POV LENA
Se não fosse por mim, a Kara e a S/n estariam brincando até agora! Tive que usar todo o meu poder de persuasão (e a promessa de que o quarto de brinquedos não fugiria dali) para convencê-las de que era hora da nossa Festa do Pijama.
Essas festas são um ritual na nossa família. Lembro da primeira, quando a Kara me colocou em um grupo com o "bonde" dela e eu, em meio a reuniões da L-Corp, recebia dez mil mensagens sobre qual pijama usar. O povo já nos "shipava" antes mesmo de termos algo. E agora, olhar para as duas e ver que nossa família está crescendo... é especial. É real.
Tirei as duas da farra porque, se eu não avisar, elas esquecem de comer — e essas duas juntas consomem o equivalente a um exército! Depois da pizza, o impossível aconteceu: a Kara realizou o sonho de me fazer jogar Just Dance. Eu fui a pior dançarina da história, mas ver a S/n brilhar foi tudo. Ela canta, ela dança... minha princesa é puro talento. Já planejei meu contra-ataque: vou viciá-la em coisas de nerd para deixarmos a Kara perdida nas conversas técnicas.
POV KARA
— Amor, eu não acredito que você jogou! — Falei, sentando ao lado da Lena, entregando um copo de água para ela.
— Nem eu, Kara! A última vez que dancei assim foi no nosso casamento, e olha que treinamos meses para não passar vergonha — ela riu, bebendo a água.
Eu estava exausta. Deitei minha cabeça na barriga da Lena e chamei nossa pequena:
— Princesa, vem cá descansar um pouquinho com as mamães.
— Mas mamã, neném quelu bincá maix... — Ela fez aquele biquinho que aprendeu comigo (culpa minha, eu confesso).
— Vem cá, anjo. A gente quer você pertinho. Que tal você e a Mamãe Lena ficarem aqui cuidando uma da outra enquanto eu vou buscar as pizzas? — Sugeri, com um tom brincalhão.
A S/n, com toda a sua esperteza, me empurrou devagar para sair do colo da Lena e se aninhou ali, abraçando a cintura da "Mamãe" e guiando a mão dela para fazer carinho em seus cabelos.
— Tá bom, mamãe... mas a Mamã é maix foti, ela buca. Neném fica cuidadu da mamãe. (A Mamã é mais forte, ela busca. Neném fica cuidando da mamãe.)
— Eita! Fui trocada? Perdi o meu lugar? — Brinquei, fazendo as duas rírem.
— Vai lá, amor — Lena me deu um selinho. — Não fica brava, ela é só um bebê.
Fiz um bico enorme.
— Tá bom... só vou buscar porque sou a "majestade" encarregada da comida. Precisam de mais algo, vossas graças?
— Pexisa de bexiu e baçu antes da mamã ir! (Precisa de beijinho e abraço antes da mamã ir!) — S/n cruzou os braços com uma carinha de "brava" que era a coisa mais fofa do mundo.
Enchi as duas de beijos e dei um abraço de urso que quase as esmagou de amor. Peguei as chaves e saí.
POV LENA
Ficamos sozinhas. Eu acariciava os cabelos da S/n quando decidi brincar com ela:
— Ei, mocinha... você disse que ia cuidar da mamãe, mas sou eu que estou fazendo carinho e te enchendo de beijos, enquanto você está toda agarradinha em mim. Tem algo errado, não acha? — Arqueei a sobrancelha, fingindo seriedade.
Os olhinhos dela se encheram de água instantaneamente.
— Ditupa, mamãe... num fica bava... é só que neném achu que a mamãe gotasse de ficá com neném... — A voz dela fraquejou.
Meu coração se despedaçou. Eu esqueci que ela estava em um espaço mental muito frágil.
— Bebê, calma! A mamãe não está brava! Foi uma brincadeira, minha vida. Oh, meu anjo, não chora... a mamãe ama ficar assim com você.
Peguei-a no colo, ninando seu corpo pequeno.
— Shhh, já passou. Você quer brincar? O que você quer, meu amor?
— Nu quelu bincá, mamãe... dá o tete? — Ela esfregou o narizinho nos meus seios, buscando conforto.
— A mamãe dá, princesa. Espera só um pouquinho.
Acomodei-me no sofá, abri minha blusa e deixei que ela se acalmasse no meu peito. Mesmo sem leite ainda, o ato de amamentar era o nosso vínculo mais profundo. Ela relaxou na hora, sugando devagar enquanto eu fazia cafuné.
POV KARA
Fui buscar a pizza e só no meio do caminho percebi que estava de pijama fofinho e... descalça. A Lena nem me avisou! Que vergonha. Me senti voltando à infância, quando a Eliza obrigava eu e a Alex a lavarmos os pés antes de entrar em casa depois de brincarmos na rua.
Quando cheguei, a cena era a coisa mais linda: Lena amamentando nossa neném sob a luz suave da sala. S/n parou assim que entrei e a Lena, rindo da minha cara, apontou para os meus pés sujos.
— Pode ir lavar esses pés, "majestade" descalça! — Ela zombou.
Depois de limpa e alimentada, fomos para a melhor parte: o cinema em casa. A S/n pediu Frozen. Assistimos ao primeiro, ao segundo e todos os curtas do Olaf. Ficamos os três amontoados em um colchão no chão da sala.
Lá pelo terceiro episódio da série do Olaf, o sono venceu nossa princesa. Lena a levou para escovar os dentes e eu arrumei a bagunça. Tentamos colocá-la no quarto novo, mas ela não quis ficar longe de nós.
Deitamos as três na nossa cama enorme.
— Conta uma história? — S/n pediu, com a voz arrastada.
Lena contou como nos conhecemos, e a S/n ouvia cada palavra como se fosse um conto de fadas. Depois, ela pediu para eu cantar. Comecei uma melodia suave e, em poucos minutos, as duas mulheres da minha vida tinham adormecido.
Deixei um beijo na testa de cada uma.
— Boa noite, minhas vidas.
Abracei as duas, sentindo o calor da minha família completa, e finalmente peguei no sono.
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A Família Danvers Luthor(reescrita)
FanfictionHistória interativa supercorp S/n -pra qem nao sabe s/n e seu nome ,ou seja, vc faz parte da história to fazendo esse história pq sei q existe muita gente q qeria a kah e a Lee como mamães e tbm pq em nem uma fic elas me adotaram e eu qeria elas co...
