𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑢𝑙𝑜 𝑣𝑖𝑛𝑡𝑒 𝑒 𝑑𝑜𝑖𝑠

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boa leitura!

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A Ferrari cor preta estava praticamente invisível ao penumbra da noite. As pessoas mal enxergariam o que passou por elas, claro, se aquela fosse uma hora apropriada para ter pessoas na rua. Lena pisava cada vez mais fundo, não se importando com as possíveis consequência de que aquilo poderia lhe trazer.

Seus olhos viam a rua mal iluminada pelos postes, mas sua mente só enxergava Kara e a catástrofe ambulante que ela mesma era por perder a loira. Ela não devia ter deixado Lionel vencer aquela luta, não dessa vez. Ela já tinha permitido isso há oito anos, agora ela não iria.

— Você é patética.

Àquela maldita voz.

Lena não precisou olhar para o lado para saber que seu pai estava no banco ao seu lado. Cerrou os dentes e apertou mais os dedos no volante até os nós de seus dedos ficarem brancos, seu pé piscou com tudo no acelerador e tentou ignorar o homem ao seu lado.

— Eu devia ter te matado para impedir que se tornasse a aberração que é hoje! Como se não bastasse ter nascido deformada, ainda consegue me dar mais desgosto. Você e essa sua loirinha vagabunda-

— Cala a boca. Cala a boca. – Disse batendo com as mãos no volante. — Cala a boca porra! Você morreu, não está aqui de verdade.

— VOCÊ ME MATOU! – Ele gritou. — Você e seu diário idiota sobre aquela loira nojenta mataram sua mãe e eu! Foi você, Lena!

— Não. NÃO. Cala a boca, cala a boca ou dessa vez eu te mato de verdade!

— Olha só, ela revelando a verdadeira natureza. – Então ele riu alto, uma gargalhada que ecoava pelos ouvidos de Lena até sua cabeça zumbir. — Você nunca vai se livrar de mim, Lena. Eu já morri, só estou aqui por sua causa. A sua mente doentia me trás de volta todas as vezes, minha amada filha. Eu vivo enquanto você viver.

A realidade caiu sobre Lena naquele instante. Lionel não passava de uma alucinação que sua própria cabeça criava, ele não estava lá de verdade em momento algum. Ele só existia quando ela se sentia merecedora das torturas que sofreu por simplesmente ser como é.

— Se você vive enquanto eu vivo... então morre se eu morrer.

— Pelo visto a aberração tem cérebro! Que notícia surpreendente! – Ele debochou e Lena aumentou a velocidade, fazendo com que tudo ao redor não passasse de um borrão. — Pretende se matar, querida filha? Ah, que favor você faria a humanidade se morresse! Mas não tem coragem. Você é fraca, Lena.

— Devo ter puxado isso de você. – Disse com o pouco de coragem que tinha. — Afinal você nunca teve coragem, não é Lionel? Fracassou como pai, marido, dono da empresa e até mesmo como filho. Você, meu querido pai, é a aberração deste carro.

— Cale a boca, sua fraca! Sabe que não vai me matar porque não tem coragem! Sua vagabunda pecadora, aberração do inferno!

— Eu vou matar você.

O carro chegou ao limite da velocidade, a essa altura não se dava tempo de ver qualquer coisa pela janela. A sorte de Lena era que a rodoviá era em linha reta milhares de quilômetros, se não era provavel que ela já teria perdido o controle a muito tempo.

— Lena, para!

Ela olhou para trás, tirando os olhos por tempo demais da estrada, mas não se importou. Não podia estar vendo aquilo, podia? Tinha bebido demais? Aquilo era verdade?

Minha querida stalker - Supercorp G!POnde histórias criam vida. Descubra agora