Capítulo 8

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Nós finalmente conseguimos pousar essa coisa. Depôs de muito esforço.

— Vocês conseguiram? — Piter pergunta tirando a máscara do rosto e levantando, finalmente acordado e bem.

— Sim, nós conseguimos amor. —Keano fala indo abraçar Piter.

Todos nós estamos eufóricos e muito felizes por ter conseguido, meu pai e Look abrem a porta do Boeing, e
nós corremos para fora do avião o mais rápido possível. Não queremos está aqui caso ele exploda ou os
donos apareçam.
Onde pousamos é possível ver uma casa abandonada, e lá no fundo, bem no horizonte, é possível
enxergar os prédios da cidade de Nova York.

— Rápido, se escondam, está vindo um senhor idoso aí, ele está a cavalo, bem curioso até. — fala meu pai, puxando Valete e Lola para trás do avião.

O senhor começa a gritar, "tem alguém aí?"
Mas não podemos falar nada, o senhor provavelmente é dono dessa casa que achamos que fosse abandonada, e como parece ser um fazenda, tem variedades de animais por aqui, certeza que ele não deve morar sozinho.

— Gente! Gente, acabei de ter uma ideia que pode salvar nossa pele, e esse senhor pode ajudar. — Keano fala
empolgado, como se recebesse mensagens do além.

— Bom. Sabemos que militares irão vir buscar a aeronave mais cedo ou mais tarde certo? — ele pergunta
seriamente.

— Mas isso é óbvio Keano, por isso precisamos sair daqui depressa e procurar um lugar seguro para ficar. — eu falo tentando deixar lógico, mas fico confuso.

— O FBI vai descobrir, e vai atrás de nós, e nos matar, e em breve achar todos em Gannópolis. — Keano retruca.

— Isso faz sentido. Mas iremos tentar não ser pegos. — Look interpreta.

— Então qual seu plano gênio? —Valete pergunta com deboche.

— Vamos usar esse senhor para mentir por nós. — Keano fala baixo, mas não explica.

— Continue. — Piter se interessa.

— Somos vários, podemos abordar o senhor, amarrar ele, fazer de refém, mas sem machucá-lo óbvio, também
podemos usá-lo para fazer de refém as outras pessoas que moram na casa dele, se ele morar sozinho será
mais fácil. — Keano fala gesticulando com as mãos.

— Onde quer chegar com isso? — eu pergunto tentando entender.

— Quando os militares chegarem aqui, o velhinho pode mentir dizendo o seguinte. Esse avião pousou aqui, e
desceram dois rapazes e saíram correndo por aí, e depôs eu vi um bando de coalas indo para o oeste.
Acho que era tráfico animal, não consigo descrever os rostos dos indivíduos. — Keano explica imitando uma voz esquisita de velhinho.

— Eu entendi agora. Seu plano é basicamente despistar a polícia para nos dar mais tempo? — meu pai fica
curioso com a ideia maluca e ao mesmo tempo magnífica.

— Sim! — Keano termina sorrindo.
O plano de Keano realmente é explicado com poucos detalhes, mas nós conseguimos entender.

Vamos ficar escondidos em uma fazenda, até conseguimos a localização exata da menina, despistar a polícia, e manter a família de um senhor de idade como se estivessem em um cativeiro.
Óbvio que todo plano tem uma parte boa e seus pontos negativos, com efeitos colaterais é claro.
O senhor de idade vem se aproximando devagar com a espingarda na mão, Piter e Look foram pelo outro lado, sendo assim abordarem o idoso por trás.
Eu sirvo de distração, corro de um lado para o outro, o senhor se assusta e Bum, ele é pego. Colocamos uma
venda em seus olhos, e em sua boca um pano da poltrona do avião. Acho muito cruel o que estamos fazendo,
mas é por um bem maior.

DISTINTOS DO NORTE 2Onde histórias criam vida. Descubra agora