[Novos segredos](O Seu pensamento...)
Minhas mãos estavam trêmulas enquanto eu segurava o mapa em minhas mãos. Não sabia como eu vim parar aqui, o significado desses sonhos, o significado desse mapa, nem se tem algo por de trás de tudo isso.
Decidi tentar encontrar alguma resposta para isso. Talvez eu ainda esteja preso dentro de um sonho maluco e que as coisas que eu presenciei sejam todas falsas e tudo não passou de uma ilusão. Eu levanto do banco de pedra e começo a caminhar em direção aonde o mapa marcava. A chamativa linha vermelha desenhada no mapa apontava para o cemitério que era logo atrás da minha casa, eu só deveria pegar uma trilha que contornava a vila.
Acabo de passar pela minha casa. Ao olhar para a parede direita do lado de fora vi que uma janela estava aberta. Era a mesma janela do meu sonho e eu não me lembro de ter deixado ela aberta. Volto minha visão para a trilha. É muito estranho ter um cemitério em uma vila onde moram apenas oito pessoas. Essa trilha não é usada há bastante tempo, o mato cobria boa parte dela.
Eu saio de todo esse mato e tiro todos os carrapichos que estavam grudados na minha calça, e passo minhas mãos nas minhas roupas. Logo a minha frente pude ver as paredes do cemitério, boa parte das paredes estavam em ruínas, e outras mais inteiras estavam cobertas de vinhas e musgo.
Ao entrar no campo tudo que se podia ver eram lápides bem antigas. Algumas estão todas destruidas, e faltando parte delas. Enquanto caminhava, eu mantinha minha visão em cada nome que estava escrito. Fig... Peach... Grace... Peeps... Scott... Eu já vi esses nomes em algum lugar. No final do terreno pude ver a linda visão do enorme lago à vários metros a minha frente, cercado por montanhas.
Era uma visão incrível. Algo fino e de cor marrom fincado no chão atrapalhava a visão do lago. Como se fosse por instinto eu vou até esse objeto que estava ali. É uma pá, que estava quase encostando em uma lápide, que estranhamente era mais atual e conservada.
— O que uma pá está fazendo no meio de um cemitério abandonado? — Eu pergunto a mim mesmo. — Hum, ela parece nova. — Digo analisando a ferramenta.
Meus olhos se voltam para a lápide. Com os olhos semicerrados eu começo a ler o nome. Quando vi o nome escrito em vermelho, percebi que é o meu próprio nome escrito na lápide. Eu arregalo os olhos e dou um passo para trás em completa descrença. O aperto da minha em volta do cabo da pá se afrouxa e ela cai no chão.
— Mas que merda é essa? — Eu grito assustado. — Não pode ser, eu estou sonhando, É isso! Eu estou sonhado! Eu não morri, eu estou aqui... Como que...
Meus batimentos cardíacos estavam acelerados. Eu estava tendo outra crise, mas eu respiro fundo e tento ficar calmo. Eu estava sentindo coisas fisicas, então não é um sonho. É real e por algum motivo meu nome estava ali. Escolhi fazer uma coisa que ninguém em sã consciência faria.
Pego a pá do chão e golpeio fortemente o solo abaixo dos meus pés. Eu pretendia descobrir o que tem enterrado nesse túmulo. Minutos se passaram, e eu estava muito cansado e suando muito. Limpo o suor da minha testa com a parte traseira da minha mão antes de abrir a grande caixa de madeira que estava soterrada pela terra.
Nada de especial. Apenas um esqueleto humano que está vestindo as mesmas roupas que eu estou usando nesse momento. Meu coração acelera. Como aquilo era possível eu não sei. O esqueleto estava abraçando algum objeto retangular que estava embrulhado em um papel de presente vermelho, com detalhes azuis e verdes.
Eu estendo a mão e arranco esse objeto das mãos do esqueleto e saio da cova para ver melhor. Me posiciono em outra cova aleatória e começo a rasgar freneticamente o papel de embrulho, enquanto o suor descia pela minha testa e passava pelo meu nariz.
— Isso é um Notebook? — Eu disse, com a voz trêmula. — Será que esse é o meu... Não não deve ser.
Ao abrir vejo um adesivo familiar de Cachorro-quente grudado logo ao lado da tela. Aquele é meu notebook mesmo. Eu tirei aquele adesivo de um caderno de figurinhas que eu encontrei nas minhas coisas antigas.
— Eu... Eu tenho que falar com o Frank de novo. Eu tenho que dizer a verdade a ele, de que eu não sou desse mundo. Aqui no computador tem todas as provas que eu preciso...
De repente Um som de caminhar. meu corpo congela e fica tenso, eu engulo a minha saliva. Tinha alguém atrás de mim, e senti essa presença se aproximar cada vez. Até que senti algo agarrar meu ombro. Meus reflexos foram muito ágeis, por quê eu agarro essa coisa e com toda força lanço contra a lápide.
Quando eu olho melhor eu vejo que eu golpeei alguém famíliar. Era Wally, que olhou para mim e depois desmaiou. Uma onda de desespero e um sentimento de culpa correm pelo meu corpo naquele exato momento. Eu não sabia o que fazer. Eu decido ver se ele está vivo.
— Está respirando, graças aos céus! — Eu solto um suspiro de alívio.
Eu arrasto Wally e coloco sobre as minhas costas e vou levar ele até a vila. Eu preciso ajudar ele, e com certeza os moradores vão ficar um pouco chateados comigo por isso. Eu preciso ser honesto com eles.
.... Eles precisam saber a verdade...
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Bem Vindo Ao Lar | Você em Welcome Home
FanficVocê em Welcome Home. Você estava em sua casa mexendo no computador até que algo surpreendente acontece. Você vai parar no misterioso mundo de Welcome home. 2° Temporada já disponível ⚠️Contêm temas sensíveis