Era manhã, a pequena Sana estava brincando na sala com seus brinquedos enquanto Mina arrumava a cozinha. Ela já havia arrumado a sala com a ajuda de Chaeyoung, que agora estava no banheiro. Elas tiraram o dia para arrumar a casa, não estava tão bagunçada assim, então foi rápido e fácil. Faltava apenas a cozinha.
Batidas na porta foram ouvidas pela garotinha, ela levantou deixando os brinquedos no chão e correu até a entrada, abrindo. Franziu o cenho confusa encarando todo aquele pessoal.
— MAMÃE!! — gritou.
Mina buscou um guardanapo para limpar as mãos, nesse curto tempo Chaeyoung apareceu na sala e arregalou os olhos.
Haviam mais de 3 fuzis apontados para si. Vários policiais ali, armados e entrando na casa sem permissão. Mina chegou na sala se assustando ao ver, olhou Sana e mandou a garota ir para o quarto rapidamente. A menina prontamente obedeceu.
— Mãos para cima!! Você tem o direito de ficar calada, tudo o que você disser pode e será usado contra você. — A voz alta e grossa do policial fez Chaeyoung se assustar mais. Levantou as mãos em sinal de rendição.
— Por favor, se acalmem — Mina falava enquanto se aproximava de Chaeyoung. — O que está havendo?? Vocês entraram sem mais nem menos, apontando armas, nessa agressão. — Entrou na frente da menor.
— Senhora, com licença. Temos um mandato de prisão, podemos fazer isso. Saia da frente da moça.
— Prisão? Mas por quê? Podem explicar o que está acontecendo, por favor?
— Explicaremos na delegacia. — Fez um sinal com o rosto e um policial se aproximou de Chaeyoung, tirando Mina de perto.
A mais nova encarava Mina em desespero, não entendia o porquê disso, ia até a delegacia pessoalmente para acertar as contas com a justiça logo e isso acontece. Não entendia.
Eles levaram ela para a delegacia. Algemaram-a. Trataram ela com toda grosseria possível, como se ela fosse algum tipo de assassino.
Chegando lá, levaram-a para a sala da delegada. Assim que entrou, a loira olhou a morena de cima abaixo e fez uma cara de tédio.
— Solte a garota! Olha a cara assustada da menina. O que aconteceu?
— Certeza, senhora? Ela é a Son Chaeyoung.
— Sim, solte-a! — ordenou. — E saiam.
O policial obedeceu. Tirou as algemas da mulher e saiu da sala. A delegada Deinert olhou a moça outra vez, analisando-a.
— O que aconteceu?
— Eu que pergunto!! — esbravejou. — Entraram em casa com fuzis apontados para mim, me algemaram e me trouxeram pra cá sem mais nem menos. Falaram que tinha um mandado de prisão. Eu não fiz nada!!
— Se acalme — pediu. — Você está foragida, senhora.
— Isso é motivo pra me trazer pra cá desse jeito? — A delegada levantou uma sobrancelha e a menor suspirou. — Olha, eu não sei o que está havendo. A única coisa de errado que eu fiz foi ter porte de droga, e eu já joguei tudo isso fora — explicou-se, tentando entender.
— CADÊ ELA?? — Gritos eram ouvidos e então a porta se abriu com agressividade. — VOCÊ! — A policial apontou uma arma para Chaeyoung e engatilhou. Ela arregalou os olhos levantando as mãos.
— Abaixa a arma, Jeong — a delegada pediu calma.
— VOCÊ MATOU SEU IRMÃO!!
— O quê?? — Chaeyoung gritou confusa. — Tá doida?? Eu nunca faria isso!! Meu irmão está com o meu pai!! Bem e vivo, pelo amor!
— Abaixe a arma, Jeong — pediu outra vez, calma.
— Você estava na casa da sua mãe, teve um conflito lá e você, para se safar, matou uma criança indefesa! — fazia as acusações, sem tirar a arma do foco de sua cabeça.
— Não!! — Chaeyoung afirmou alto. — Eu salvei ele! Minha mãe quase matou ele, eu o tirei dali e deixei com o meu pai.
— Jeong, eu vou pedir pela última vez, abaixe a arma. — Heyoon olhava para a mulher com a expressão séria, mas obedeceu a delegada, abaixando a arma. — Ótimo. Agora se acalme e escute o que a moça tem para dizer.
