Cʜᴀᴘᴛᴇʀ 6

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Chaeyoung tinha sido solta hoje, para ir se trocar para o julgamento. As autoridades entraram em contato com Nayeon e Felix, e convocaram os dois para o julgamento. A mulher negou várias e várias vezes, alegando que não tinha feito nada e que não tinha nada a ver com isso, não queria entrar nessa confusão. Mas, no final, acabou aceitando – já que seria pior se não fosse.

Chaeyoung e Mina não trocaram uma palavra. No momento que Son chegou na casa da moça, Myoui apenas a abraçou forte, como quem quisesse proteger e cuidar daquela garota e nunca mais soltá-la. Depois de um bom tempo nesse abraço, Chaeyoung foi tomar um banho e se trocar, assim Mina fez também.

Em algumas horas todos estavam no tribunal. Felix conversava com a filha e tinha Rick nos braços. A criança estava quietinha deitada no ombro do pai.

— Eu ainda não me conformo da pessoa que Nayeon virou — Felix falou, triste.

— As pessoas mudam às vezes, Felix. — Mina suspirou, odiando ver como a morena estava sendo afetada. — Mas se a justiça for justa, tudo ficará bem.

— Eu não acredito que ela tentou alguma coisa com Rick, depois de tudo o que fez com Chae.

— Aquela mulher não vale nada! — Son falou irritada com a progenitora.

— Quem não vale nada, Chaeyoung? — Aquela voz. Mesmo sem querer, Son se arrepiou de um modo horrível. Temia Nayeon, mesmo não querendo aceitar.

— Nayeon — Felix citou o nome, sem animação.

— Felix. Quanto tempo.

— Pois é.

— Como vai a vida? Oi, filho. — Se aproximou da criança, mas foi impedida pelo braço do homem. — Ah, qual é, eu nunca faria nada com ele. Por que vocês acreditam nessa aí? — Apontou para Chaeyoung.

— Não vamos brigar aqui.

— Você mudou tanto, Felix. Saudades de quando éramos felizes juntos.

— Você – deu ênfase – mudou tanto!

Nayeon revirou os olhos, encarou Chaeyoung, depois Mina, e saiu dali. A mais nova suspirou, odiando a ideia de ter que debater com sua mãe. Odiava a ideia de vê-la depois de anos. Odiava ter que passar por isso.

E o julgamento estava prestes a começar.

Chaeyoung estava chorando. Chorando muito. Tinha desabado. Ela contou tudo. Contou sobre como sua mãe a tratava, contou sobre sua infância e adolescência perturbada pela mãe, contou sobre as agressões físicas e psicológicas, contou sobre as ameaças, contou sobre o que ela tentava fazer com seu irmão e o que fazia com ela quando tentava proteger o garotinho. Contou tudo. Explicou o motivo de ter entrado para o mundo das drogas, como se envolveu com a polícia e sujou seu nome, explicou sobre seus problemas psicológicos e afirmou que queria, sim, fazer terapia, mas a mãe impedia.

Disse também como foi sua vida ao sair de casa. Estava sozinha, com medo, com traumas, pensamentos fora do lugar. Todos daquele local estavam emocionados com a história da garota. Não era preciso dizer que Felix chorava e se culpava por ter permitido isso. Mina se sentia mal, e assim que viu sua garota começar a chorar, sentiu a súbita vontade de ir abraçá-la e acolhê-la.

Mina também testemunhou. Disse sobre o estado que encontrou Son e como apoiou a se livrar das drogas. Alegou que continuaria a ajudando e que, em algum momento, se caso Son fizesse algo contra si, ela correria para contar a justiça sobre; mas que não era preciso, já que confiava na morena de olhos fechados e que ela nunca deu motivos para desconfianças ou para que ela precisasse temer. Chaeyoung apenas ajudava.

Felix também falou. Falou sobre a mudança de comportamento da sua ex-esposa e sobre como ela não deixou que Chaeyoung ficasse com ele, e que, na época, não parecia ser algo tão grave pois não fazia ideia do que a garota passava, mas que agora, sabendo de tudo, se arrepende de não ir até a justiça.

