[6 anos depois...]
Houve uma vez um bardo, de origem desconhecida, ele atendia pelo nome de Venti. Uma de suas canções mais famosas contava a história de uma besta, amaldiçoada por uma bruxa;
A besta, se quisesse se livrar da maldição, deveria aprender a amar e a ser amada, mas isso nem de perto era uma tarefa fácil pra um ser de coração tão frio e de tão rudes modos. O bardo conta em meio a história da canção, duas decepções amorosas com as quais a besta deparou-se; a primeira aconteceu porque a besta não aprendera a amar, a segunda, porque não aprendeu a ser amada.
E assim, sozinha e desolada, a besta começou a adoecer...O fim desta história um dia outro bardo cantará.
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S/N Ragnvindr
- Toquinho, já pegou suas coisas pra irmos? - meu irmão pergunta.
Sentada em minha cama, eu olhava para minha bolsa de couro, apreensiva. Estava hesitante.
Mesmo que tivera sido eu quem pediu que me levasse, eu já não tinha mais certeza se queria realmente fazer aquilo.- Hey, S/N. - sua mão pousou no meu ombro e eu logo vi sua cabeleira ruiva tombar, ao que ele se inclinava pra me olhar. Eu continuei em silêncio, então ele agachou-se em minha frente e colocou as mãos em minhas bochechas, para que o olhasse - Se você não quiser fazer isso, tudo bem. Ainda pode desistir da ideia. Eu posso fazer isso sozinho por nós dois, sabe?
Esse é Diluc Ragnvindr, meu irmão mais velho e a única família que me restara. Desde que nosso pai faleceu, Diluc assumiu a loja dele e juntos nós a expandimos e a melhoramos.
Papai era dono de uma pequena vinharia que produzia vinhos caseiros com muito amor, foi apenas natural que herdássemos e mantivéssemos aceso aquele pedaço de seu coração.
Desta maneira, papai viveria para sempre.Eventualmente, eu sugeri que passássemos a fazer também pães artesanais para acompanhamento dos vinhos, meu irmão adorou a ideia e foi assim que a loja acabou virando uma espécie de adega para turistas e para a clientela que podia pagar um pouco mais por produtos de qualidade.
Mesmo assim, nós não éramos exatamente ricos; por conta do preço de nossos produtos serem acima da média, nem sempre vendíamos tão bem quanto o desejado, então as coisas complicavam quando os negócios esfriavam. Isso ficou ainda pior quando decidimos nos mudar de Mondstadt para continuar os negócios em Snezhnaya, na esperança de que pudéssemos vender um pouco melhor lá, já que o ambiente frio da nação pedia por bebidas com álcool, que pudesse aquecer as pessoas. Acontece que o vinho típico de Mondstadt logicamente requeria materiais típicos de Mondstadt, materiais importados. Apesar de realmente verdermos mais na congelante nação, o valor final das vendas não cobria o abusivo preço de importação dos ingredientes e materiais, e quando aumentado o preço de nossos produtos, as vendas caíam drasticamente. Ainda assim, nós nos recusávamos a mudar a receita que o papai havia criado há tanto tempo atrás, com tanto carinho, por isso Diluc sempre acabava por trabalhar demais pra nos sustentar, esquecendo-se do significado da palavra "descanso".
- Diluc, pare de me tratar como se eu ainda fosse criança. Não sei se já se esqueceu, mas eu fiz 19 anos mês passado. - digo, emburrada.
- Oh, está bem então, senhorita crescidinha. - ele dá um pequeno sorriso - Como eu estava dizendo, você pode apenas ficar em casa mantendo a lareira acesa e a casa aquecida pra quando eu voltar. Pode deixar que eu cuido disso, está bem?
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Corrupted Swan - [Arlecchino x Reader]
Fanfiction| Arlecchino x Leitora | | Swan Lake A.U | ─━━━━⊱✧⊰━━━━─ Uma vez houve uma bela princesa, tão bela que em seu vigésimo aniversário, foi amaldiçoada por uma bruxa desconhecida, tomada por inveja. A princesa tornaria-se um cisne branco durante...