I

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Me encontro em meu castelo, o único lugar de refúgio que tive após o incidente da serra elétrica com a federação. Eu não estou com medo, muito pelo contrário, estou com ódio, rancor e sede de vingança. Aqueles arrombados não iram ficar impunes, não mesmo.

Vou em direção ao meu escritório para bolar um plano pra acabar com todos aqueles que duvidaram de mim, mas principalmente... o cucurucho, por tentar me matar e me traindo... o Max, por mentir pra mim na cara dura... Forever, por desde quando tive a ideia genial de me infiltrar na federação, me chamou de louco e me abandonou... Mas isso não vai ficar assim.

Me sento na minha poltrona, e logo na segunda gaveta da mesa, encontro o vidro que eu sentia uma certa falta, com o líquido que achava que nunca mais ia precisar. Para alguns, poderia parecer um vidro de 200ml comum, mas ali se tratava de sangue, e eu sabia muito bem como aproveitá-lo. Pego um conta-gotas, e pego o equivalente a 3 gotículas, o suficiente para me deixar em estado e êxtase, fazendo meus órgãos se revirarem e meus ossos trincarem internamente entre si.

Com aquela sensação, que estava remoída por tantos anos, recolhi os papéis, que ficaram um pouco manchados pelo sangue, e comecei a reunir todas as informações que tinha sobre todos naquela ilha, indo de nome e idade, e mais a fundo como tipo sanguíneo e lugares e os horários de quando os faziam. Estava em completa concentração e determinação, até ser interrompido por uma voz familiar.

Roier: Hola, gatinho? ¿Cómo estás? (Oi gatinho, como você tá?)

Olho em sua direção, e ele me olha assustado.

- Melhor como nunca Roier. - dou um estalado com a língua seguido de um sorriso, falso, mas ainda sim largo. - Mas quero ficar sozinho, não quero estar perto de traidores.

Seu rosto toma uma forma estranhamente confusa e ele logo se pronuncia.

R: ¿Lo que le pasó? ¿Por qué estás así? ¿Fue esto una cosa de la federación DENOVO? (O que tá rolando? Por que está assim? Isso foi alguma coisa da federação DENOVO?) - ele diz enquanto levanta suas mãos em direção ao meu rosto.

Rapidamente me afasto pra trás e jogo pra frente a poltrona, como defesa. Ele olha pra mim esperando uma resposta, mas eu apenas o observo, afinal, todos são meus inimigos agora.

- Eu não quero falar agora roier, vai embora.

Ele se coloca numa posição defensiva, e fala alto o suficiente pra me irritar.

R: CELLBIT, TENGO QUE ENTENDERTE!! PERO PARA ESO TIENES QUE DECIRME QUE MIERDA TE ESTA PASANDO!! (CELLBIT, EU TENHO QUE TE ENTENDER!! MAS PRA ISSO VOCÊ TEM QUE ME FALAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM VOCÊ CARALHO!!)

- ESTÁ TUDO BEM CARALHO! EU SÓ QUERO ESTAR SOZINHO, EU NÃO PRECISO DA AJUDA DE NINGUÉM, AGORA CAI FORA.

R: NECESITAS SÍ! Por favor... ¡déjame ayudarte! Sé que no lo dices en serio. Este no es tu verdaderamiente... (PRECISA SIM! Por favor... me deixa te ajudar! eu sei que você não quer realmente dizer isso. Esse não é verdadeiramente você...)

O encaro incredulamente. Como assim "esse não sou eu verdadeiramente"? Ele tá tentando me manipular?

- Roier, não sei o que exatamente você quer aqui, mas independente, VAI EMBORA! Eu não preciso de você. Eu não preciso de ninguém.

R: ¿Por qué dices eso gatinho? Somos uno, puedes contar conmigo para todo, ¿recuerdas? (Porque diz isso gatinho? Nós somos um só, pode contar comigo pra tudo, lembra?!)

Porque ele estava sendo tão insistente consigo? Porque ele não vai embora que nem os outros? Porque ele não me larga que nem todo mundo? Eu não preciso disso e ele não é útil pra mim.

Meu outro lado... (Mi otro lado...) Guapoduo angst Onde histórias criam vida. Descubra agora