— Irina, eu realmente não quero marcar esse seu belo rostinho. Mas pare de pedir por uns bons tapas! Você quer uns tapas, é isso? Gosta de apanhar? — Seria bom mesmo dar uns tapas nela, mas não como ela estava pensando. Não. Eu, dentro dela, preenchendo-a completamente, dado um tapa bem dado naquele rosto lindo enquanto ela me olhava cheia de tesão.
Certo, lá vai: eu não batia em mulher assim. Não estou dizendo que não fazia nada com elas, mas não eu mesmo. Me faltava algo para bater nelas e em crianças, porém, eu era o Don e não podia simplesmente dizer isso a Irina, não é? A minha reputação iria pro inferno. E naquele mundo, a reputação era tudo.
Ela sacudiu a cabeça de um lado para o outro, rapidamente, com os olhos imensos de pavor. Isso não me agradava. Era bom que os outros tivessem medo de mim, porém, ver Irina olhando pra mim daquele jeito não... não era bom. Nada disso era bom. A situação toda com ela era péssima. Ela deveria estar no bordel! Mentira, ela deveria estar me cavalgando. Aaargh!
Irina se levantou e eu a vi indo para o outro lado da cama, para pegar os sapatos.
— Espera — Eu disse. Nem a pau que ela sairia com aquela roupinha minúscula para ir ao hospital. Lá estava cheio de soldados.
Enquanto olhava no meu guarda-roupa, me dei conta de que se ela não tivesse feito aquele escândalo todo, estaria debaixo de Krakov. Pensar nisso me deu uma raiva imensa! Aquele asqueroso estaria se deliciando nas curvas da minha... Empregada. Ela era uma empregada. Ela era uma prisioneira. Apenas isso.
Eu não tinha nada ali! Svetlana não deixava nada na minha casa, claro. Então, não tinha nada para que ela usasse. Bom, tinha roupa de empregada.
— Vá pro banheiro. Não tranque a porta, porque não vai me impedir de entrar, só vai me irritar. Tome um banho e eu já volto com algo pra você vestir.
— Mas...
Eu virei para ela e ela entendeu bem o meu olhar, e ainda assim, resolveu continuar falando!
— É que... Eu não sei como...—- Ela olhou para baixo e então eu compreendi. Ela não sabia tirar a roupa, ainda mais com o pulso machucado.
Eu precisei respirar fundo e dei um passo na direção dela, mas... Não. Péssima ideia. Se eu começasse a tirar a roupa dela, seria demais. Eu não forçava mulher na cama comigo, mas seria difícil e doloroso para mim.
— Eu pedirei que alguém ajude. Fique aqui!
Mais uma vez, eu desci, irritado. Meu p@u estava mais do que sufocado dentro das minhas calças. Eu não sei o que essa garota tem, mas está me enlouquecendo!
Fui atrás de Faina. Ela estava na cozinha e abaixou a cabeça, ficando parada assim que me viu.
— Faina, eu preciso que vá até o meu quarto e ajude a mulher que está lá a tirar a roupa e a auxilie a tomar banho.
Ela arregalou os olhos.
— S-senhor, ela tomará banho no... No seu banheiro?
Eu não havia pensado naquilo. Eu não dividia o banheiro com ninguém. Mas... isso nem me passou pela cabeça.
— Sim. Depois, quando sairmos, limpe tudo.
Ela concordou com a cabeça, ainda com uma expressão de espanto, e foi fazer o que eu tinha mandado.
Irina... onde raios eu tinha me metido?

VOCÊ ESTÁ LENDO
Nikolai - Paixão Irresistível - DEGUSTAÇÃO
RomanceConteúdo para maiores de 18 anos! Irina Karev vive seu sonho: aos anos, estuda música, sua grande paixão. Porém, tudo vai mudar do dia para a noite, quando ela acordar em um local estranho. "- Entra aí! O seu dono por essa noite tá te esperando!" ...