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   SE EU PENSASSE SOBRE ISSO, havia muitas desvantagens em estar aqui.

Não ver meus amigos, estar longe do meu pai ou de um parente, não poder ligar para o endereço da pizzaria, ou ter o mesmo conforto...mas como é preciso ter positividade, a maior vantagem foi poder ver o céu estrelado sem contaminação por gás carbônico. Os mosquitos estavam me matando e não tive um ataque para afugentá-los, sim, mas a maior parte do vestido cobriu tudo e a vista valeu a pena.

Parecia tão claro que, se eu estivesse bêbada, confundiria o próprio céu com uma tela de TV gigante.

— Felix já terminou de comer.

Eu o ouvi sentar de lado e ele não me encarou para olhá-lo, preferi continuar olhando para o céu, me sentindo abençoado pela visão tremenda que eu não poderia ter visto nem em mil anos no meu século .

— Ele está arrumando as coisas dele, vou escoltar vocês dois até a parede - Eu o ouvi suspirar. — Madison, vou ser claro. Tirar Felix do castelo é um desafio terrível e se alguém descobrir que eles o deixaram, você estará condenado à morte.

Devo me surpreender? Aqui eu respiro e agora tenho chances de morrer.

— Morra, morra, morra. — murmurei. — Você quer tanto que eu morra ou eu desapareça?

Eu nem ouvi uma resposta.

É ridículo.

Foda-se. - Eu me levantei e arrumei minha saia, tentando fazer a protuberância para que não seja visto. — Leve Felix, estou indo para casa.

Eu não dou a mínima para tudo mais. Se eu morrer, espero reencarnar como o gato de estimação de algum milionário que ele tem que me mandar para um spa.

— Onde você pensa que está indo? — Minho me parou.

— Casa. - Atrevi-me a olhá-lo pela primeira vez depois do incidente no seu pátio. — Estou aqui há quase uma semana, sem saber nada da minha família nem dos meus amigos.

— Eu prometi ajudar você - ele murmurou.

— Isso não importa mais, eu te libero do seu compromisso. - Eu solto seu aperto e sorrio. — Leve Felix, eu vou para casa.

Eu me virei e pretendia andar, mas Minho me agarrou novamente.

— Espere até o amanhecer. Já é tarde e os vândalos que nos atacaram ainda andam à solta. - Insistiu. — Madison, você uma mulher, não pode andar sozinha a esta hora.

Eu me virei para vê-lo e por inércia levantei uma sobrancelha.

— A última vez que os salvei. - Com meu celular, um objeto desconhecido, mas ei, não vou levar o crédito por isso. — Posso cuidar de mim mesma.

— E se eles atirarem em você com uma flecha?", ele deixou escapar. — Madison, está escurecendo e se você for direto para onde apareceu, será a presa mais fácil para eles.

Bufei.

— Por que eles atirariam em mim com uma flecha? Você está louco? - Eu o vi mexer os lábios, mas sinceramente não entendi — O quê?

Minho suspirou e pegou meu antebraço me puxando para mais perto dele.

— As flechas, o viúvo, você se lembra do que conversamos alguns dias atrás?

Que viúvo?

— Mais mortos apareceram. Todos com ferimentos de flecha. - Ele sussurrou perto do meu ouvido e eu me afastei atônita. — Ao redor, nunca no centro. Se você for, você pode se tornar outra vítima.

𝐒𝐊𝐘. lee minhoOnde histórias criam vida. Descubra agora