Seis

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Em um dos restaurantes mais chiques de Seul, encontrava-se Sunghoon elegantemente com um de seus sócios, Choi Soobin. Ambos conheciam-se há um bom tempo. Desde a época do colégio até a faculdade.

Algumas pessoas costumam dizer que os dois se assemelhavam como irmãos, com personalidades parecidas, bom relacionamento, proximidade entre eles, boa conduta e indulgência no trabalho, e vários outros fatores. Sunghoon facilmente discordava de tudo aquilo.

Como poderiam sugerir fatos imprudentes como aqueles? Estava longe do objetivo de Sunghoon ser parecido com alguém como o Choi. Contudo, para seu desgosto, sofrimento, mesquinhez e qualquer outros sinônimos que represente sua adversidade em aceitar seu destino catastrófico de trabalhar com o mais velho - mesmo após todos os desentendimentos que ocorreram entre eles no passado, seguiram em frente com muito esforço.

Juntos abriram um pequeno e irrelevante gabinete de negócios como início de suas carreiras. Felizmente ou por sorte, pense como quiser, aquele pequeno gabinete começou a ganhar extrema importância entre os demais e enfim passou a ser um grande e famoso escritório de advocacia na região.

Consequentemente conquistaram também o licenciamento de melhores atuadores da área, mostrando à todos que conseguiram exercer sua profissão de maneira justa e respeitável.

Por hora, Sunghoon e Soobin decidiram então dar uma pausa no trabalho árduo deles. Nada mais justo se deliciarem com uma saborosa refeição, afinal incansável eram as idas e vindas do fórum central de Seul para o escritório deles.

Trabalhavam em defesa de pessoas que sequer se interessavam por seus direitos nesta vasta humanidade impiedosa e sem senso para cada uma de suas ações com o próximo ou consigo mesmas. Diriam que estúpidas eram essas pessoas. Em todo caso, tinham que cumprir seus deveres como profissionais, até mesmo pelos mais infortunados naquele país.

Esperando calmamente por seus pedidos, ambos os homens debatiam sobre seus recentes acontecimentos. Por que não? Era um bom momento para colocar a vida alheia em dia.

Porém, Sunghoon tinha noção clara que estava fazendo isso com Soobin, e sabia o quanto aquele homem não conhecia os limites entre não se intrometer em sua vida e apenas manter-se atualizado sobre ela.

Sinceramente, era frustrante para ele que o outro fosse assim.

"E então, como tem ido as coisas com você e com Yeonjun hyung?"

"Vão bem. Estou pensando em pedir ele em casamento." Murmura. "O que você acha? Não seria demais?"

Sunghoon arregalou os olhos, engasgando com o próprio vinho tinto. Tossindo algumas vezes para restabelecer sua respiração normal.

"C-Casamento?"

"Sim... Bem, considerando que a gente vive juntos há uns bons seis anos e nos amamos," Retorquiu com argumentos simples. "penso que deveríamos nos casar. Tirando apenas os ataques de ciúmes dele, nós não temos muitas brigas. Então, o que acha? Devo pedi-lo em casamento? Ele tem comentado muito sobre ultimamente."

"Se ambos se sentem bem e estão de acordo com isso, então não há o que discutir. Eu conseguiria tirar algum proveito disso também, acredito que assim você deixaria de encher meu saco e ficaria de uma vez por todas longe de Heeseung. Não é ótimo?" Atribui contente.

"Acredite no que quiser, nem tudo funciona da maneira que deseja Sunghoon."

"Tsk." Arrulhou descontente.

"O que? Não aguenta ouvir a verdade?" Brinca.

"O que seja." Responde firme. "Apenas um aviso, casamento nem sempre é algo fácil. Tem vezes em que é mais preferível não ter um papel assinado do que o ter, logo as coisas poderiam se tornar mais leves e simples."

Lugar Para Chamar de Lar | Heehoon / JaywonOnde histórias criam vida. Descubra agora