— Eu não sei nada além disso. Minha mãe iria matar meu irmão, eu o tirei dela e levei até meu pai. Depois eu saí de perto.
— E por que fugiu se não tinha culpa? — perguntou, acusativa.
— Não fugi, apenas não queria arrumar confusão com minha mãe, sabia que meu irmão estaria seguro com meu pai. Você me perseguiu sem motivo algum!
— E você fugiu!!
— Achei que estava atrás das drogas — falou dando de ombros. — Meu pai pode confirmar tudo.
Batidas foram ouvidas, Sina mandou entrar e um policial apareceu, avisando que tinha uma mulher ali exigindo ver Chaeyoung. A delegada Deinert suspirou e mandou deixar entrar. Mina entrou na sala com Sana nos braços, que estava chorando e chamando pela "tia Chae". A menor correu até a mais nova e levantou os braços, Mina olhou Heyoon, que ainda tinha a arma na mão e apontada para suas costas. Sina apenas lançou um olhar e a policial desengatilhou a arma e guardou.
Chaeyoung abaixou e pegou a menor nos braços, que a abraçou apertado. Mina falava com Sina, em desespero, alegava que Chaeyoung era inofensiva e que tudo estava bem. A delegada a acalmou, dizendo que tudo ficaria bem.
Algumas horas depois, eles entraram em contato com Felix para confirmar o que Chaeyoung dizia. Acabou que marcaram um julgamento e convocaram Nayeon e Chaeyoung.
— Você ficará aqui essa noite — Jeong avisou, já segurando o braço da menor.
— O que??
— Não discute. — A menor bufou.
Avisaram Mina, que não gostou da ideia, mas acabou aceitando e foi para casa.
Heyoon começou a levar Chaeyoung para a cela. Enquanto elas andavam, Jeong a olhava torto, mas estava adorando vê-la frágil assim.
— Quando você estava fugindo de mim não parecia tão fraca assim, parecia tão confiante. Mas agora que está aqui, essa confiança foi embora, né? — falou rindo.
Chaeyoung suspirou, ficando em silêncio.
— Você só é boa quando está livre. Agora que está numa delegacia, tem medo.
— É que antes eu não tinha ninguém que se importasse comigo, então eu não ligava se poderia morrer ou ser presa a qualquer momento. Agora eu tenho duas pessoas com quem eu me importo e que se importam comigo. Então, sim, eu estou com medo. Medo de perdê-las ou colocá-las em risco.
Heyoon se sentiu mal. Ficou em silêncio depois da resposta. Deixou a mais nova na cela e avisou que voltaria no outro dia de manhã.
Chaeyoung estava sentada olhando para o nada e pensando em Mina, pensando no perigo que colocou elas, pensando em Sana vendo aquele monte de arma, lembrando o desespero no olhar de Mina. Chorava, com medo. Chorava porque se importava e só queria estar com elas agora.
Mina estava conversando com Felix sobre tudo o que sabia. Descobriu também sobre a mãe de Chaeyoung e ficou surpresa, já que não fazia ideia do que tinha acontecido. Na sua cabeça só se passava uma única coisa: Chaeyoung.
Sana estava dormindo já. Era tarde. Mina explicou que tudo ficaria bem e disse que era um mal entendido, e que logo sua tia Chae estaria de volta.
Tudo ficaria bem.
Elas esperavam que tudo ficasse bem
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Oioi, bão??
Qualquer erro me avisem, pfvr!!
E se tiver com hífen tbm :)Não esqueçam de votar pra ajudar 😔
Oq acharam?? 👀
Até mais hehe
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From Strangers To Lovers - Michaeng
Fanfiction𝙵𝚛𝚘𝚖 𝚂𝚝𝚛𝚊𝚗𝚐𝚎𝚛𝚜 𝚃𝚘 𝙻𝚘𝚟𝚎𝚛𝚜. 𝑪𝒐𝒏𝒄𝒍𝒖𝒊́𝒅𝒂. 𝑵𝒂̃𝒐 𝒂𝒄𝒆𝒊𝒕𝒐 𝒂𝒅𝒂𝒑𝒕𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔. Son Chaeyoung, 24 anos de puro sofrimento. Sua vida sempre foi difícil e complicada, sempre foi sozinha e nunca teve uma pessoa que real...