CAPÍTULO 40 parte 4

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Ariel

--- O que você disse? --- ele perguntou, acariciando minhas costas.

Leandros não tinha escutado, e era até melhor que seja assim...

--- Eu disse... --- eu subi em cima dele. --- Preciso de você.

Ele suspirou, passou uma mão pelo meu quadril e a outra segurou uma das minhas mãos, entrelaçando os dedos.

--- Achei que você estivesse se sentindo mal...

--- E eu estou... --- eu peguei a mão dele e coloquei em cima do meu coração. --- Bem aqui. E minha cabeça, ela tá...

Ele soltou uma risada leve.

--- Você está com dor de cabeça e mesmo assim quer trepar? Que tipo de mulher é você?

Eu neguei com a cabeça, achando graça nenhuma nisso.

--- Não estou com enxaqueca. Mas é como se minha cabeça estivesse fervendo --- fechei os olhos e pressionei minha fonte na lateral da cabeça.

Ele me encarou, franzindo o rosto de uma maneira que achei extremamente sexy.

--- Foi o pedido de casamento que fiz pra você?

Eu gemi. Leandros já sabia.

--- Eu vi a forma como aquilo te abalou. Me desculpa --- ele me segurou sentada de pernas abertas em cima dele e levantou seu corpo, ficando sentado com as costas na cabeceira da cama. --- Você desde de sempre vem me falando desse seu medo de se apaixonar, de perder o controle. E eu sei que você não está preparada, fique tranquila.

Ele estava sendo delicado comigo, cuidadoso e paciente... Muito paciente.

--- Você consegue abalar toda a minha estrutura, Leandros --- eu sussurrei com a testa colada na dele. --- E isso não é uma coisa boa.

Eu beijei ele.

Conversar agora só iria piorar a situação, pois eu já tinha tomado a minha decisão. Então, durante a noite que seguiu, eu amei o corpo daquele homem em todos os pequenos detalhes. Tentando guardar na minha mente cada pedacinho dele, o sabor da sua boca e da sua porra. O cheiro do suor, o brilho dos seus olhos azuis. O jeito que ele olhava para mim. O tom da sua voz rouca.

Eu subi em cima do pau dele e sentei por horas. E eu realmente não estava cansada. Queria aproveitar o máximo que eu podia. Chupei o pau dele com tanto gosto que meu maxilar ficou extremamente dolorido.

--- Santo Cristo... --- ele gemeu.

Ele rosnou, o peito brilhando de suor, o cabelo úmido e a testa suando. Ele era a visão dos sonhos. Seus movimentos ficavam mais brutais conforme a noite seguia, e eu amava isso.

Depois, eu subi em cima dele outra vez e iniciei outra cavalgada.

--- Você está me matando... --- ele gemeu. --- Ninguém pode ser tão boa de cama assim...

--- E ninguém pode ter um pau tão gostoso assim... --- eu sussurrei, rebolando. --- E um corpo que... --- eu passei minhas unhas pelo seu abdômen. --- Você me deixa insana, Andros.

Ele jogou a cabeça para trás e rosnou, as veias do seu pescoço pulsando e grossas pelo esforço. E então ele soltou outro rosnado e gozou. Eu continuei a cavalgar, ainda querendo mais. Ainda não satisfeita.

E então eu vi o dia amanhecendo, e sai de cima dele, deitando a cabeça no seu peito suado e acelerado. Ele me apertou nos braços e eu fiquei um tempo ali. Não demorou, e um choro silencioso começou a fluir de dentro de mim.

Duas Semanas De Puro PrazerOnde histórias criam vida. Descubra agora