⚠Atenção . Esta história contém cenas de sexo e violência, o que não são indicadas para menores de 18 anos🔞. Não é permitido nenhum tipo de plágio. Não se esqueçam de votar, comentar e partilhar!
Boa leitura.♤♤♤
Tento não lembrar-me de Thomas nos últimos oito anos, mas ele está la. Como o fantasma do resto. Ou espetro daqueles que sei que ainda vivem mesmo depois de terem deixado minha vida em turbulência. Para mim ele foi mais do que o rapaz que tirou a vida com 16 anos.
Encaro Claire que já tem uma atenção anormal em mim desde que as aulas se iniciaram e com algum preparo, ajeito-me na cadeira e fico com o corpo reto e olhos atentos à espera de alguma intervenção. As aulas continuavam a ser mornas, mesmo que ela tanto falasse e discutisse entre cada conteúdo e cortava tudo para olhar para mim, sem exageros. Alguém ali deverá ter reparado também. Ali está mais uma que já está a cheirar o meu malvado espírito e de alguma forma quisesse sugar algo dali. Não faço força para evitar. Olho na direção de um dos meus colegas sentado na frente, com os olhos envolventes na figura da professora, da sua deleitosa forma e postura e reparo o quanto é atrativo a boa fisionomia, positiva, que atrai conteúdo bom e nunca em vida envolver-se-ia com um rapaz suicida. Claire fala no teste que teremos para a semana e a necessidade de uma preparação prévia repetida e engolimos tudo com o mínimo detalhe e desta vez ninguém reclama, porque a fonte de atração está ali. Longa vida à nossa bela professora.
Saio da Universidade e paro na saída para vigiar meu telemóvel que eu tinha esquecido com a bateria fraca durante as aulas, e tateio o ecrã à procura de alguma mensagem enviada. O ecrã mostra-se vazia e sem notificações, e eu chupo meu lábio inferior quando abro a aba de mensagens. Não terei de deixa-lo nenhuma mensagem, talvez encontre-o em casa e falaremos. Nem tenho ideia de o quê. Talvez continuássemos a conversa anterior, aquela boba que ele explica que quer sumir ao mundo e vender para sempre sua bela casa de prazeres. Deixando toda esta vida para trás. Meu pai participou em algum momento disto. Estranho conseguir encarar isso, mas não espero nada de um homem que sempre teve a maior paciência do mundo para um bêbado de bar.
Talvez eu volte para casa, para continuarmos a trabalhar no meu projeto, e no que sabe que podemos fazer em seguida. Franzo o cenho, aquela atração que você sente pela pessoa, aquela que ela tem a capacidade de provocar sobre você, tão insistente e sedenta que beira a alguma sensação louca como a insanidade. Sinto um formigamento quente em meu peito que transborda ao calor incessante. Abro a boca para respirar melhor e olho para o céu sem nuvens. Depois de ficar um tempo ali de pé, olhando para cima enquanto o pátio da Universidade esvazia, abaixo a cabeça e avanço dois passos para a saída, ainda a muitos metros de mim, invadida por pensamentos muito rápidos, encontro Harry de pé, como se estivesse esperando por algum tempo. Estou quase a soltar um soluço quando ele aproxima-se com um olhar rápido por cima de meu ombro e abraça-me. Quando envolvida por seus braços, presa por sua atitude, fico pensando no que ele está fazendo ali. Ele beija minha testa. Estou pronta para fazer-lhe uma pergunta, mas ele avança de imediato.
— Já estás pronta?
— Sim. — Depois de desenvencilhar do abraço, como se previsse isso, estou olhando e ouvindo uma risada excitada e o meu antigo grupo, de umas semanas atrás, estão bem a metros na minha frente e Harry mete-se no caminho. Olho para o seu rosto questionável. Perco o grupo de vista. Finalmente falo.
— Tu estás aqui — Ele assente com a cabeça, sempre levantando o olhar por cima de minha cabeça, começando a deixar- me nervosa com essa atenção alheia indevida. De tanto martirizar-me, viro a cabeça e olho para trás, preparando-me mentalmente para o que estarei a ver e sou invadida por um pequeno soco no estômago quando avisto Claire entre duas colunas, as duas mãos nos quadris, observando-nos com os olhos semicerrados. Harry e Claire. Claire e Harry. Só isso que penso neste momento. Só de ver a mulher ali de pé já causa-me uma angústia suficiente para aquecer minha raiva repentina. Não sabendo como reagir, um pouco enlouquecida pelo meu ciúme, olho para o chão e viro outra vez, tentando tirar da minha cabeça que Claire está ali, Harry está aqui, e eles parecem conhecer-se. Já alguma senti aquele ódio mortal por uma mulher por ciúme? Sabias que ela é minha professora e não nos damos tão bem? Fizeste sexo com ela ultimamente? De novo minha cabeça está trabalhando muito rápida.
— Jane... — Harry segura em minhas mãos, olhando para meu rosto enquanto abaixa-se a minha altura para melhor nos encararmos. Sinto um grande ponto de constrangimento do que ele reconheceu. — Vamos para casa, sim?
♤♤♤
Ainda estou nervosa quando entramos no carro dele, sentindo pela primeira vez em dias aquela pressão constante dentro de minha cabeça e que prefiro realmente evitar a qualquer custo. Sinto-me ainda enervada com a minha mudança de humor repentina por algo que constatei. A viagem de carro é silenciosa, sem uma música na rádio, minha dor de cabeça intensificando e meu ódio crescendo, em vez de abrandar. Ele guarda o carro na garagem de sua casa, sua expressão passível e atenta, e conduzimos para dentro, ainda sem trocar palavras. Com sede, vou direto para a cozinha, e sinto seus passos rápidos e pesados atras de mim, e ele alcança o frigorífico mais rápido que eu, puxando a garrafa de água para fora dela. Fecha a porta, mantem a garrafa de vidro suspensa entre nós, olha fixo para mim. De repente, sinto o clima estranho e desconfortável entre nós. Percetível aquilo que sinto e então?
— De repente que queiras falar — Eu queria que ele me desse a garrafa de água, mas queria minha atenção em si. — Sobre qualquer coisa.
— Tenho sede. — Em poucas palavras respondo o que quero. Em poucos gestos, ele pega um copo e enche –o de água entregando a mim. Tento não olhar muito para ele.
— Disseste que já tinhas estado dentro do quarto do piano antes. Estiveste lá ultimamente ou lembraste-te de algo?
Eu bebo dois goles e abaixo o copo olhando em seus olhos, tentando perceber o tema da conversa e ele balança a garrafa de água e levanto o copo para mais um gole. Seu olhar quente sobre mim quase me faz engasgar.
— Porque não me falas do acidente que tiveste alguns anos atrás? — Franzo o cenho olhando agora para os pés dele, confusa que ele queira no exato momento falar disso. Levanto a cabeça e encaro seus olhos verdes e brilhantes. Não faço ideia de como meu pai terá sabido do acidente. Ele e Jenny tinham pouco contato. Harry encolhe os ombros — Não é importante para ti?
Engulo em seco.
— Prefiro não falar dele. Prefiro não relembrar.
— Momentos ruins?
Olho em seus olhos.
— Não.
Coloco rápido o copo na bancada e procuro a saída da cozinha, com uma voz quente em minha cabeça, denunciando que havia voltado. " Ele merece saber tudo, sabes. Precisamos preserva-lo para nós ".
Mas não quero ouvir nada.
♤♤♤
Era um dia de chuva. Muito mais intenso que qualquer outro dia, nunca tinha passado por aquilo e o dia estava quase chegando no final. Levantei a cabeça do banco de trás do carro e olhei para a janela, riscas pesadas e insistentes de água desce pelos vidros, empurrando-a para dentro como murros enfurecidos e minha dor de cabeça intensificava-se mais uma vez. Chegava a ser tão forte que pensei que meus olhos iriam pular para fora. O peso é recarregado sobre meus ombros e espalhava-se pelo meu corpo como uma nódoa. Riscas cinzentas formam-se no céu e pontos pretos tomam a minha vista, borrando-a cada vez mais. Tudo tinha iniciado com uma discussão com as irmãs Lia e Lisete. Podia estar a discutir com uma que a outra se intrometeria de certeza. Eu era a louca da casa, a que estava sempre no psicoterapeuta, um vez que começamos a gritar tanto, mais as duas, não consigo levantar muito a voz, que não ouvimos quando um dos irmãos entrou em rompante pelo quarto, que depois de um tempo, olhamos para ele. Ele parecia aterrorizado, os olhos esbugalhados coberto de lágrimas, a boca em uma careta de lábios inversos. Olhava para nós três e começou a soluçar alto, espasmos torácicos e violentos e só conseguiu falar quando Lisete deu-lhe um estalo no braço. As lágrimas finalmente caíram violentamente pelas bochechas abaixo. E ele encontrou a voz.
— En... encontramos o Thomas.
Fechei os olhos enquanto via a chuva abrandar um pouco. Sei que perdi o funeral de Thomas. E não havia volta a dar. Finalmente abri a porta do carro e com a chuva abrandando, coloquei a mão para fora para sentir a frieza da água, o choque que ela causa em mim, para baixar um pouco minha dor, e dei espaço suficiente para a outra tomar conta do meu corpo e por fim, olhando para cima, alguém aparece em frente à porta, de olhos fixos em meu rosto. Meus dedos coçavam sobre a ferida no tornozelo e retirei a casca. Do meu último momento junto com o Thomas.
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Love &Honey - Harry Styles
FanfictionQuando Jane perde seu pai, procura pela herança que ele a deixa com Harry, seu chefe e dono da Lux, o maior clube de sexo da cidade. O que Jane nunca esperou foi que Harry ficasse tão determinado em tê- la e acabariam por se envolver fazendo com q...