CAPÍTULO #56

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Eu não parava de ri

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Eu não parava de ri. Depois de tanto tempo, tantos dias de pesadelos infinitos, hoje eu me sentia bem, com pessoas que eu amo e sempre estiveram ao meu lado. Como Keera, que agora dançava comigo. E nós dois ríamos dos passos que somente nós dois conseguíamos fazer.

— Opa, nem sabia que aqui tinha sinal! — Keera exclamou, ao escutar seu telefone tocando. Ele riu mais uma vez, segurando sua taça de vinho, primeira e provavelmente a última, e me puxando para mais longe da música para que ele pudesse atender. Era chamada de vídeo. — Querida, tudo bem por aí? — Keera atendeu, e logo reconheci Janet. Eu a adorava. Ela superava até a animação de Hany. Não havia tempo ruim para ela.

Se o bem significa não suportar a espera da sua volta. Sim, estou bem. — Brincou e Keera sorriu, me olhando e depois voltando sua atenção para ela.

— Então, Janet… aconteceram alguns inconvenientes e eu estou na Noruega. — Keera falou, agora mais sério. Ouço um barulho alto de algo batendo no chão, e a câmera da chamada exibir o piso de mármore do quarto de Keera.

Puta que pariu! — xingou ela, recuperando o celular que havia caído. — Que porra você está fazendo na Noruega?!

— Quer explicar? — Keera se virou para mim, o que me fez suspirar. Por que sempre fico com a pior parte nas ligações?

— Hey, Janet… — Aceno para a tela, pegando o celular. Ela sorriu ao me ver, acenando de volta. Ela estava definitivamente linda, como sempre.

Estava aparentemente esparramada na cama de Keera, com uma lingerie rosé rendada e um robe por cima de mesma cor. Seus cabelos medianos e negros estavam presos em um coque despenteado e havia uma pilha de livros ao lado dela sobre a mesinha de cabeceira, com uma taça com alguma bebida dourada borbulhante pela metade. Ela era mais dona daquele quarto do que o próprio Keera.

O quarto dele era parcialmente feminino, com flores decorando a varanda, produtos femininos espalhados pelo banheiro e closet, além das roupas delas que boa parte ficavam no closet dele. O aroma do local lembro de que recordava a cerejas e melancia. Apesar de eles não terem nada sério, agiam como se fossem casados.

Fran! Que gato você está! Estão em algum tipo de festa? — Olho para Keera, que passou a mão em seus cabelos perfeitamente alinhados, fazendo um sinal para eu falar.

— É… digamos que sim… eu acabei de me casar. — Ergo a mão esquerda, exibindo a aliança, vendo ela cuspir a bebida que ingeria, tossindo e ajeitando a postura, tentando se recuperar.

Excusez-moi?! — Exclamou, em seu forte sotaque francês, deixando a taça de volta na mesinha de cabeceira e me olhando seriamente. — Que história é essa?! Por que não estou sabendo?! E por que na Noruega?!

— Querida — Keera pegou o celular de volta. E logo avistei Élyas se aproximando, olhando de cara fechada para Keera, mas aparentemente queria dizer algo para mim.

Eu fico até nervoso de ver esses dois no mesmo local a um metro de distância.

— Foi surpresa para mim também, mas quando eu retornar te explico tudo direitinho. Acredite, é uma longa história. E você está linda demais para ficar de cabelos brancos tão cedo. — Keera falou, sorrindo galanteador. Pude notar Élyas revirando os olhos, se virando para mim.

— Se eu fosse você iria atrás do seu marido. — Élyas falou, chamando minha atenção.

— Aconteceu algo?

— Sim, você está mais tempo com um Fontannelle imbecil do que ao lado dele. Isso que aconteceu. — Rebateu, ríspido. Keera finalizou a ligação, guardando o celular no bolso e encarando Élyas seriamente.

— Não seja um babaca com ele só porque tem problemas comigo! Ao contrário de nós dois, Franklyn e eu somos praticamente irmãos. — Keera ditou e Élyas respirou fundo, se virando para ele.

— Deixe-me dizer algo para que fique bem claro… nunca se refira a você e eu com "nós"! Entendeu bem, seu filho da puta?! — Apontou o dedo para o peito de Keera, que apenas o encarou de uma forma indecifrável, mas não respondeu a ofensa de Élyas.

— Fran, acho melhor eu ir dá atenção às damas da festa. Parabéns pelo casamento, irmãozinho. — Keera beijou meu rosto, sorrindo educadamente e nos virando as costas, se afastando de nós. Observo Élyas, que apenas o seguia com o olhar.

— Por que tanto ódio? — Questiono, chamando a atenção de Élyas, que pareceu demorar a processar minha pergunta. Ele riu sem humor, balançando a cabeça.

— Há certas coisas que é melhor você não saber… herdeiro italiano. — Insinuou, dando dois tapinhas em meu ombro e se afastando de mim. Qual o problema dele?!

Suspiro, olhando em volta, procurando por Adrian, mas não o encontrei na festa. Então adentrei a cabana, subindo para o segundo andar e abrindo a porta do quarto em que ficaríamos.

— Adrian… tudo bem? — Questiono, vendo ele na varanda, com as mãos apoiadas no gradil e o corpo tenso.

— Por que não estaria? — Sua voz saiu amarga, e mesmo que não fosse apropriado, eu sorri.

— Porque… seu ciúmes é bobo. — Falo, mas ele não me olha. — Mas eu gosto de coisas bobas. — Insinuo, avançando alguns passos em sua direção, guiando minhas mãos por sua cintura e o abraçando por trás, subindo minhas mãos pela sua barriga definida, até seu peito, começando a abrir os botões de sua camisa social. — Nenhum deles… me atrai. Só você tem esse poder… marido. — Sussurro, depositando um beijo em suas costas largas. Sinto-o enrijecer, então ele se vira de frente para mim. O olhar mais ameno.

Como olharia para outro homem tendo este como oficialmente meu marido?!

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