Rick, irmão de Chaeyoung, estava presente ali. O juiz fez questão de ouvir a criança, e por ser inocente, ele contou detalhadamente o que a mãe falava e queria fazer com ele. Disse que Nayeon gritava dizendo que ele ia sofrer em suas mãos e que se não obedecesse ou se contasse para alguém isso, iria matá-lo ou matar seu pai e sua irmã. O garoto falava que ficou com medo e que não entendia o porquê sua mãe falava aquilo.

— A mamãe me assustava — murmurou fazendo um bico, denunciando que iria chorar. — Papai — chamou-o, derramando lágrimas.

O juiz liberou o garoto, que foi para o colo do seu pai, chorando sentido. Estava com medo. Lembrar daquele dia, onde sua mãe quase o matou com uma faca de cozinha, apenas pelo garoto dizer que não queria comer mais, era traumático.

O julgamento durou cerca de 3–4 horas. Teve muito choro, discussão e até mesmo brigas, que tiveram que ser cortadas pelos guardas do local. Nessas brigas, apenas mostrava a realidade sobre Nayeon e como ela poderia ser agressiva.

O advogado da mulher tentava a todo custo ajudá-la, assim como o advogado de Chaeyoung, que estava se saindo melhor.

Nayeon acabou deixando escapar outra ameaça direcionada a Chaeyoung. Que mexeu com a morena. Sua progenitora apontava o dedo para ela, dizendo, olhando no fundo de seus olhos: eu ainda vou te matar.

O julgamento acabou e o juiz pediu um tempo, pedindo para que todos ficassem em seus lugares, que logo voltaria com o resultado. Era claro para todos que Nayeon era a culpada de tudo ali e Son era a vítima.

Longos minutos depois o homem voltou. Sentou-se no seu lugar e pigarrou, olhando ao redor. Encontrou uma Chaeyoung abalada, com os olhos vermelhos pelo choro e o rosto ainda úmido; ela tremia a perna e estalava os dedos. Olhou Nayeon e conseguiu ver o medo do que viria por ali, mas, antes disso, a moça encarava sua filha com raiva. Felix, Mina e Rick estavam sentados juntos, alguns metros de Son. Ao lado dela, apenas seu advogado.

— Peço a todos que fiquem em pé para a leitura da sentença. — E todos levantaram.

Chaeyoung trocou um olhar com o pai e depois com Mina. Nayeon olhou aflita para seu advogado, que suspirou.

O juiz olhou para o papel em sua frente e começou a dizer:

— Son Chaeyoung é inocentada pelo acusamento de tentativa de homicídio contra seu irmão, será retirada todas as queixas e seu nome será limpo, sendo assim, a senhorita Chaeyoung deverá passar por sessões de terapias, obrigatoriamente. — Chaeyoung suspirou aliviada, mas se sentiu mal por saber que eles apenas confiarão nela se passar pelo psicólogo; ela não era um perigo, e estavam tratando como se fosse. — Im Nayeon está condenada à sentença de 33 anos por tentativa de homicídio, ameaças de morte e graves ataques verbais, psicológicos e físicos direcionados aos seus próprios filhos.

Nayeon desabou ali.

Seu mundo caiu. Não havia arrependimento, apenas raiva e uma profunda tristeza. Seu advogado tentou dizer algo, mas foi cortado. Era a sentença final e ele deveria respeitar.

Sentença dada. Juiz agradeceu ao Promotor de Justiça e ao Defensor, também agradeceu aos militares, ao público e aos jurados.

— Sessão encerrada. — Bateu o martelo.

Nayeon estava sendo algemada nesse exato momento. Ela não reagia, estava dopada pensando no que faria. Olhava para o chão, em silêncio. Chaeyoung olhava aquilo com o coração doendo. Era sua mãe...

Estava tudo acabado. Todas as ameaças. Todo o medo. Chaeyoung poderia viver sua vida em paz e sem medo. Rick poderia viver sua vida em paz, sem preocupações sobre sua mãe, assim como Felix.

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Oioi, bão??

Antes de tudo, quero pedir desculpas caso tenha ficado ruim, eu não sei como funciona um julgamento, eu apenas resumi bastante, para ficar em apenas um capítulo e tals... É uma fic, relevem 😔

Qualquer erro já sabem, sinalizem!!
Agradeço muito!
E não esqueçam do voto hehe

E então, o que acharam?

Spoiler: a fic tá acabando 😭

Enfim!! Até mais <3

From Strangers To Lovers - MichaengOnde histórias criam vida. Descubra agora