Leandros.Estava com as mãos nos bolsos, em frente ao casarão, encarando a caravana de camionetes que estavam chegando. Sabia muito bem quem estava vindo, e o que aquilo tudo representava. Mas eu iria encarar de cabeça erguida.
Ao meu lado, Ademir e mais uns homens que eram fiéis a mim. Na varanda, Euzira fazia uma cara de assustada, junto com os empregados da casa. Ao ver o tamanho do problema chegando, ao vivo e a cores, ela tapou a boca e correu pra dentro da casa.
Savanna e o Alexandre, foram momentos atrás para a fazenda dela, onde estariam seguros. Eu não poderia proteger mais ninguém estando aqui.
E àqueles que sobraram, se recusaram a ir, alegando que ficariam comigo aja o que houver.Quando contei o que estava acontecendo, ficaram indignados, mas resolveram ficar ao meu lado. Alexandre... esse deu trabalho pra convencer a ir embora. Mas que escolha ele tinha? Era isso ou...
Mais dá metade ficaram aqui.
Não houve muito tempo para se decidirem, entretanto. Teve só o intervalo de aproximadamente 6 horas. O tempo que levei para explicar o que estava acontecendo à todos.
A reação deles foi desde a incredulidade, à pavor. Eu tive que bater o pé para que Savanna entendesse a importância de ir embora, levando com ela, os mais indefesos. Assim, momentos antes do Castiel chegar, eles já tinham partido.
---- Vou lembrar vocês mais uma vez. ---- eu comecei a dizer a aqueles que estavam perto. ---- Façam tudo aquilo que ele pedir, ou ele vai castigar vocês. Não olhem nos olhos dele, e sejam submissos.
---- Ele já sabe que odeio ele. ---- Ademir respondeu, olhando pra frente.
---- Sim, e tente não ficar respirando o mesmo ar que ele, por favor. Vou ter que lidar com outras coisas, e não quero ficar preocupado com você. ---- falei. ---- Mas, como eu conheço meu tio, ele vai descarregar as energias dele apenas em mim. O foco aqui não são vocês, e vou me certificar que assim seja, até tudo acabar.
O vento frio que estava vindo do sul, gelava até meus ossos. O tempo virou de madrugada, trazendo uma geada para o Mato Grosso Do Sul, e assim iria ficar por não sei quanto tempo.
A caravana de camionetes Ram finalmente estacionou no gramado em frente ao casarão. Homens desceram, e então, vi Castiel sair de uma camionete, tão sorridente que me fez ter vontade de ir até lá e quebrar os dentes dele.
---- Antes tarde, do que nunca, não é mesmo? ---- ele foi chegando perto de mim, junto com seus homens. Senti o clima ficar tenso, mas eu mantive minha cabeça erguida. ---- Se eu soubesse que era preciso colocar uma loira carioca ao meu favor, para conseguir o que era meu por direito, eu tinha feito isso bem antes!
Eu respirei fundo.
---- Minha esposa tem seus meios de conseguir tudo o que ela quer. ---- eu falei. ---- E é por isso que não vou quebrar seus dentes agora, por mais que eu esteja com as mãos coçando pra isso.
Ele entortou a cara, jogou teu charuto no chão e cuspiu próximo ao meu pé.
---- Muleque! Você ainda não passa de um moleque! ---- ele deu um passo atrás e colocou uma das mãos sobre a arma da sua cintura. ---- Quero você fora daqui! Essa terra nunca te pertenceu. Nem a você e muito menos ao teu pai.
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Duas Semanas De Puro Prazer
RomanceATENÇÃO, CONTEÚDO NÃO INDICADO PRA MENORES DE 18 ANOS! Uma carioca da gema escolheu Campo Grande, capital de Mato Grosso Do Sul, para se refugiar de um trauma. Sem nem mesmo suportar ter a lembrança do mar, ela se vê mergulhando nos olhos azuis de...