Capítulo 155

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Por Christopher:

Dizem que o sexo de reconciliação é um dos melhores e eu posso afirmar com todas as palavras que é. Eu precisava de Dulce tanto quanto ela precisava de mim. Estávamos sedentos, com saudades. 
Quando terminamos Dulce foi ajeitar seu vestido e se recompor. Ela ria da situação e eu adorava ouvir sua risada. Eu estava sonhado? Isso era real? Eu pensei que ela não me perdoaria jamais e isso estava me matando.

Escuto alguém batendo na porta de acesso e julgo ser a Mel... Coloco minha blusa novamente e quando olho para Dulce ela está completamente vermelha e sem ação. 

– O que vamos fazer? – Ela pergunta envergonhada e baixinho.
– Agir normalmente como se nada tivesse acontecido. 
– Mas... 
– Eu vou abrir pro funcionário que estiver ali e já te acompanho e chamo um táxi tá bom? 
– Tá –  Ela diz baixinho novamente.
– Não precisa disso Dul, está tudo bem –  Digo sorrindo enquanto vou abrir a porta. 

Quando abro, não estava errado, era Mel. 
– Por que demorou... – Ela logo avista Dulce atrás de mim –  Entendi. 
– Mel por favor, tenta ignorar a situação, vou levá-la para pegar um táxi, não a deixe mais sem graça. 
– Oi Dulce! Tudo bem? – Mel se dirige a Dulce me ignorando completamente  –  Vou subir para me trocar. Prazer em te rever. 
– Obrigada Mel –  Dulce responde. 

"Mel?" fico surpresa com a Dulce a chamando dessa forma. 

–  Vamos Dul? – Pergunto.
– Sim. 

(...)

Enquanto esperamos o táxi eu agradeço a Dulce... 
– Obrigada por hoje, obrigada por me perdoar... 
– Calma Christopher, vamos com calma. Preciso assimilar tudo o que ocorreu e não quero me precipitar em nada... Apesar de já ter dado um passo bem grande – Ela diz sorrindo e sua risada enche meu coração de alegria. 
–  Tudo bem Dul, como quiser. Posso te ver amanhã? 
–  Você vai ter tempo? 
– Posso faltar uma aula da faculdade...
– Não, podemos nos ver no sábado. 
– Então serão 3 longos dias sem você. 
– Você já ficou mais tempo. 
– Mas eu estou em abstinência de Dulce né? –  Digo brincando e o táxi chega. 
–  Até a próxima Christopher –  Ela se despede me dando um selinho. 
E eu a puxo para mais perto dando-lhe um beijo longo e daqueles do qual sentíamos falta e que representava o casal que éramos. 
Quando nos separamos e ela entra no táxi, consigo ver seu sorriso e tenho certeza de que está feliz e farei de tudo para que essa felicidade se mantenha todos os dias. 

(...)

Assim que retorno para o restaurante Mel está sorrindo e com aquele olhar que diz "eu sei o que você fez" e não hesito em sorrir também. Estou feliz. Na verdade acho que hoje é o dia que vou trabalhar com um sorriso de orelha a orelha. 

– Então quer dizer que vocês se reconciliaram finalmente? – Ela me pergunta enquanto começo a ajudar com arrumação de algumas mesas.
– Bom, ainda não sei. Mas tenho certeza que vamos. 
– Fico feliz Christopher –  Ela sorri – Você está radiante. 
– Estou com uma alegria que não cabe em mim –  Respiro fundo e digo –  Agora sim, posso pedir a Dulce em casamento. 
– Vai com calma garanhão. Acabaram de se conectar agora... –  Ela me aconselha – Curte o momento e dê um passo de cada vez. 
– Tenho medo de esperar demais e acabar perdendo a oportunidade. 
– Já te falei que você é maluco? 
– Nem precisa. 

Terminamos de arrumar as mesas e vamos cada um se trocar porque já está quase na hora do restaurante abrir. 
Vou para o banheiro de funcionários, me troco e já volto abrindo as portas do restaurante e fico no aguardo dos clientes. Melissa já está no salão caminhando, ela agora está como gerente. Fico feliz por ela, pois merece muito. 

Alguns clientes começam a chegar e nós começamos ir em suas mesas atendê-los. Vou até a mesa de um casal e anoto seus pedidos. Quando saio de suas mesas e olho ao lado, lá está ela, nada mais, nada menos do que a nossa cliente especial. 

Aquele Olhar - VONDYOnde histórias criam vida. Descubra agora