Lucas, um jovem de 18 anos cheio de alegria, vislumbrava um novo capítulo em sua vida com a entrada na faculdade. Contudo, a sombra de um passado indesejado reapareceu sob a forma de um perseguidor persistente, cuja obsessão por Lucas remontava aos...
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Ter Lucas tão perto de mim sem poder tocá-lo está colocando minha sanidade à prova. É uma tortura lenta. Silenciosa. Cada vez que nossos olhares se cruzam, é como se algo em mim implorasse para quebrar todas as regras, arrastá-lo para longe do mundo e me perder nele.
Duas semanas. Duas malditas semanas com eles em casa — e comigo vivendo à base de autocontrole e frustração. Meu corpo reage antes da razão, e eu já não sei até quando vou aguentar.
E então vem a lembrança. A porra da foto.
Lucas rindo, distraído, com aquele sorvete, a boca suja de doce como se não tivesse ideia do efeito que causava. Antônio teve a audácia de registrar aquilo. Desde então, cada vez que a imagem surge na minha mente, cresce junto uma vontade quase incontrolável de quebrar o pescoço dele.
— Giovanni, preciso de você na reunião de hoje com o conselho. Vou iniciar o processo para que ocupe o meu lugar.
A voz do meu pai é firme, definitiva.
— Mas... não seria só no ano que vem, papa?
— Mudei de ideia. Pretendo tirar férias com sue Matb. Você está pronto. Confio em você.
O peso daquelas palavras cai sobre meus ombros como uma sentença.
— Se eu assumir agora... o conselho vai exigir que eu me case — digo, já prevendo o caos. — Como fizeram com o senhor.
Meu pai sorri, calmo demais.
— Então é melhor você se resolver antes que eles escolham alguém por você.
Saio do escritório com a cabeça em chamas. Meus planos estão sendo atropelados. Antecipados. E, ainda assim, uma única certeza permanece intacta: não existe ninguém no meu futuro além de Lucas.
Na sala, encontro minha mãe folheando uma revista ao lado da minha irmã.
— Matb, onde estão os meninos?
— Saíram com o Antônio, eu acho — responde sem levantar os olhos.
O sangue sobe na hora.
Não penso duas vezes. Saio de casa decidido a encontrar Vincenzo antes que eu mesmo faça uma besteira.
Ainda no galpão, escuto a voz dele ao telefone, carregada de fúria:
— Você enlouqueceu, Antônio?! Clube? Você tem noção do perigo?! Se o papa souber...
Meu corpo entra em alerta.
— Clube? — pergunto, já sabendo que a resposta não vai me agradar.
— Quatazin — ele responde, seco.
Isso é o suficiente.
Entramos no carro e seguimos pela noite como se o tempo estivesse contra nós. São quase dez da noite, e Antônio resolve bancar o irresponsável. Ana e Oliver são novos demais para esse tipo de ambiente. Se algo der errado, a família inteira vai explodir.