capítulo 16

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   O decorrer da entrevista está ótimo, entrevistadora não me perguntou sobre as polêmicas nem nada, o que eu achei surpreendente pelo fato de que era só o que falavam por aí.

— Eu vi que lançou um álbum solo com 4 prévias né? Poderia me falar um pouco sobre o nome dado ao álbum e  da música que foi lançada hoje?

— Sim, o álbum fala de um relacionamento abusivo em que eu vivi por muitos anos de minha vida e a letra de "Ultraviolence" faz referência a  uma relação amorosa doentia, com ares de violência doméstica e abuso.

— Uau, isso seria um pronunciamento ao seu antigo relacionamento? Vendo aqui a letra da sua música vejo que cita o nome do seu ex namorado no trecho:

" Ele me machucou, mas pareceu
Amor verdadeiro
Dean me ensinou que ama-lo nunca foi o suficiente...
Com sua ultra violência..."

— Bom, sim. A pessoa qual eu não irei citar nome tentou me matar... - minha voz embarga por conta do choro preso. - Desculpa... Isso ainda me faz um pouco mal.

   A verdade era que relembrar isso sempre me faria mal, é como uma ferida que nunca cicatrizaria.  Eu teria de me acostumar com ela, mas ela nunca iria embora. E assim como muitas mulheres eu teria de aprender a conviver com aquilo, mesmo que eu já estivesse livre das mãos daquele monstro.

— Sem problemas... - Ela me olha com olhar de pena. Por sorte, ela fez essa pergunta no fim da entrevista. Me recuperei rapidamente e prossegui para poder finalizar a entrevista como se nada tivesse acontecido.

—Bom para encerrar nossa entrevista, será que você poderia nos dar uma palinha de alguma prévia de seu álbum?

— sim, é claro!- me levanto sorrindo. - Irei cantar uma prévia de Shades of Cool

"Ele liga para mim e não para você
Ele vive por amor, ele ama suas drogas
Ele ama sua garota, também

Mas não posso conserta-lo , não posso fazê-lo melhor
E não posso fazer nada sobre seu temperamento estranho

Mas você é incorrigível
Eu não consigo romper seu mundo
Porque você vive em tons de frieza
Seu coração é inquebrável

Meu amor vive em tons de frieza
Coração frio, mãos e aptidão
Ele vive por amor, por mulheres, também
Sou uma de muitas..."

   Encerro a música e ouço aplausos, sorrio por que eu esperava mais olhares de desprezos e talvez gritos de rejeição ou talvez até jogassem algo em mim, vai saber... Fico feliz que nada disso tenha acontecido. Esperei a entrevistadora encerrar o programa, me despedi e finalmente pude ir para casa. Encontrei com meus pais na porta de casa, pelo visto eles estavam aguardando minha chegada.

— Bem vinda de volta filha! Estou tão orgulhosa de você! - meus pais falam em conjunto e me abraçam.— Vem vamos entrar! - eles me puxam para entrar em casa.
Assim que abro a porta todos gritam surpresa, tinha uma faixa enorme pendura de ponta a ponta da minha casa me desejando parabéns pelo novo álbum, dentre as pessoas que estavam ali , obviamente os Kaulitz estavam presentes assim como Gustav e Georg.

— Parabéns por ter ido tão bem na entrevista loira oxigenada! - tom diz me abraçando. Logo em seguida é Bill que me parabeniza com umas palavras bem reconfortantes.

— Arrasou piranha! - ele disse me abraçando.

— Sempre tão carinhoso né!

— Sabe que eu te amo! - ele me manda um beijo no ar.

  A mini festa foi ótima e me diverti muito com os gêmeos, eles sempre eram apocalípticos

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  A mini festa foi ótima e me diverti muito com os gêmeos, eles sempre eram apocalípticos. Agora tom, Bill e eu estávamos tentando fazer um doce brasileiro que um fã deles enviou a receita e os ingredientes "briguadeiro" pelo o que Bill falou. Como nem tudo é mil maravilhas ao lado dos gêmeos, tom simplesmente esqueceu o pano de prato da minha mãe próximo a boca do fogo  e o resultado não foi agradável, pelo menos não para tom.

— TA PEGANDO FOGO!- Tom grita jogando o pano de prato em chamas para o ar que acaba indo na minha direção.

—SEU MERDINHA! - Digo me afastando do pano em chamas que voava em direção como acabei desviando o pano caiu no chão de madeira.

— EU VOU PEGAR ÁGUA! - Bill
grita.

— CORRE BILL, TA ALASTRANDO O FOGO!! - Tom fala ao ver o fogo chegando no piso.
 
  A gritaria atraiu a antenção dos convidados que ainda estavam na festa e também dá minha mãe.

— MEU PANO DE PRATO FAVORITO! - Diz com lágrimas nos olhos.

Bill chega carregando um balde imenso de água e joga no pano resultando para minha mãe uma cozinha inundada e seu pano de prato tostado.

— Só para deixar claro a culpa é do tom! - Eu falo saindo da cozinha correndo enquanto Bill me acompanha, deixando tom sozinho com minha mãe cheia de ódio.

— Certeza que ele tá tomando mó esculacho agora - Bill fala rindo e eu o acompanho.

— Você arrasou lá no programa, tom ficou sorrindo todo bobo.

Tom e eu nos tornamos grandes amigos por conta da composição do album, ele me ajudou muito em muitas coisas.

— É sério? Ele realmente é um ótimo amigo. - falo

— Sim, um amigo você diz né...- Bill fala me fazendo olhar confusa, mas antes que ele me uma explicação tom aparece com um semblante de raiva, ele se joga do meu lado, deu até para ouvir o som de seu quadril estralando com o impacto.

— Me deixaram lá sozinho, tomei mó esculacho!

— Quem fez a merda foi você! - Bill disse e eu concordo com a cabeça.

— Vocês são traíras, Isso sim!

— Magoou- digo fazendo drama e Bill me acompanha.

— Chega! Seus dois mané! Por isso eu prefiro o Georg e o Gustav.

— É O QUE? - A gente fala em conjunto

— ISSO MESMO QUE VOCÊS OUVIRAM! Ao contrário de vocês eles não são traíras! - tom diz.

  Ficamos nessa discussão boba mas logo paramos e retornamos para dentro, Todos ja tinham ido embora só restou os gêmeos Kaulitz que iriam dormir lá. As vezes na falta de uma amizade feminina eu transformava tom e bill em minhas "amigas" e hoje não seria diferente. Teríamos a noite das meninas! Eles só não sabiam disso ainda.

 Teríamos a noite das meninas! Eles só não sabiam disso ainda

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𝐋𝐚𝐬𝐭 𝐧𝐢𝐠𝐡𝐭 - Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora