Capítulo nove

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oii gente, gostaria de informar que nesse capítulo contém "alguns gatilhos e cenas fortes", peço que se você seja sensível leia-o após a parte itálica. obrigadinha S2. me contem o que estão achando.

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Não queria ter que aparecer na escola daquela forma. Os hematomas eram visíveis nos meus braços e pernas. Por mais que eu os tentasse esconder de uma maneira ou de outra eles apareciam. Difícil mesmo estava sendo esconder os hematomas da minha alma. Meu anjo não desistiu de mim, mesmo sem entender o que realmente se passava, ele cuidava de mim e quando eu puxava meus cabelos arrancando alguns fios, ele me ensinava a respirar, era incrível como ele me fazia bem, mesmo não estando nada bem.

Quando fiz 14 anos, ele me deu mais um lírio branco, por mais que meu anjo tivesse me presenteado com dezenas de lírios, eu amava recebe-los. Nos encontrávamos as escondidas, tinha um terrível medo que Ele fizesse algum mal ao meu anjo. Enquanto estávamos em uma grande livraria da cidade, ele pela primeira vez e com a minha permissão beijou minha bochecha, não tive receio, medo ou fiquei ansiosa. Sentia uma paz indescritível ao seu lado, a sensação era única.

"Tenho algo para você" Ele sorriu de orelha a orelha.

De dentro do bolso da sua calça, ele tirou um colar de prata com um pequeno e delicado pingente de lua crescente com uma pequenina pedrinha brilhante no centro da lua.

Meus olhos brilharam como nunca e eu sorri genuinamente.

"Feliz aniversário" Disse enquanto colocava o colar envolto do meu pescoço.

Quando ele o fez, virei-me para fitar seu rosto, no entanto, ele parecia perdido em si próprio, olhava para mim confuso.

"Aconteceu alguma coisa?" Perguntei sentindo minha espinha gelar. Odiava feições indecifráveis.

"Eu não consigo entender. " Sua voz estava tão distante.

"O que ?" Indaguei segurando forte seu braço.

"Você está sempre machucada, com medo." Assim que ele me respondeu, toquei a parte detrás do meu pescoço e senti uma dorzinha leve, ele havia visto mais um hematoma.

"Você nunca vai entender" Me afastei com medo.

"Não somos mais crianças, somos adolescentes Anna e eu quero entender porquê você está sempre tão machucada." Ele tentou se aproximar.

Mas eu já sentia minha respiração falhar e minhas pernas também. Ninguém jamais entenderia, eu não era vítima, estava tudo bem. Ele irá me matar se eu falar.

"Você não entende!" Gritei colocando as mãos no meu ouvido.

"Está tudo bem, calma por favor." Sua voz era calma, mas eu não estava mais me controlando.

"Se afasta!" Continuei gritando.

As pessoas da livraria nos olhavam confusas e meu anjo estava parecendo mais distante, ou na verdade... eu quem estava distante.

Criei forças e sai em disparada a saída da livraria, não conseguia olhar para trás, estava imersa em meus próprios pensamentos, ele me odiaria se soubesse o quanto eu sou suja, eram o que todos faziam.

Quando me dei conta, estava na porta da minha casa, segurando o trinco forte e antes que eu abrisse a porta, ela foi aberta e Ele estava lá, seus olhos estavam vermelhos e seu sorriso estava repletos de dentes afiados. Ele me puxou para dentro e me jogou contra a parede. Fechou à porta atrás de si e me olhou com aqueles malditos olhos.

Sweet pain| EVAN PETERSOnde histórias criam vida. Descubra agora