Capítulo 4:Nova tripulante

4 1 0
                                    


— Talvez eu tenha sido injusta com você, quanto à sua tendência a ser pessimista. Mas, olhe do lado positivo: estamos vivendo uma aventura cheia de desafios e incertezas.

— Por favor, parem com essa conversa desnecessária. Me entreguem a garota agora! — exigiu o opressor com uma voz firme e autoritária.

— Não precisamos ouvir o Cara de Rato — eu disse, com uma entonação grosseira.

— Se vocês não me entregarem a garota pacificamente, então não terei outra opção senão avançar sobre seus corpos para pegá-la.

De repente, o opressor atirou uma arma de laser escarlate, direcionando um feixe de luz perigoso para o engenheiro. Contudo, uma barreira metálica o protegeu, desviando o feixe mortal para o chão, criando uma pequena cratera.

Nesse momento, eu vi algo inacreditável e surreal. O Droid que havia sido capturado por Jong agora tinha uma aparência humana. Seus olhos castanhos brilhavam intensamente, enquanto ele se posicionava em uma postura defensiva. Enquanto isso, Megan exibia uma expressão de felicidade, enquanto eu sentia uma pitada de desconfiança. Jong parecia estar profundamente preocupado com a situação.

— Não vou tolerar que você machuque meu pai! — gritou o androide com uma fúria contida na voz.

— Paolla, é você? — perguntou o engenheiro, incerto.

— Você transferiu a mente de sua filha para um androide? Isso é insano! — retrucou o caçador de recompensas morcego, espantado.

Assistir à cena era quase irreal. O androide corria com raiva, seus pés metálicos martelando o chão a cada passo. De repente, ele agarrou o morcego pelo pescoço e o esmagou no solo com uma força descomunal.

Fiquei atônito, com a boca aberta, ao testemunhar algo tão incrível. Jamais imaginaria ver algo assim fora das redomas.

Observei o engenheiro e sua filha, agora unidos em um corpo androide, se olhando. Era impossível não sentir o amor familiar que eles compartilhavam. Infelizmente, esse tipo de amor nunca foi algo que eu experimentei. Perdi meus pais quando era jovem e a única pessoa que me acolheu foi a própria Megan. Ela se tornou como uma irmã para mim e, após tudo o que passamos juntos, a protejo até hoje.

— Você não tem se cuidado, não é mesmo, pai? — perguntou o androide com preocupação.

— O tempo não foi gentil com o pai. — respondeu o engenheiro.

— Quem são essas pessoas? — perguntou o androide.

— Você sempre sonhou em viajar pela galáxia. — respondeu o engenheiro. — Essas pessoas são a sua chance de realizar esse sonho.

— Mas e você, papai? Como vai se virar por aqui?

— Eu sempre dou um jeito. Chegou a hora de você realizar seu sonho, minha filha.

Ambos se abraçaram, Megan olhou aquilo com imensa ternura em seu olhar, Jong ainda estava desconfiado, mas mantinha a calma.

No meu caso, apenas assisti a toda a cena. Os quatro subimos em nossa nave, cada um em sua respectiva posição, Jong na direção, Paolla como navegadora, eu e Megan éramos apenas espectadores.

Voando pela galáxia, observando os planetas, Paolla estava maravilhada com cada estrela que seu campo de visão alcançava.

— Posso fazer uma pergunta? — indagou Megan.

— Claro.

— O que o seu nome quer dizer?

— Segundo os meus dados, meu pai me nomeou assim porque eu era pequena, mas para essa nave, meu nome tem outro sentido.

— Qual? — Paolla significa Programa Automático, Otimizado, Lógico, Locomotivo e Amigo.

O futuro se estendia diante de nós, cheio de possibilidades e desafios desconhecidos. Nosso destino estava nas estrelas, e juntos enfrentaríamos o que quer que viesse pela frente.

Enquanto cruzávamos o cosmos, nossos pensamentos mergulhavam em um mar de incertezas e possibilidades. Cada estrela que passava deixava para trás um rastro de reflexão sobre o que poderia nos aguardar em nosso caminho.

Paolla, com sua mente recém-libertada da confinada existência do androide, expressava uma curiosidade sem limites. Seus olhos digitais brilhavam com o fascínio de uma criança diante de um mundo recém-descoberto. Ela absorvia cada detalhe do espaço, como se cada estrela, cada galáxia, contasse uma história única.

Jong, o engenheiro habilidoso que unira seu destino ao de sua filha, permanecia tranquilo, mas atento. Seu olhar contemplativo traçava mapas invisíveis pelo universo, talvez antevendo os desafios e as oportunidades que nos aguardavam nas profundezas do espaço sideral.

Megan, minha fiel companheira de tantas jornadas e desventuras, mantinha-se vigilante, sua determinação inabalável como uma rocha diante das ondas turbulentas do desconhecido. Seu espírito corajoso era uma luz guia em meio à escuridão do espaço.

E eu, Eliot, encontrava-me entre o fascínio e a apreensão. Cada estrela distante parecia sussurrar segredos insondáveis, enquanto o vazio negro do espaço nos lembrava da vastidão do desconhecido que nos rodeava.

Nossa jornada não se resumia apenas a escapar dos perigos que deixáramos para trás. Era uma busca por respostas, por significado, por um propósito maior que as estreitas redomas que nos aprisionaram por tanto tempo.

Enquanto navegávamos pelo infinito, víamos planetas distantes, cada um com sua própria história, sua própria cultura, seus próprios mistérios. Nosso destino era incerto, mas a esperança nos impulsionava para frente, rumo ao desconhecido.

Em meio aos desafios que encontrávamos pelo caminho, descobrimos que a verdadeira força residia na união, na confiança mútua, no apoio inabalável que compartilhávamos uns com os outros.

E assim, com nossos corações cheios de esperança e nossas mentes abertas para o que quer que o universo nos reservasse, continuamos nossa jornada, prontos para enfrentar o que quer que viesse pela frente, juntos, como uma família, como amigos, como exploradores do cosmos.

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Jan 27, 2024 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

Universo VersalhesOnde histórias criam vida. Descubra agora