Capítulo onze

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Zack insistiu para que nós o ajudasse a se adaptar na escola, eu neguei diversas vezes, contudo Elena aceitou assim que ele pediu. Já estava prevendo que Zack seria a nova paixão de verão da garota, que se apaixonava a cada solstício.

Enquanto eles se perdiam na multidão eu resolvi ir procurar Evan pelos arredores, mas não o encontrei de maneira nenhuma, então deduzi que ele não havera ido aquele dia.

A manhã passou rápido, algumas vezes me encontrei com Elena e Zack que caminhavam pelos corredores do lugar, ri soprado da empolgação da mesma e da cara de socorro que Zack dempsey expressava.

[...]

- Vocês bem que poderiam me apresentar alguns lugares da cidade. - Zack apertava as alças da mochila.

- Não, nem pensar, não contém comigo. - Respondi ríspida.

- Anna! - Elena apertou meu braço. - Claro que podemos. - Deu um largo sorriso.

- Ótimo. - Zack estava animado e estava fazendo vista grossa para a minha opinião que estava sendo invalidada.

- Podemos ir a Pop's cookies.- Elena estava sugerindo o nosso lugar especial para um cara que conheceu literalmente hoje.

- Eu tenho um carro, vocês me passam o endereço de vocês e eu posso buscá-las. - Ele me fitava esbanjando um sorriso amarelo.

- Não.

- Sim! - Eu e Elena falamos ao mesmo tempo.

Eu a pendi a cabeça para o lado a olhando incrédula.

Zack nos olhou confuso e riu soprado.

- Por favor. - Elena pedia com seus enormes olhos azuis, semelhante a um gato com pupilas dilatadas.

- Tudo bem. - Concordei derrotada e os dois comemoraram.

[...]

Estava voltando para casa e enquanto caminhava, meus pensamentos se voltavam para Evan Peters, ele evaporou o dia inteiro. Não mandou mensagem, nem sinal de vida.

Eu estava sentindo falta dele, queria vê-lo nem que fosse por um minuto ou segundos até, era tudo que eu queria. Pensei em mandar mensagem, mas não queria parecer inconveniente ou desesperada por saber dele.

Adentrei em minha casa e não vi minha mãe, fui até a cozinha e percebi que ela não estava em nenhum cômodo, dei de ombros e subi para meu quarto. Tomei meus remédios noturnos e preparei a banheira com algumas essências e cheiros de morangos.

Tirei minhas vestes e me acomodei na mesma, respirando profundamente e relaxando como devia e algumas lembranças invadiram minha mente.

Todos os dias eu chorava, não havera um dia em que me sentia verdadeiramente feliz. Sentia um vazio imensurável e mesmo que acesse minhas lembranças, não sabia o que me faltava.

Vislumbrava minha imagem no espelho e fitava cada hematoma no meu corpo. Quando vi uma tesoura afiada no cômodo do próprio espelho.

Peguei a tesoura e observei o quão afiada estava e me olhando no espelho, comecei a cortar meus cabelos. Sentia os fios caindo sobre meus ombros e um pequeno alívio preenchendo meu coração.

Enquanto me fitava via que estava me sentindo outra pessoa, me sentia um pouco menos suja e talvez até mais bonita.

Agora meu cabelo estava acima dos ombros. Olhei pro teto do quarto e respirei soltando o ar lentamente.

Sweet pain| EVAN PETERSOnde histórias criam vida. Descubra agora