VICTORIA parou ao lado de Chuck quando saiu do labirinto junto de Minho. O garoto de cabelos encaracolados sorria para ela, observando as portas começarem a dar indícios de que iriam se fechar.
Havia outro menino desconhecido por ela ao lado do pequeno, que encarava os dois como se eles fossem as pessoas mais interessantes que ele já havia visto apenas pelo fato de terem saído do labirinto. Victoria percebeu o olhar do garoto a analisar de cima a baixo, parecendo confuso por ver uma garota no meio de tantos brutamontes.
— E aí, Chuck. — Ela sorriu fraco, vendo-o a cumprimentar de volta.
— Fedelho novo? — Perguntou Minho, observando o menino mais velho ao lado dele, mas voltou a olhar para Chuck enquanto começava a se afastar deles, correndo em direção à Sala de Mapas. — Como se sente sendo promovido?
— Foi ótimo! — Ele gritou para que ele pudesse lhe ouvir.
Victoria apenas encarou o mais novo clareano seriamente, se perguntando que tipo de trabalhador ele daria. Certamente, não um Corredor, então não precisaria de muita atenção vinda da encarregada dos Corredores; não parecia ter nem ao menos força física o suficiente para aguentar um dia dentro do labirinto.
— Achei que não tivessem garotas aqui.
Victoria juntou as sobrancelhas, movendo as mãos à frente de seu corpo e sorrindo minimamente de maneira sarcástica, como se dissesse: "Sim, fedelho. Aqui estou eu". No entanto, ela apenas falou: — Eu sou Victoria. Sabe seu nome?
Ele negou com a cabeça, ainda parecendo estar sob um feitiço desde quando vira a garota sair de dentro do labirinto junto de Minho. Victoria possuía aquele efeito sobre as pessoas. Ela balançou a cabeça negativamente e revirou os olhos levemente.
— Bem-vindo à Clareira, fedelho.
Vickie correu devagar até a sala de mapas, lugar o qual apenas ela e Minho possuíam a chave. Abriu a porta, vendo que ele já estava lá dentro. Fechou-a em seguida, colocando a chave novamente em seu bolso.
Minho havia tirado seu colete, estando apenas de camiseta e tinha puxado as mangas para cima, deixando seus braços expostos. Ele estava apoiado na mesa, observando o mapa do labirinto concentradamente, e Victoria mentiria se dissesse que ele não estava surpreendentemente muito bonito naquele momento.
Depois do incidente que acontecera naquele mesmo local um ano antes, nunca mais haviam estado tão próximos daquela maneira, mas tinham se tornado mais íntimos. Victoria, agora, o considerava um amigo e chegaria até mesmo a confiar nele de olhos fechados.
A menina cruzou os braços ao lado dele, tentando enxergar o que ele enxergava na miniatura do labirinto disposta sobre a mesa.
— Não sei o que nós vamos fazer. — Ela murmurou, vendo ele ajeitar sua postura e olhá-la.
O garoto continuou em silêncio, revisando seu olhar entre a garota e o mapa. O asiático suspirou, finalmente a encarando em seus olhos castanhos.
— Alby não nos deixa contar isso 'pra ninguém. — Ele disse, com sua voz baixa.
— Eu sei, mas isso não parece meio errado 'pra você? — Ela questionou, apontando para o mapa com a mão direita. — Nós já fizemos tudo o que podíamos. O mapa está completo. Vamos encarar os fatos: não existe uma saída.
— Tem que existir uma saída. — Minho retrucou, voltando a observar a maquete feita na mesa.
— Minho... — Victoria murmurou seu nome, segurando seu braço. — Não tem mais o que fazer. Se nós não encontramos uma saída, ela não existe.
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WHATEVER IT TAKES, maze runner
FanfictionCUSTE O QUE CUSTAR | Quando as chamas solares devastaram a terra, trouxeram consigo um vírus que fez com que a sociedade entrasse em pânico: o fulgor. Destruía seus cérebros lentamente, as transformando em seres humanos violentos, sanguinários e can...