23- Mergulhando (No perigo) na história

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   Aparentemente a conversa que Max teve com Patrick surtiu algum efeito, pois no dia seguinte Max fora acordado pelo amigo carregando seu redondo aparato tecnológico em mãos, como uma mãe faz com seu bebê recém nascido.

— Eles me devolveram! — ele comemorou erguendo a maquina como um troféu.

Zack o contou que fora acordado por um dos funcionários carregando a caixa em mãos. Disse a ele que Patrick mandara lhe entregar e mais nada, ocultara o motivo que o fez mudar de ideia e Max não iria revela-lo ao amigo, não via motivo para isso.
  Mais que imediatamente o garoto o reativou, o utilizariam na busca que os quatro fariam hoje no museu.
    O local abria às 9 horas todos os dias. Eles iriam às 11h num sábado.
"Horário de pico" declarou Uriel com um sorriso sínico.
De modo com que se eles precisassem dar uma "olhadinha" mais de perto seriam encobertos pelas turmas em excursões e turistas fazendo o que sabem fazer de melhor. Turistar. E com olhadinha ele quis dizer roubar.

    Às 10:30 os quatro se reuniram na frente do prédio da CEPEI. A atenção deles fora tomada por Lyla que caminhava lentamente até eles com um sorriso esboçado de bonta a bonta.

— acho que ela levou a sério demais o lance de se misturar com os turistas — Uriel murmurou.

  A garota dispunha de um short jeans, que mostrava suas fortes pernas, uma blusa florida fina amarrada acima do umbigo, tênis confortáveis. Os óculos escuros presos no topo da cabeça quase sumindo em seus cabelos negros. Grandes argolas nas orelhas A pedra triangular em seu pescoço balançando conforme ele se aproximava.

— tudo pronto? — Max indagou dando uma volta no próprio eixo, verificando se não faltava algo.

   Não demorou muito para que o metrô os deixasse na estação mais próxima do museu. Max com o mapa manchado em mãos, Zack carregando uma mochila com coisas que talvez fossem precisar. Uriel repassou o plano:

— Vamos entrar e procurar qualquer coisa relacionado a Hécate ou que estranhamente chame atenção. Talvez tenhamos que nos separar, se e quando encontrar avisamos uns aos outros.

— algo que estranhamente chame atenção? — Zack repetiu sem entender.— nós estamos em um museu do tamanho de uma capital. Qualquer coisa pode estranhamente chamar atenção!

    Uriel era horrível bolando planos e alguém alguma hora teria que dizer isso a ele. Mas ninguém tinha esse vontade no momento, talvez por ele de fato achar que estava mandando muito bem neles, ou porquê ninguém queria começar um conflito com o único que estava desposta a bola-los mesmo que sempre fossem meia boca.

— algo que de algum modo tenha a ver com a missão beleza? — esbravejou impaciente.

   O fato era que o lugar era enorme e talvez eles não só precisassem procurar hoje, como talvez precisassem voltar outro dia. Torciam para que não, mas era uma hipótese que não podiam descartar.
   Como entrar em um lugar tão bem vigiado como o smithsonian, carregando com sigo um menino com uma mochila cheia de tralhas e uma garota possivelmente armada?
  A ideia era simples... Fator surpresa!
Precisavam de uma distração que os permitisse passar pelos detectores de metais sem serem notados. Mas como?
  Bom Zack garantia que BIO era indetectável pelos aparelhos, então ele estava fora do plano de entrada, plano bolado por eles em conjunto é claro, desculpa aí Uriel.
   Ele foi o primeiro a passar e esperar do outro lado, era o fator essencial, se aproximou do guarda que o revistara e sussurrou algo em seu ouvido, o Homem fardado de repente encarava o nada como se algo lhe roubasse toda a atenção.
   Uriel sorriu simpaticamente para o guarda na outra passagem. Depois dele era a vez de Zack, que passou sem problemas.
Max passou sem problemas segurando o mapa em mãos, logo atrás Lyla escorregou entre as barras verticais e junto com o seu corpo que atravessava um sirene alta começa a tocar.
  Eles se encararam. Merda!
Lyla olhou em volta então lentamente levantou as mãos. Mais um homem fardado se aproximou com um escâner em mãos.

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