7 Capítulo

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O clima na sala era tenso. Os braços de Daphne estavam cruzados à sua frente e seus lábios franzidos enquanto ela tentava evitar olhar para o advogado de acusação. Ao contrário de Daphne, Penelope Clearwater-Weasley parecia distintamente esgotada. Daphne podia adivinhar por quê. Os Ravenclaws não gostaram da súbita reviravolta dos fatos conhecidos, e este caso não passou disso.


"Ainda há um caso aqui", argumentou Penelope. "Harry Potter é um Comensal da Morte marcado. Ele treinou recrutas e matou um Auror veterano. Temos que dar o exemplo. Há uma punição para cada crime."

"Crime?" repetiu Dafne. "Harry recebeu a Marca por ordem de Dumbledore. Alastor Moody o treinou. Se algum deles ainda estivesse vivo, eu diria que você está processando a pessoa errada. Harry fez o que tinha que fazer."

"Mas ele não teve que fazer nada", apontou Penelope. "Ele escolheu fazer isso. Todos nós ouvimos Dumbledore oferecer a ele uma escolha."

Daphne a encarou. "Você é filha única, Sra. Clearwater-Weasley?"

— Sim — respondeu Penelope, inquieta.

"Então você realmente não entenderia. Quando você tem irmãos mais novos, você sempre quer protegê-los. Harry uma vez me disse que preferia ser torturado por Moody do que Evan ter que fazer."

O diretor Bones estava ouvindo em silêncio, analisando os dois lados da discussão. "Ok, isso é o suficiente." Os dois advogados pararam de falar. "Sra. Greengrass, eu entendo que seu cliente não é a única pessoa culpada por seus crimes. Se eles ainda estivessem vivos, eu acusaria Dumbledore e Moody de colocar crianças em perigo. Mas a Sra. Clearwater-Weasley tem razão. Temos que dê um exemplo aqui. Estou disposto a oferecer um acordo."

Dafne não hesitou. "Tire Azakban da mesa."

Os olhos de Penelope se estreitaram. "E que frase você sugeriria?"

"Prisão domiciliar e serviço comunitário", sugeriu Daphne.

Diretor Bones levantou uma sobrancelha. "Essa é uma sentença terrivelmente leve, Srta. Greengrass. Espero que você tenha algo a oferecer."

"Você quer dizer além do precedente que este escritório já estabeleceu quando eles deram a Lúcio Malfoy um leve acordo judicial por muito pouca informação útil?" Daphne perguntou levemente, seus olhos se estreitaram. Suspirando, ela acrescentou, "Meu cliente vai desistir de todas as informações e memórias pertinentes às investigações em andamento dos ex-Comensais da Morte e da queda de Lord Voldemort e estará disponível para todo e qualquer questionamento."

Diretor Bones olhou para Penelope. A advogada não parecia feliz, mas assentiu. "Ofereça o negócio ao seu cliente, e então darei meu selo de aprovação."

Daphne assentiu e saiu do escritório de Bones. Ela apertou mais a jaqueta ao redor do corpo enquanto pegava o elevador até o porão do Ministério, onde ficavam as celas. Embora infinitamente melhores que Azkaban, as celas ainda não eram um lugar agradável para se estar. O porão era escuro e úmido, sem janelas e com pouca luz. Harry era atualmente o único detido lá. Daphne sorriu para o guarda e gesticulou para Harry, explicando que gostaria de alguns minutos a sós com seu cliente.

O guarda estava muito relutante em sair, citando isso como um risco à segurança, mas alguns minutos do charme e sorriso de Daphne o convenceram.

"Estarei no escritório se precisar de mim, senhora", disse ele.

"Obrigado", disse Daphne, piscando. O guarda corou e se dirigiu para seu escritório.

Ela se virou para ver Harry revirando os olhos. "Patético", comentou.

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⏰ Última atualização: Jul 01, 2023 ⏰

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Julgamento de Potter (TRADUÇÃO PAUSADA)Onde histórias criam vida. Descubra agora