Havia se passado um dia, mas parecia muito mais. Eu sequer conseguia dormir, comer e muito menos tive cabeça para trabalhar.
Apreensão tomava o meu corpo!
Estávamos eu, João e o delegado em minha casa. Anne e Conrado estavam com a Maria, no meu antigo apartamento. O detetive Saulo estava para chegar com novas e possíveis informações e eu não conseguia me conter devido ao nervosismo.
Eu me levantava e sentava a todo segundo, minhas mãos suavam e os meus cabelos pareciam não ter visto pente há dias, de tanto que eu passava as mãos nele.
De repente, ouço batidas na porta e me apresso em atender, vendo o Saulo e outros polícias em minha frente._Conseguiram localizá-los?
_Eu espero que sim. - Coloca o notebook na mesa - Provavelmente ele se livrou do celular de todos, mas ouve um equívoco.
_Como assim?
_Parece que o seu amigo está com um relógio, que é conectado ao celular. Ele foi localizado perto do aeroporto.
_Ele pretende fugir com ela. - Concluo - Desgraçado!
_Ainda não sabemos se é certo, mas...
_Isso não importa, a gente precisa ir lá e agora.
_Saulo, é uma possibilidade.
_Nós não podemos mais perder tempo, temos que ir atrás daquele louco. Vai saber o que ele fez ou pretende fazer.
_Está certo. Mas é bom que o senhor não vá.
_Como é que é?
_É o melhor, senhor Magalhães. Você está nervoso, pode atrapalhar na missão. - Renan tenta me impedir
_Eu também acho que é melhor, meu filho. - João também concorda - Você pode ser mais útil aqui.
_Eu não acredito que vocês estão me pedindo isso. - Me enfureço - É a minha mulher!
_Senhor Magalhães...
_Não! Aquele filho da puta está por aí com as pessoas que eu amo e vocês querem que eu fique aqui sem fazer nada?!
_É para o seu bem. - João insiste
_Ninguém aqui vai me impedir de ir atrás da minha mulher. Nem que para isso eu tenha que ir sozinho.
Saio do apartamento, batendo a porta e descendo as escadas.
Logo atrás vêm o delegado, com os outros policiais._Está bem. Não temos tempo a perder.
O delegado me entrega um colete a prova de balas e dirige até o local. Em todo momento, ele conversava pelo rádio transmissor e passava algumas coordenadas.
Eu estava sentado no banco de trás, totalmente apreensivo, com o coração saltando do peito e uma ânsia incômoda. Eu torcia para que eles realmente estivessem bem, torcia para que o maldito do Pedro não tivesse feito nenhum mal a eles. Eu sentia o meu sangue esquentar ao pensar no telefonema que recebi e do medo que havia em suas vozes.Eu ouvia os homens conversarem e estava alheio a tudo. As vozes pareciam estar longe, na minha cabeça eu só conseguia focar na minha menina e em nossos bons momentos juntos. Eu sentia a minha respiração mais pesada e a tensão tomava o meu corpo. Os meus músculos estavam contraídos e eu torcia para quê chegássemos o quanto antes. Abro os olhos e observo com atenção o local que passávamos, era um lugar simples, com casas humildes e pouco asfaltada.
_Merda! - Renan me tira dos meus pensamentos
_O que aconteceu?
_O relógio parece estar sem bateria ou foi destruído. Acabei de perder a localização precisa.
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O outro lado do amor
RomantizmNenhuma linha se cruza por acaso, certo? Cristopher Magalhães é o homem que encanta a qualquer mulher, aparentemente destemido e egocêntrico, e ao mesmo tempo frágil e intrigante. Aline Dias está fora de qualquer padrão, é sensível mas também dete...