--O portão está aberto e os dois entram–
Uma grande rua com várias lojas nas laterais, e mais a frente um chafariz com ornamentos militares. Como uma mistura de parque e feira de compras. Pessoas com vestimentas do exército, ternos e roupas aparentemente caras circulam: carroças e escravos guiam seus donos.
Sable- que lugar chique, mas não me sinto confortável em ver escravos.. Não quero causar problemas de novo.. Mas dá uma angústia..
Isa– Isso é normal no mundo em que vivemos jovem mestre.. Mesmo que eu seja grata pelo que você fez por mim, e espere que essas pessoas um dia tenham suas liberdades.. Ah! Olha, uma loja de armas brancas, jovem mestre.
Sable- .. Vamos entrar então.
Ao entrarem os dois observam estantes e vitrines cheias de espadas, foices, facas etc. Um vendedor no balcão e outro em frente a porta para atender, com uma aparência de mordomo, mas olhar de um militar experiente.
Atendente– .... Posso ajudá-lo? Está perdido criança?
Sable- De novo isso.. Urgh, eu vim comprar uma faca, normalmente eu compro na região dos civis, não sabia que tinha uma área reservada para os militares e burgueses.
Atendente– Vejo que é uma criança esperta, portanto já deve saber que não é bem vindo aqui, ou por acaso seus pais são militares e estão lhe acompanhando?
Sable- argh.. Não, não são militares, eu vim com a Isa, mas isso não importa, só vim comprar uma faca.
– Balconista sai do balcão– Ei moleque vaza logo, tem clientes olhando para essa situação, e vai pegar mal pra a gente se formos visto com uma criança num lugar desse. –Começa a empurrar Sable–
Sable- Ei- Isa segura o braço do balconista com força-
Isa– Solte o jovem mestre. Ele só veio comprar uma faca e tem dinheiro para pagar, porquê estão expulsando ele?
Balconista– Uma mera empregada ousa me segurar? Quem é seu dono?
Isa– Não tenho dono, somente minha mestra e o jovem mestre. Mas você ainda não respondeu minha pergunta.
Atendente– tira a mão de Isa do Balconista com força– Não precisamos usar força, criança. É uma situação óbvia, é crime vender armas para menores de 16 anos, e vocês dois obviamente não devem ter nem 14 anos.
Sable- verdade...vou fazer.. deixa eu lembrar.. é.. 12, vou fazer 12. e Isa vai fazer 13 ou 14 né?
Isa- tenho 14, jovem mestre.
Sable- haha desculpa.
Isa- sem problemas *sorri*
Sable- Então é isso, desculpa incomodar vocês -se curva- vou me retirar.
Balconista –segura a mão machucada– Essa pirralha..ela tem uma força e tanto pra idade dela..
Atendente– Sim, tive que usar um pouco da minha força para tirar a mão dela de você.
Balconista– metade? Pensei que ela fosse só uma empregada, mas ela é uma guarda costa?
Atendente– pela sede de sangue que ela emitiu agora pouco, acredito que seja uma assassina. Mas o motivo dela estar servindo como uma empregada de uma criança, talvez seja um disfarce para missão dela, quem sabe.
Balconista– faz sentido..
Sable- –para na porta da loja e se vira– Ah, antes de eu ir, posso fazer uma pergunta? –
Balconista- você ainda não foi embora moleque!?
Atendente– pode perguntar, criança, mas que vá embora em seguida.
Sable- Está bem.. Porquê vocês têm uma pintura enorme da tia Viollet atrás do balcão?
Antendente– !!
Balconista– pirralho! Ousa tirar sarro da <Deusa da Guerra>! Não me interessa mais. –Saca uma lâmina do bolso do terno–
Atendente– *sigh* que pessoa mais cabeça quente. Agora tenho que lidar com as consequências.
Isa– Jovem mestre fique atrás de mim! –Saca duas adagas da coxa–
Sable- Isa?? Desde quando você também usa facas?
Isa– Não posso ficar para trás enquanto meu jovem mestre treina sozinho.
Sable- Depois conversamos sobre isso, mas não faça nada. Não fiquei treinando por tanto tempo para ficar só olhando– puxa Isa para trás, quando o balconista iria perfura-lo, dá um golpe no pulso dele para o lado, fazendo a faca cair. Depois pega a lâmina que estava em queda, e observa–
Essa é uma boa lâmina, mas está fedendo, você devia ter guardado por muito tempo nas suas roupas, além de estar desgastada, sem ter cuidado com suas próprias lâminas, ainda quer vender para os outros?
Atendente– Parece que não era só a menina que tinha alguma habilidade. – Aparece atrás do Sable com duas foices, para cortar o pescoço dele–
-Sable se esquiva pra baixo e rola, enquanto deixa cair algo no chão, ao mesmo tempo Isa aparece com toda a sede de sangue, e mira nas costas do atendente, mas ele desvia–
Atendente- O que há com essas crianças de hoje em dia? Tão criando humanos ou armas? Hm? O que foi isso que caiu do seu bolso? Isso!! Onde você achou isso?
Sable- ? –Sable pega o cartão que Viollet lhe entregou e põe no bolso– Esse é o cartão que a tia Viollet me deu para comprar coisas–
Atendente– Tia Viollet? Com tia Viollet, você quis dizer a Deusa da Guerra?
Sable- As pessoas chamam ela assim, então sim, a pessoa da pintura, vocês devem gostar dela não é? Eu moro com ela. Porquê estão nos atacando?
Balconista– continua falando besteira!-- vai para cima do Sable de novo–
Desconhecido– *hz hz* Como é difícil ir às compras hoje em dia, você acaba indo para uma loja e vê dois humanos adultos ameaçando crianças humanas..*hz hz* Que tédio.
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A Promessa de Viver
FantasyDepois da sua cidade natal ser destruída por monstros, o solitário protagonista se vê a deriva até ser resgatado por uma agente secreta do governo, que começa a treina-lo para que seja capaz de sobreviver nesse mundo turbulento de militares, magos...