- Precisamos deles, assim como precisamos da Kikyou, e só por isso tolero a presença dela neste grupo.

- Não.

O hanyou fervia de raiva e parecia irredutível, mas Kagome ignorou o estado do mestiço e bufou irritada.

- Você não manda neste grupo, InuYasha, se eu terei de tolerar a morta viva, você terá de tolerar o Kouga e o Sesshoumaru.

InuYasha também cruzou os braços e encarou a morena de forma cínica.

- E o bastardo concordou com isso? Ou o lobo fedido?

Kagome ia abrir a boca para responder que ainda não fizera os convites, pois afinal só tivera a ideia naquele momento, quando do meio das arvores Sesshoumaru apareceu junto de Rin, Ah-Hun e Jaken.

- Este Sesshoumaru não se opõem a ideia da miko, desde que a Rin fique junto do filhote de raposa no vilarejo.

Kagome engoliu em seco e ficou com o corpo tenso, antes de se virar para o youkai.

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