Capítulo 4 - Astuto como uma serpente

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Capítulo 4 - Astuto como uma serpente


Arco 1 - Floresta da Eternidade


O segundo dia das atividades na Floresta da Eternidade começou há quase uma hora. A Jonin Especial Mai Takada explicou tudo o que era necessário para os Gennins. Contratos de Invocação foram entregues a eles, as equipes temporárias foram montadas, a estrutura tecnológica foi ativada e todos foram enviados para a Floresta da Eternidade no Universo Primordial...

– Esse lugar é praticamente idêntico à Floresta da Eternidade... Do nosso mundo... Ou sei lá como devo dizer – se manifesta Rei Hoshigaki, olhando impressionado para todos os lados.

Há poucos instantes, o Gennin loiro chegou a este lugar junto da Jonin Especial Mai Takada e de outros dois Gennins: um da Aldeia do Som e um dos Apátridas. Os garotos seguem caminhando na frente enquanto a mais velha os observa com um sutil sorriso poucos centímetros atrás deles.

– Essa é a "magia" do Multiverso... – articula o sujeito à direita de Rei: um garoto alto de pele clara e algumas manchas escuras pelo corpo, de olhos castanhos escuros, cabelos negros curtos cacheados e aparentemente com mais idade do que os outros dois.

Seu nome é Cristopher Edelgard, um jovem resgatado do País das Trevas pela ONSU e incorporado ao programa dos Apátridas. Dentre os integrantes desse trio, é quem está mais sério e menos interessado nos "fascínios multiversais". Talvez por ele já ter vivido essa experiência em outras ocasiões...?

– Me parece que isso aqui vai nos render uma baita aventura! – declama o indivíduo do outro lado de Rei: um garoto de pele clara, estatura um pouco abaixo do filho da Mizukage, olhos azuis e cabelos negros um tanto quanto espetados que atingem os limites de sua nuca.

Seu nome é Castiel Solo, um ex-Gennin da Aldeia da Estrela que foi transferido recentemente para a Aldeia do Som. A bandana em sua testa marca uma vivência controversa para o garoto recém-integrado ao clã nobre mais conhecido do País do Som. Desde o início, no entanto, Rei notou a personalidade mais enérgica e aventureira deste colega.

– Estejam atentos às possíveis espécies de criaturas que encontraremos – alerta a Jonin Especial, caminhando pouco atrás do trio de jovens. – Algumas podem ser perigosas caso se descuidem.

Por alguns minutos, a equipe temporária segue em silêncio explorando a região. Rei, por sua vez, observa que esta "contraparte" da Floresta da Eternidade é uma mata relativamente mais fechada do que aquela que conhece. Em silêncio, ele se pergunta se isso é consequência da inexistência da ação humana neste local. Afinal de contas, sem seres humanos aqui, os únicos seres a frequentar esta floresta são as criaturas que coexistem perfeitamente com o ambiente.

– Olhem ali... – articula o filho da Mizukage em baixo tom, usando seu dedo direito para indicar algo que seus olhos acabaram de encontrar.

Os demais integrantes da equipe focam o olhar naquela direção, um ponto entre alguns pinheiros. Dessa forma, todos se deparam com uma criatura estranha do tamanho de um cachorro de grande porte. O corpo acinzentado do ser parece ser coberto por escamas úmidas, mas sem olhos. Sua cauda se move lentamente como se a criatura, de costas para o grupo, procurasse por algo.

– É uma salamandra gigante, uma espécie muito venenosa – explica a especialista em estudos sobre biologia humana e animal. – Pelo tamanho, aquela é relativamente jovem. Eu não recomendaria que Gennins iniciantes tentassem...

– Desculpe, mas eu não sou inexperiente como os meus dois colegas – o mais velho dos três Gennins a interrompe, caminhando na direção da salamandra ao longe. – Na verdade, já faz algum tempo que eu procuro uma salamandra gigante. Elas estão em extinção, mas são perfeitas para um usuário de venenos como eu.

Justiça: O Pergaminho de ReiOnde histórias criam vida. Descubra agora