✠°•°CAP |12|°•°✠

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— Estou ficando cansado. - avisou Hitoshi depois de comer alguns bolinhos de arroz.

— É melhor irmos embora então.

Izuku pegou seu celular mandando mensagens para a mãe. Fazia um tempo que ela havia acordado perguntando onde estavam. Eles andavam pela praça do centro rumo a rua principal para voltarem ao apartamento. No caminho, Hitoshi viu muitos artistas de rua, no entanto, um deles lhe chamou atenção. Eram cinco mulheres vestidas com tecidos quase transparentes e cheias de adornos dourados, elas dançavam com véus e espadas ao som de alguma música indiana.

Querendo ver mais de perto, Hitoshi se aproximou hipnotizado. As pessoas ao redor reunidas observavam vidradas as dançarinas se moverem com destreza e elegância. Mas de repente, alguém passou correndo e acabou esbarrando em Hitoshi levando os dois ao chão.

— Que merda! - xingou o homem irritado tentando levantar.

— Desculpa. - pediu Hitoshi alarmado.

O homem que tinha cabelos curtos e loiros levantou e logo ajudou o ômega a levantar também. Então, Hitoshi ficou boquiaberto ao mirar melhor a pessoa que esbarrou nele, podia sentir seus feromônios indicando que também era um ômega, talvez o ômega mais lindo que já viu na vida.

Olhando maravilhado para o loiro, Hitoshi ficou sem ação e envergonhado. Então o outro ômega o encarou parecendo frustrado, mas logo seu semblante se suavizou e ele abriu um sorriso.

— Meu Deus, como você é fofo. - falou de repente pulando em Hitoshi. — Parece realmente um gatinho.

Então o arroxeado corou até as orelhas com aqueles elogios não sabendo como reagir. O loiro lhe abraçou forte com um sorriso largo e cheio de energia.

— Senhor, está todo vermelhinho. Que lindo! - exclamou apertando as bochechas do menor.

— Para com isso. - pediu envergonhado a beira das lágrimas.

Ele pareceu lembrar de algo e soltou Hitoshi. O arroxeado agradeceu por isso e se afastou com as mãos nas bochechas doloridas.

— Tenho que ir gatinho, meu ruivo deve estar me procurando. Até mais. - se despediu voltando a correr.

Aquele foi o momento mais aleatório da vida de Hitoshi, tinha que contar aquilo para Izuku. Olhou ao redor a procura do alfa e sentiu seu sangue virar gelo. Não via o alfa em lugar algum.

— Izuku. - chamou nervoso correndo até um dos bancos da praça e subindo nele.

Haviam muitas pessoas ali, eram tantas que dificultavam sua busca. Não sabia voltar sozinho, não lembrava do caminho. O melhor seria tentar ligar avisando o alfa onde estava e esperar. Respirando fundo para se acalmar, Hitoshi foi até a entrada de uma loja e pegou o celular do bolso para ligar. Iria falar o nome da loja e então Izuku iria lhe buscar.

— Achei você. - falou uma voz grossa e grave.

Hitoshi não teve nem tempo de virar para ver quem era, lhe agarraram pelos cabelos e o arrastaram para o beco ao lado da loja. Era estreito e sem saída, estava cheio de lixo e fedia.

— Me larga! - esperneou o ômega se debatendo para se soltar. — SOCOR...

Não conseguiu pedir por ajuda, foi jogado contra a parede caindo no chão desorientando. A dor que explodiu em suas costas o fez gemer. Sentando no chão com dificuldade, Hito ergueu a cabeça para encarar seu agressor, era um homem bem alto de cabelos loiros, ele tinha olheiras profundas e uma cicatriz no meio da testa.

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