ǫᴜᴀʀᴛᴏ ᴄᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ

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618 palavras

Continuação do capítulo anterior e mais um pouco.

Depois que comecei a tocar, tento acompanhar a letra. A melodia estava bacana, mas não era uma música tão fácil de tocar, muito menos de cantar junto. Eu não treinava tocar e cantar ao mesmo tempo a bastante anos, e agora com outra pessoa me observando deixava um pouco pior. Mesmo assim a música chega no final, minhas mãos ardiam nas pontas dos dedos, por pouco não ganhei uma câimbra de brinde.

— Já te falei que você é incrível? — Pedro fala, me sinto feliz com esse elogio. Nós dois sorrimos e eu começo a guardar o instrumento. — Você toca e canta muito bem! — Ele continua, talvez querendo uma resposta.

— Obrigada — Eu falo rindo pouco. Era um momento realmente alegre. — Quer voltar para dentro já? — Pergunto.

Ele nega com a cabeça, se deitando no chão e olhando para as estrelas, faço o mesmo depois e colocar o instrumento de lado.
— Está vendo aquela cruz com uma estrela brilhante na ponta? — Ele pergunta apontando, eu acho facilmente e afirmo. — É o Cruzeiro do Sul.

Ficamos um bom tempo olhando para as estrelas, mostrando constelações e conversando. Para mim se passaram apenas alguns minutos, mas acho que se passou quase uma hora.

— Já está ficando um pouco tarde não acha? — Eu falo.

Ficamos em silêncio um pouco mais, estávamos deitados de barriga para cima um do lado do outro, a grama penicava um pouco mas quase não me importei. — A lua está linda, né? — Pedro pergunta.

Mil pensamentos vem à minha cabeça, o significado disso era nem mais nem menos, simplesmente eu te amo. Eu li isso em algum livro de romance. Me esforço ao máximo para lembrar a resposta certa para quem sabe não quebrar o coração dele. Não podia dizer que não o amava, mas também está cedo para ser amor.

— E as estrelas também. — Falo com o coração aos pulos. Sinto sua mão segurar a minha, ousado. Não me mexo, não reago, nem recuo, apenas ficamos ali mais um pouco.

. ° ★ ° .

  Pedro mentiu ao dizer que o próximo dia seria incrível, quer dizer, está chovendo, não tem como melhorar, mas mesmo assim todos estavam tentando achar algo divertido para fazer.

Eu estava sentada numa poltrona lendo um livro, a poltrona ficava do lado do sofá, Pedro que estava sentado na beira do mesmo, do meu lado, e Susana do outro lado do sofá. Edmundo e Lúcia estavam fazendo qualquer coisa, não me importava. De repente as palavras do meu livro se embaralham e eu começo a olhar para um ponto fixo, lembrando da noite passada.

Olho para Pedro, que estava jogando um jogo com Susana, não sabia bem o que era. — Anda logo Pedro! Gastrovascular. — Ela o apressa.

— Isso é latim? — Ele pergunta, um tanto confuso.

Susana bufa. Logo Theodore se vira para eles e pergunta também. — É latim?

A garota fecha o livro que estava em seu colo com força.

— Não, não é latim. — Eu falo rindo.

— Vamos brincar— Lúcia choraminga, se aproximando da gente.

Pedro olha para Susana. — Mas nos já estamos nos divertindo muito aqui. — Diz com sarcasmo e volta a olhar para Lúcia.

— Por favorzinho. — Ela continua a pedir.

Pedro suspira e começa a contar. Esconde-esconde. Saio do cômodo acompanhada dos outros, que iam para outras salas de escondem, vi Edmundo se esconder atrás de uma cortina e Lúcia ir para outro quarto. Me escondo na mesma sala atrás de um sofá, não era um esconderijo muito bom mas era o que tinha para hoje.

Ficamos esperando ali mais um tempo, até que quando Pedro sai do cômodo onde estava contando, Lúcia aparece na sala correndo e gritando. — Eu voltei! Estou bem. Já voltei!

Voltou?

☆ Esᴛʀᴇʟᴀs ᴇ Cᴏʀᴏᴀs | 𝑃𝑒𝑡𝑒𝑟 𝑃𝑒𝑣𝑒𝑛𝑠𝑖𝑒 ♕︎ | Book OneOnde histórias criam vida. Descubra agora