✠°•°CAP |38|°•°✠

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— Estou com sono. - falou Katsuki depois de mais um bocejo. Andava dormindo muito ultimamente, as vezes ia para a escola e acabava dormindo entre uma aula e outra.

— Logo chegaremos. - avisou Masaru. O beta dirigia com cuidado até a casa Todoroki, ao seu lado, Katsuki tentava se manter acordado.

Katsuki ainda estava morando com Shoto e sua família. Masaru se recusava a levar o filho de volta para casa, pois não conseguia ficar nem mesmo 1 mês sem viajar. Sabia que estando com os sogros, o loiro seria bem cuidado, protegido e auxiliado. Mas quando estava em Tóquio, ficava o máximo de tempo possível com Katsuki.

— Tenho que combinar com Toya para me levar ao médico na próxima semana. - lembrou o ômega com a voz baixa devido ao sono. — Já que Shoto vai estar no cio e meu pai trabalhando, preciso de alguém para me acompanhar.

— Tem razão. - concordou Masaru olhando pelo espelho retrovisor a expressão séria do alfa. — Shoto, você já preparou suas coisas?

— Por que? - indagou o loiro franzido o cenho.

— Ele vai passar o cio na nossa casa. Combinamos isso semana passada. - respondeu o beta estranhando a pergunta do filho.

Olhando pelo retrovisor outra vez, Masaru viu o rosto de Shoto ficar pálido. Os olhos heterocromáticos cruzaram com os do beta e pareciam carregados de aflição.

— Não combinamos que você ficaria no quarto vago? - se pronunciou Katsuki com a voz controlada. O sono havia passado e agora dava lugar a raiva.

— Querido, é perigoso ficar perto de você no meu cio. Mas estando na sua casa, vou me sentir mais seguro. Mas não precisa se preocupar com nada, vou tomar um sedativo e ficar dormindo a semana inteira. - se explicou nervoso.

Masaru estava surpreso de ver Shoto falar tanto. O alfa era sempre tão inexpressivo e calado. O beta ficou quieto percebendo que seu comentário havia colocado o bicolor em uma situação complicada. Mas não sabia, achou que Shoto já havia conversado sobre isso com Katsuki, e conhecendo o filho, Masaru sabia que o bicolor iria ter que implorar muito para que a raiva passasse.

— Mas isso não foi o que combinamos.

O silêncio se instaurou no carro. Podia sentir Katsuki borbulhar de raiva. Sentindo-se culpado por colocar Shoto naquela situação, o beta estava disposto a ajudá-lo.

— Katsuki, eu que sugeri isso. Acho até melhor assim. - falou calmo.

E para seu espanto, o ômega ficou calado. Olhou rapidamente para o lado e encontrou o loiro irritado. Bom, Shoto que o perdoasse, mas não iria conseguir ajudar no momento.

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— Querido, espera um pouco, vamos conversar. - pediu Shoto.

Mas o ômega apenas o ignorou e continuou andando rumo as escadas. Katsuki apressado, começou a subir os primeiros degraus correndo. Assustado, o alfa agarrou o pulso do namorado e se colocou atrás dele. Seu coração acelerou ao imaginar que seu amado pudesse escorregar e cair.

— Me larga. - falou Katsuki em voz baixa.

— Não corra pelas escadas. - rebateu frustrado.

Shoto parecia não entender o motivo de seu ômega ser tão teimoso. Mesmo todo aquele tempo juntos, não foi o suficiente para amansar aquela fera, todos os dias Katsuki mostrava que não precisava de Shoto, e via que isso o machucava de uma maneira absurda. Mas não podia simplesmente ser totalmente dependente dele.

— Você quer conversar? - perguntou o loiro com o tom de voz alto demais. — Não tem porquê, você já decidiu tudo. Planejou sem me consultar e agora quer conversar?

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