— Deixa eu ver isso — Falei sem paciência, mas ela puxou o pulso para mais perto dela. Essa mulher estava me testando! — Irina! Sabe que qualquer um que bate em um homem como eu merece ter uma morte dolorosa, não é?
Ela levantou o os olhos para mim, brilhando de dor, mas mais do que tudo, de fúria.
— Se vai me... matar, m-mate logo! - Ela claramente estava gaguejando de dor. Mulher teimosa!
— Você é muito corajosa, eu admito, garota. Agora, me deixa ver o seu pulso.
— Não! Pra quê? — Ela chorou — P-pra ter certeza de que... de que q-quebrou?
Eu inspirei profundamente.
— Eu não queria quebrar o seu pulso. Não tenho culpa se você é uma seca.
Ela me olhou com indignação.
—- G-grosso!
— Mulher, não me teste! Me mostra logo esse pulso de uma vez ou quer que eu te segure com força de novo e acabe quebrando o outro?
Eu não ia quebrar o outro, mas ela estava me fazendo perder o controle! Eu só quis amendrontá-la. Eu não quis nem machucar o primeiro, porra!
Irina tremeu os lábios, mas mesmo assim, levantou o pulso machucado.
— V-você é m-médico?
— Não é da sua conta.
Bom, houve um momento da minha vida que eu quis sim fazer medicina, porém não é o tipo de curso que se faz à distância de forma alguma e eu não podia me dar ao luxo de ir para uma faculdade comum, não é mesmo? Sonhos e aspirações que temos quando somos mais novos... Mas na máfia, as coisas são mais complicadas.
Eu não fiquei amolegando o pulso dela, claro, mas não me parecia quebrado pelo que eu já tinha visto de muitos homens machucados dessa forma.
— Fique aqui e não mexa em nada. Eu vou saber e não vou ser paciente com você.
Eu saí tão afobado do escritório que deixei meu celular por lá. Liguei para o médico que me atendia diretamente e pedi que ele fizesse uma visita. Eu não a queria fora de casa.
— Don, perdão, mas... como poderei fazer uma radiografia aí? — Ele perguntou e eu sabia que ele estava certo.
Irina Karev estava me dando mais trabalho do que eu imaginei. Parecia que quem estava devendo alguém, era eu, já que estava pagando o pato.
— Ok, nós vamos até a clinica. Não quero ninguém por perto.
— Sim, senhor.
Ele não perguntou mais nada, não questionou, como não era pra questionar, mesmo. Finalizei a ligação e fui para o segundo andar.
Irina continuava no mesmo lugar. Ótimo.
— Vamos sair — anunciei.
— Pra onde? — Bom, ela questionava. Claro.
Me aproximei dela vagarosamente, e ela eriçou a coluna, se encostando na cabeceira.
— Pare de me perguntar tudo. Faça o que é mandada!
— Mas...
Fechei os olhos, fechei os pulsos e tentei me concentrar, me segurar. Eu soube, naquele momento, que eu pagaria todos os meus pecados com aquela mulher. Mas mesmo assim... Eu não podia deixá-la ir.
*nota da autora: Estão gostando?*
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Nikolai - Paixão Irresistível - DEGUSTAÇÃO
Roman d'amourConteúdo para maiores de 18 anos! Irina Karev vive seu sonho: aos anos, estuda música, sua grande paixão. Porém, tudo vai mudar do dia para a noite, quando ela acordar em um local estranho. "- Entra aí! O seu dono por essa noite tá te esperando!" ...