Casey Cooke, Nasceu em uma família problemática e abusiva, uma mãe submissa ao marido e um pai violento e abusivo e um tio que abusava dela, fisicamente. Aos 14 anos Casey conheceu o Shifting e isso lhe deu esperança de que ela poderia finalmente se...
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RESPIRA Não é a primeira vez Que você se sente assim. Você já venceu dias piores. Respira e não se deixe ser esmagado pela ansiedade. Tudo isso vai passar logo logo.
Sinto o vento batendo em meu rosto, sinto a grama e as flores ao meu redor. Abro meus olhos e vejo o campo de flores e grama ao meu redor. Fecho meus olhos novamente e quando os abro, vejo meu tio Carlos parado na frente da minha cama, se tocando. Lágrimas brotam em meus olhos, eu sabia o que ia acontecer a seguir. Quando ele ia chegar perto, eu fechei meus olhos com força e quando os abri, ele não estava mais lá. Foi um pesadelo. Olho pela janela e vejo a chuva caindo lá fora, mas já estava de manhã. Me levanto da cama, saio do meu quarto e desço as escadas. Vou para a cozinha e vejo minha mãe fazendo o café da manhã de forma apressada. Vejo os hematomas nela e lembro da briga que ela teve com meu pai na noite passada. Depois de alguns segundos apenas observando, decido falar.
Casey: Bom dia, mãe. - minha voz é quase um sussurro, mas minha mãe ouve.
Mãe: Bom dia. Não me distraia, tenho que terminar de fazer o café da manhã antes do seu pai acordar. - ela diz com frieza e pressa. Eu já estou acostumada, então apenas pego uma maçã e mordo ela. Ouço o barulho de passos e sei que meu pai já acordou. Solto um suspiro frustrado porque sei o que vai acontecer quando ele souber que o café ainda não está pronto. Raul entra na cozinha com uma expressão neutra.
Mãe: B-bom dia, querido... - minha mãe diz com um sorriso nervoso e medroso.
Pai: O café da manhã? - meu pai pergunta de forma fria se aproximando da minha mãe.
Mãe: Ainda não está pronto. - minha mãe diz e dá um sorriso triste. A expressão de meu pai se torna de pura raiva. Desvio o olhar deles e olho para a maçã em minhas mãos. Apenas ouço o barulho de um tapa. Meu pai se senta na cadeira da mesa e eu me sento também. Meu pai sorri para mim.
Pai: Sua mãe é uma imprestável, mas você é boazinha, passarinho. - meu pai diz com um sorriso cruel. Minha mãe olha para mim e depois para meu pai. Me levanto da cadeira com pressa.
Casey: Eu vou sair, andar de bicicleta. - falo com pressa, pego minhas chaves de casa e vou em direção à porta da casa. Ouço meu pai.
Pai: Não vá muito longe, passarinho. - aperto a maçaneta da porta com força antes de abrir a porta. Eu era um passarinho, um passarinho preso em uma gaiola. Quando abro a porta, vejo meu tio parado ali. Ele me dá um sorriso malicioso que me faz estremecer. Os olhos dele viajam pelo meu corpo. Passo por ele na porta e pego a minha bicicleta na garagem. Começo a pedalar para longe de casa. Finalmente chego na floresta, desço da bicicleta e continuo meu caminho a pé, mas levando a bicicleta comigo. Quando finalmente chego em um lugar bem isolado da floresta, eu solto a bicicleta, me deito na grama sentindo os pingos de chuva caindo em meu rosto. Tento me concentrar na minha DR, mas é quase impossível com os sintomas. Eu sempre me distraio com eles. Abro meus olhos frustrada, derramo algumas lágrimas, frustrada com meu "fracasso". Continuo na floresta tentando mais e mais, mas em um momento já estava muito tarde, então decidi voltar para casa. Chegando em casa, vejo o carro do meu tio indo embora e solto um suspiro de alívio. Entro na casa e vejo meu pai na sala de estar bebendo cerveja e assistindo TV. Vejo minha mãe na cozinha fazendo o jantar e agora tinha um olho roxo em seu rosto. Vou até a cozinha e me aproximo da minha mãe e pergunto baixinho.
Casey: Mamãe, você está bem? - pergunto preocupada. Ela não olha para mim e continua sua atenção em fazer o jantar.
Mãe: Estou bem. - minha mãe fala de forma seca e grossa. Lágrimas brotam em meus olhos. Mas me distancio dela indo em direção à escada. Ouço meu pai falar.
Pai: Passarinho, seu tio ficou decepcionado que você não estava em casa. - paro na escada sentindo um arrepio na espinha. Não digo nada e apenas subo as escadas indo para o meu quarto. Fecho a porta do meu quarto, me deito na minha cama e fecho meus olhos.