-- Desse jeito vou me acostumar a ser carregada. -- Maraisa brincou rindo. -- É sério, Marília, eu já posso andar.
-- Mas não deve abusar. É melhor só se manter em pé hoje e, bem, amanhã voltar a andar. -- Marília disse, se lamentando internamente por ter que parar de carregar Maraisa nos braços, daquele jeito tão próximo.
Maraisa obedeceu, sendo colocada no chão somente quando estavam dentro do trailer científico. Os olhos de Marília viram as luzes roxas e ela franziu o cenho.
-- Desse jeito não vai descobrir nada. Por que não colocam uma luz branca que dá para ver melhor? -- Marília perguntou e Maraisa riu.
-- Temos outros tipos de luzes aqui que são para determinadas coisas. Não vou explicar a fundo, mas elas facilitam nosso trabalho.
-- Oh. -- Marília disse, vendo Maraisa colocar o óculos de proteção e luvas brancas. -- Vou assistir algum espetáculo feito por você? -- Marília perguntou e Maraisa sorriu.
-- Quer um espetáculo? -- Maraisa indagou.
-- Com certeza. -- Marília disse se afastando um pouco e Maraisa voltou a sorrir.
-- Preste bem atenção então. -- Maraisa disse, misturando dois líquidos dentro de um recipiente. Os olhos de Marília brilharam ao ver bolhas de várias cores saindo de lá dentro e flutuando no ar.
-- Que incrível! -- Marília expressou sorrindo, se aproximando da mesa. -- Se eu fosse cientista ou química ou qualquer dessas profissões eu ficaria fazendo coisas assim o dia todo. -- Marília disse animada, olhando de relance para Maraisa.
-- Eu adoro química. -- Maraisa disse, olhando as bolhas no ar.
-- Estão acabando. -- Marília disse ao ver a quantidade de bolhas diminuir e logo pegou os frascos que Maraisa havia pego e jogou mais dentro do recipiente.
-- Marília, não! -- Maraisa exasperou, porém era tarde demais. O líquido do recipiente começou a fervilhar e logo um gritinho agudo foi ouvido por Marília, pois exatamente como um vulcão em erupção, espuma branca foi jorrada para cima.
Maraisa nunca odiara tanto a gravidade, afinal, se subiu, desceria.
E realmente desceu, lambuzando ambas de espuma branca. Maraisa fechou os olhos tentando manter a calma, afinal todo o ambiente estava sujo, inclusive as pesquisas mais avançadas dela e de suas amigas.
-- Oops? -- Marília disse, olhando para Maraisa sem jeito, com um sorriso arrependido.
-- Eu juro por tudo que eu mais amo, Marília... -- Maraisa disse lhe fitando. -- Que você não vai sair desse lugar enquanto não me ajudar a limpar tudo.
-- Eu ajudo. -- Marília disse rapidamente, passando os dedos pelo óculos protetor de Maraisa para remover a espuma. -- Melhor assim, não?
-- Olha o estado que estamos. -- Maraisa disse, removendo o óculos protetor e olhando para seu próprio corpo.
-- Se eu disser que está linda diminuiria sua raiva? -- Marília perguntou mordendo o lábio inferior com uma careta, mas se arrependeu ao sentir o gosto de sabão.
-- Você não sabia. -- Maraisa disse. -- Só não volte a tocar em nada sem que eu permita.
-- Posso tocar no chão? -- Marília perguntou rindo. -- Sabe, para limpar... -- O olhar mortal que Maraisa lhe lançou a fez calar a boca.
Não era hora para gracinhas.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O último Pênis || [Malila] ADAPTAÇÃO Concluída
HumorQuando, por algum motivo misterioso, todos os homens são infectados por um vírus fatal, só se resta mulheres no mundo. Os poucos homens que sobreviveram ficaram definhando, o que levou as mulheres a mataram cada um deles para evitar o sofrimento. ...