Capítulo 81 - NÃOOO!

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-NÃO! – Pedro gritava, derramando suas lágrimas, logo após ELE fechar os olhos, sorrindo.

-Tuito... – Lukas corria em direção ao deque superior no grito de Pedro, desesperador na situação.

Ele enxergava uma multidão... todos estavam ali. Não via Pedro. Então, corria para a multidão e liberava seu caminho. Todos estavam em choque parados, sem ter o que fazer mais. Ele estava morto agora e para sempre.

-Licença! Licença! – Ele passava por todos.

Ele via a cena, desesperadora e que não parecia real. Aquilo era um pesadelo... até ele chorar.

-TUITO! – Ele agachava perto do corpo e tocava em seu cabelo.

-NÃOOOO! AHHH! – Pedro chorava muito, gritando, colocando sua cabeça para o céu chuvoso, deixando que ele fique com as gotas escorrendo diante de seus olhos e rosto. Seu cabelo molhado e suas lágrimas continuando e seu grito desesperador sendo ecoado pelos mares naquele dia.

-AAAAAAH! NÃAAAOOOOOOOO! TUITOOOOOOOOOOOOOOOO! – Pedro batia na madeira.

*BLAM, BLAM, BLAM*

*TRUM, TRUM, TRUM, TRUM, TRUM* - Trovões e raios caiam em diferentes lugares consecutivos 5 vezes.

-Arthur... – Esteban ia para a frente e fazia uma reverência agachado ao lado de Lukas e chorava também... ele quase não chorava.

-NÃOOOO! PORRAAAAA! – Ele chorava mais e pegava na cabeça de Tuito, massageando seu cabelo.

-NÃO! Venha comigo... – Pedro pegava Tuito em seus braços, com a cabeça jogada para trás e seus olhos de angústia fechados e se direcionava para frente da cabine.

Ele olhava para o rosto dele. Parecia ter encontrado a paz agora... sem receio, sem batalhas, sem nada, apenas paz e companhia no céu de Sea of Thieves.

-Será que posso, Tuito? – Ele olhava ao colar e olhava ao céu.

Uma voz parecida com a dele... ecoava sobre seus ouvidos:

-Pode, Capitão... Claro que pode... – Uma voz satisfeita, calma, clara e doce como a de Tuito. Apenas nos ouvidos de Pedro. Ninguém o escutava além dele.

-Quem é você? – Ele se ajoelhava com Tuito ainda nos seus braços.

-Capitão... eu sou Ele... eu vou te proteger... não se preocupe, Capitão... eu estou aqui... – A voz ecoava em seus ouvidos novamente. Agora parecia mais Tuito do que outra pessoa.

-Tuito... – Pedro sorria e chorava ao mesmo tempo, emocionado. Ele conseguia ouvir Ele.

-Amor... – Aurora virava-se a Palms, chorando, e dava um abraço nele.

-Eu sei, meu amor... nós estamos sim... eu sei... – Ele a abraçava de novo.

-Pegue meu colar... eu, agora, serei ele. Você pode ficar com ele e Comigo. Pegue-o, Capitão...

-Está bem... – Ele retirava seu colar do pescoço e colocava no seu.

-Boa, Capitão... quando precisar falar, a joia irá brilhar. Adeus... boa sorte... cuidado. – A voz sumia com um vento.

-Certo... – Pedro saía da cena trágica e ia para o seu quarto. Parecia que iria apenas colocar o teu corpo na cama e deixar.

Larry e Thiago não falavam nada. Já estavam tristes e decepcionados consigo mesmos que eles só pensavam que a culpa eram deles. Agora, Pedro estava em um abismo de tristeza profunda e que talvez não pudesse ser retirado dali nunca mais.

-TUITO!

-ELE MORREU! A CULPA É SUA, THIAGO! HAHAHA! VOCÊ SERÁ O PRÓXIMO! – Uma voz amedrontadora e amaldiçoada corria pela mente de Thiago.

-NÃO! NÃO! NÃO! – Thiago retirava isso da cabeça e olhava ao céu, correndo com gotas de lágrimas e gotas de uma tempestade em seu rosto e todo corpo.

-Desculpa, Pedrinho... – Larry enxugava suas lágrimas com sua mão.

*CLEC* - Ele abria a porta.

-PEDRO! PEDRO! – Larry percebia Pedro. Estava diferente e, claro, ela percebeu.

-O QUÊ? – Todos percebiam o grito de Larry, depois de chorarem muito com a perda.

Ele não falava nada e trancava a porta.

*BLAM* *CLEC*

-DESTRANCA ESSA PORRA, PEDRO! – Esteban corria à porta e batia nela.

Pedro ignora e coloca seu corpo sobre sua cama.

-Você agora... merece um descanso... nós vamos te enterrar... depois... Descanse em paz, Tuito. Eu te amo. – Ele fazia uma reverência a ele.

-ABRE! ABRE! – Larry batia na porta, junto à Esteban.

*CLEC* - Pedro abre a porta, sem olhar para a cara de ninguém.

-PEDRO! – Larry corria para o abraço.

-Não... saía agora. – Ele a impedia de dar o abraço.

-Por quê, amorzinho? – Ela continuava a chorar, desesperada.

-CALA A PORRA DA SUA BOCA! ELE MORREU! – Ele gritava na frente de Larry.

-AGORA, SAI!

*BLAM* - Ele fechava a porta.

*CLEC* - Ele trancava a porta.

-MERDA! MERDA! ELE VAI FICAR QUE NEM DAQUELA VEZ! VAI FICAR DIAS PRESO! – Esteban saía, sem saída, não tinha mais o que fazer agora.

-Agora, é apenas esperar.

[...] Eles davam um tempo para se recompor e não faziam nada o dia inteiro, mas a noite...

-Ah... não... não... não... – Pedro se encolhia na cama de noite, no frio até que bonzinho para dormir e não conseguia dormir. Estava sem sono.

Eram 3 horas da manhã, quando vira no relógio. Sentia formigamento, coração acelerado... e sentia um pensamento que não saia da cabeça: Algo de ruim estava prestes a chegar. Sentia falta de ar e tremor nas mãos e em seu corpo.

-Não... não...

-NÃÃÃÃÃÃÃO! – Ele gritava alto, como se quisesse sair daquela situação o mais rápido possível. Ele estava tendo o que parecia ter uma crise de pânico ou ansiedade, talvez, se sentia sozinho e sem destino agora... com depressão e solidão. Ninguém para o ajudar agora.

Ele estava sozinho... e Ele estava satisfeito, mas não tão satisfeito do que Ele, o outro que matara Ele. Ele voltaria depois. O começo do fim estava começando. 

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