•Bem vindo ao lar•

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Você andava pelas moitas e arbustos com a mão segurando seu lado um pouco acima do abdômen. Você estava fraco e ainda debilitado. Não se sabe o que aconteceu com seu corpo ao ser arremessado contra uma árvore, mas você tem certeza que fraturou uma ou duas costelas com o impacto.

Uma doce melodia pode ser escutada vindo de uma pequena área aberta logo atrás de algumas árvores. Quando você se aproxima você vê Wally, sentado na grama verde observando o lago a sua frente.

Você decide se aproximar, mas ele já parecia ter notado sua presença logo atrás dele.

— Pode se aproximar _____! — Ele diz sem se virar para você.

Você tinha tantas perguntas para fazer a ele. A sua sede insaciável por respostas lhe enviava uma onda de ansiedade por todo o seu corpo e você caminha até ele. Você leva uma mão ao chão para servir de apoio para você se agachar e se sentar na grama.

Vocês não dizem nenhuma palavra. Seus olhares focavam apenas no entardecer que coloria a água do lago em um tom alaranjado. Os sons dos grilos e o vento balançando as folhas passavam por seus ouvidos.

— Como você está? — Ele quebra o silêncio.

Você olha para ele que não retribui o olhar e continua a olhar para o lago.

— Eu não estou nada bem. Acho que fraturei algum osso. Eu que lhe pergunto se você está bem!

— Eu imagino que você esteja muito irritado com tudo isso, mas eu lhe garanto que tem uma explicação lógica. — Wally diz olhando para você.

— E qual seria? Eu passei os últimos dias tendo pesadelos, eu mal comia, e ainda tive que enfrentar esses sonhos se tornarem realidade! 

— É uma longa história. É que... Eu não sei se eu consigo botar tudo isso para fora.

— Por favor Wally, eu preciso saber o significado disso, e o por quê eu estou aqui.

— É Algo muito difícil pra mim. Mas, Tudo bem, eu vou te contar a história de Home. — Ele suspirou.

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Tudo começou há dez anos. Havia uma mãe, havia um pai, e dois filhos gêmeos. Um chamado Wally e o outro Walter. Esses dois eram inseparáveis. Viviam brincando juntos e vivendo aventuras na pequena vila que moravam. Eles moravam em uma humilde casa verde com detalhes roxos.

— Espera, essa casa é a que eu estou morando agora? — _______ pergunta.

— Sim! — Wally confirma.

Cinco anos se passaram e a relação da mãe e do pai já não era mais a mesma. Os dois viviam brigando e discutindo para ver quem estava certo ou errado. O pai começou a voltar tarde para casa a maioria das vezes bêbado e agressivo. A mãe não suportando mais aquilo, simplesmente foge e deixa os dois filhos com o pai.

Os dois filhos revoltados com a atitude da mãe,  arrumam suas coisas e fogem de casa, indo em direção a uma casa vermelha abandonada que ficava no centro da vila. Os dois decidiram reformar a casa e morar nela dispostos a esquecer o passado para trás.

Dois anos se passaram e um dos gêmeos adoeceu e ficou muito doente. Os médicos da época lhe disseram que era uma doença sanguínea infelizmente sem cura. Aquilo abalou os dois irmãos.

Um ano depois a saúde do irmão poucos segundos mais velho piorou e ele acabou morrendo. O mais novo se sentia perdido e inconsolável. Até que uma idéia surge em sua cabeça. Ele levou o corpo do irmão ao porão e o pôs sobre um círculo com uma estrela desenhada no meio.

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