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Não só de sexo vive um namoro, muito menos quando um do casal é um tremendo romântico. O casal Lee obviamente não media mais esforços quanto assunto era tesão um pelo outro - agora que já haviam "transado até o fim", faziam novamente muitas mais vezes; Definitivamente abriram a porta do prazer em níveis estratosféricos, transformando-os em um casal adolescente de hormônios exagerados.

Agora que completavam dez vitoriosos meses de namoro (vitorioso ainda mais para Donghyuck, que deparava-se com o primeiro namoro real e duradouro), o mais novo decidiu que comemorariam de uma forma exageradamente especial - Porque sim, ele se tornou aquele quem faz grandes gestos românticos, justamente por namorar o último romântico.

Era inverno em Seoul, o que justificava a quantia exagerada de casacos que qualquer pessoa utilizava pelas ruas, além dos pacotes aquecidos em mãos dentro dos bolsos, cachecóis e toucas. Sorte a do garoto que havia pintado os fios de preto, que uma das mãos aquecia-se com os dedos entrelaçados ao do namorado, dentro do bolso externo de seu casaco pesado e peludo.

Mark não sabia patinar no gelo, mas não que fosse uma informação do conhecimento do menor. Ele insistia em irem patinar juntos há meses, e tendo morado quase a vida toda no Canadá, parecia ser um conhecimento básico. Mas logo o coreano percebeu que ele definitivamente não sabia patinar, apenas tinha o desejo clichê de estar com o namorado andando sob o gelo.

Esse era o primeiro dos quatro pontos selecionados para a comemoração do aniversário de namoro. E com os patins brancos e alugados nos pés, Haechan imediatamente se deparou com um canadense nervoso em pisar sobre o gelo, e agarrando os suportes laterais como se sua vida dependesse disso - e foi assim, durante o minuto que o mais novo deu uma volta da forma mais majestosa que podia.

Melk - Chamou-o, com seu tom meloso, e no apelido que fazia-o soar ainda mais dócil. Seus olhos brilhando em sua direção, enquanto parado sem suporte algum sob o piso gélido ㅡ, eu achei que você soubesse patinar.

Ele riu nervoso ㅡ É... Na verdade não! E eu não imaginei que você ia patinar tão bem. Você realmente é perfeito, tem algo que não sabe fazer?

Haechan rolou os olhos, ainda que o sorriso curto surgisse no rosto, e suas orelhas tomassem uma coloração avermelhada. Estendeu ambas mãos com as palmas para cima, e inclinou subitamente a cabeça.

ㅡ Vamos. Eu te levo comigo, apenas confie em mim e segure minhas mãos o tempo inteiro ok? E relaxa o corpo, não deixa os pés muito duros. Se ficar ai se agarrando o tempo todo, vamos passar esses trinta minutos com você fazendo nada!

Obviamente o coreano de fios coloridos e chamativos não precisava justificar muito. Suas sílabas saiam afobadas, mas Mark já segurava suas mãos para suporte.

Mark não sabia de onde vinha tamanha força do namorado em conter seu peso e seus passos estabanados, e guiá-lo pelo gelo. Não que ele fosse fraco, mas até então não havia tido uma percepção prática da capacidade alheia.

O coreano patinou de costas, para que o canadense pudesse ser puxado. E isso fascinava-o ainda mais, como ele rapidamente virava a cabeça apenas para checar se o caminho atrás dele estava livre.

Realmente era um romântico perdido. Seus olhos brilhavam vendo os fios escuros balançarem com o vento do movimento, e a maneira que seus movimentos ocorriam com leveza. Suas mãos ansiavam em suar, com a maneira que o outro lhe tocava, como se essa fosse a primeira vez que entrelaçam os dedos. O Lee mais novo lhe dá motivos para se apaixonar de novo, e de novo, como se fosse a primeira vez.

ㅡ Quer tentar sozinho? - Com um sorriso confortante, o namorado perguntou, soltando levemente uma de suas mãos. Mark, quase desesperadamente, meneou em negação e deu um passo falho para agarrá-la novamente. Riu, suave, voltando a lhe oferecer suporte ㅡ Ok! Entendi!

Complexo coração: O caso dos gêmeos - markhyuckOnde histórias criam vida. Descubra agora