F*ck you

295 20 10
                                    

Dias atuais
— Mystic Falls —

Madeline queria dizer que havia passado os dias, desde a tentativa falha de matar Klaus, planejando seus próximos passos, mas seria uma grande mentira. Ficou boa parte dos dias bebendo até não poder mais e a outra parte, deitada na sua cama pensando no que faria. Não, não tinha vontade de ver Stefan. Ele interrompeu a vingança que tanto ansiava, perdeu a única chance de trazer justiça ao seu filho. Tinha acabado, agora Klaus viveria para sempre.

Sua cabeça estava confusa com tantas memórias. Já tinha começado a questionar a realidade, o que sabia ou acreditava saber. Lembrava da carta que escrevera para si mesma, lembrava de tê-la queimado antes de pedir para Mikael tirar aquelas lembranças da sua mente. Lembrou de quando decidiu desistir da sua sede por vingança.

Mikael tinha ficado louco pela sua sede de vingança, pelo seu ódio. Nunca soube o motivo para que ele sentisse tanta raiva, mas devia ser grave já que o homem estava preparado para matar os próprios filhos. Podia ver em seus olhos como aquilo o corroía e Madeline não queria que aquilo acontecesse com ela também. Não queria se destruir ainda mais. Conseguiu sair um pouco antes de Mikael ter sido pego pela bruxa, dava graças por ter tido tanta sorte, ou poderia estar morta naquele momento.

Pensou em ir embora mais uma vez, em fugir de novo. Stefan não queria ajuda, não queria tê-la de volta, mostrou isso na noite em que traiu todos que o ajudavam. Mas Maddie decidiu que não iria, desta vez não estava sozinha. Foi lembrada disso quando Damon basicamente invadiu a sua casa para manda-la parar de fazer drama e voltar aos planos. Não fazia de que planos eram esses, mas era bom saber que se importavam.

Talvez fosse melhor sair da cidade antes que se importasse com mais pessoas e acabasse ainda mais destruída no fim. Porém, que felicidade tem em viver uma vida vazia?

Resolveu sair de casa e fazer uma caminhada. Tinha que se encontrar com Elena no Mystic Grill, tinham que discutir uma forma de ajudar Jeremy. Madeline adorava aquele rapaz, mas frequentemente sentia vontade de xingá-lo para que tomasse jeito.

Tinham que tomar cuidado com Klaus, ao menos Madeline tinha. Ele não tinha feito nada ainda, o que deixava as coisas ainda piores e mais apreensivas. Chegando no Grill, estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo e roupas de corrida, procurou Elena com o olhar, mas não teve sucesso. Ao contrário, esbarrou em um homem de cabelo castanho. Ele parecia familiar.

—Madeline, não é? Tesouro do Klaus.— disse o rapaz me olhando de cima abaixo.— O que fez para que ele a quisesse tanto?

Híbrido. Madeline pensou que deveria ter notado pela cara de psicopata. Arqueou uma sobrancelha e o olhou com provocação.

—Por que? Tá com ciúme?— disse e se aproximou.— É verdade que os híbridos não passam de cachorrinhos pro seu dono? É assim que o chamam ou é de mestre? Ou até Vossa Alteza.

A cara dele fechou e ela teve a intenção de que estava prestes a arrancar seu coração bem ali na frente daquelas pessoas, mas não fez nada.

—Se pudesse te matar, já estaria sem a cabeça.— fala com um tom de ameaça.

—Não, eu não estaria.— a morena sorri.— Mas você sim.

—Mandei pegar uma bebida, não mandei, Tony? — Madeline escutou a voz de Klaus atrás dela e estremecei, tentou não transparecer.

O híbrido não pareceu feliz com aquilo, mas fez exatamente o que Klaus mandou, sem pestanejar. A morena se virou para o vampiro e o olhou, tentando descobrir o que pretendia. Pensou em leva-lo para fora daquele bar e arrancar a sua cabeça. Sabia que não poderia matá-lo, mas seria divertido vê-lo morrer algumas vezes.

The Vampire Queen | revisão/reescritaOnde histórias criam vida. Descubra agora