Eu não dou a mínima para perder, só quero sair desse amontoado de gente e paredes.
— Felicity! Volta aqui!
Ele de novo?
Aperto o passo, mas ele me alcança outra vez. Viro-me furiosa.
— Quem é você e o que você quer?!
— Eu sou o Lian.
— E?
— Eu tô no seu grupo, não lembra? Tentei falar com você o mês inteiro, mas você me ignorou.
— Ah, verdade. — Digo, então o ignoro e volto a caminhar.
— Não, espera!
— O que é?! — Paro outra vez, pouco antes de um idiota aleatório trombar comigo.
Caio no chão. O garoto que me seguia se irrita e joga uma pedra na cabeça do idiota, o qual cai desmaiado no piso de quartzo.
— Temos que ficar juntos pra vencer. — O tal Lian diz, se agachando ao meu lado e oferecendo sua mão para me ajudar a levantar.
Recuso sua ajuda com um gesto e me ergo sozinha.
— Vencer? Eu não quero vencer.
— Não?
— Não.
Volto a caminhar. O tal Lian me acompanha, seu desespero sumiu, foi trocado por curiosidade.
— Então... o que está fazendo aqui? Por que não pagou pra não vir.
— Meus pais não prestam. — Digo friamente.
— Oh.
— É, oh. Estou tentando ser desclassificada desse inferno desde a última missão. Me distraí nessas semanas o máximo que pude para suportar ficar aqui e agora quero voltar para casa.
— Então você só está andando em círculos aqui?
— Sei lá! — Jogo as mãos para o alto. — Devo estar.
— Se seus pais não prestam... por que quer voltar pra casa?
— Não moramos juntos. Temos várias mansões, escolho uma diferente em que eles não estejam para ficar todo mês.
— Me parece uma vida solitária.
Volto-me para ele e o observo com atenção pela primeira vez. Lian tem olhos tão escuros quanto seus cabelos incrivelmente espetados e um olhar muito curioso para o meu gosto. Ele é irritante com essa expressão atenciosa. Sim, definitivamente ele é muito irritante.
— Você fala demais. — Reclamo.
— Aposto que você também. — Diz com um sorriso.
Mas que ousadia!
Ando mais rápido, mas o maldito tem pernas mais longas e me alcança facilmente.
— Vai ficar me seguindo agora?
Lian dá de ombros.
Estou prestes a reclamar novamente quando um buraco surge na parede de quartzo. Lian me puxa para trás antes que eu seja atropelada pela multidão que sai de dentro dele.
Encaro-o assustada.
— Você sabia disso? — Pergunta ele.
— Não.
— Deveríamos entrar nisso?
— Entre se quiser, eu não vou ali nem morta!
— Okay, então não...
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O Exame
General FictionEm todo o planeta, em cada país, todo jovem ao dezoito anos completar, deve o Exame realizar. O mundo é dividido por castas, as quais podem ser elevadas, com a rara vitória nos tãos temidos jogos em massas. Doze provas. Doze meses. Quem sobrevi...