Capítulo 30 - Baile de Noivado

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Acordei sentindo um leve carinho em meus cabelos e abracei com mais força o corpo em que eu estava deitada.

– Bom dia! – Soluço se moveu e em seguida senti um beijo em minha testa.

– Bom dia! – abri os olhos e ergui minha cabeça para olhá-lo, ele estava sorrindo e instantaneamente também sorri – Dormiu bem?

– Perfeitamente bem – ele aumentou o sorriso – e você?

– Digo o mesmo, acho que foi a melhor noite de toda minha vida.

– A minha também – ele nos virou ficando por cima de mim – afinal eu fui algumas vezes ao paraíso.

– Acho que não permitem isso por lá – ri e ele fez o mesmo.

– Acredito que tenha razão, o que eu quis dizer é que não imagino que exista algo mais extraordinário que isso – ele me beijou e eu poderia muito bem ter retribuído se a minha mente não tivesse decidido juntar as peças e lembrar de algo.

Devagar o empurrei para o lado e saí de baixo dele.

– Soluço. – o olhei aflita.

– Sim?

– Você já esteve com alguma mulher antes?

Eu sabia qual era a resposta, eu tinha lido aquele livro milhares de vezes, no livro original, o Soluço tinha tido sua primeira vez com a Heather, mas se minha presença tinha evitado isso, significava apenas uma coisa, mas eu tinha que ter certeza, vai que isso tivesse mudado também.

– Bem.. – ele me olhou nos olhos e nesse momento eu tive certeza da resposta – esta foi a minha primeira vez.

– Ah, não! – resmunguei.

– Não sei como é no seu mundo, Astrid, mas as coisas aqui são diferentes. Não é comum acontecer o que aconteceu, pelo menos não sem terminar em casamento – ele deu um meio sorriso.

– Droga! Eu sabia disso, mas na hora eu nem me lembrei, droga, droga, droga – me sentei na cama.

– Astrid, isso é algum problema? – ele perguntou receoso enquanto também se sentava.

– Não – respondi rápido já imaginando o que passava em sua cabeça – claro que não, é só que – suspirei – sabe, de onde eu venho você é tipo um crush supremo.

– O quê? – ele me olhou confuso.

– Significa que você é o tipo de muita gente – ele me olhou mais confuso ainda – você é o desejo de muitas pessoas, digamos que se você existisse no meu mundo, era bem capaz das mulheres e alguns homens também, saírem no tapa por sua causa – arqueei a sobrancelha – você é um sonho para os leitores.

– Entendi – ele corou, era tão fofo.

– Muita gente fantasia com você e eu acabei de te desvirtuar – escondi o meu rosto nas minhas mãos – os leitores da Cami vão me matar.

– Você não fez nada, pelo menos, não sozinha – ele segurou minhas mãos as tirando do meu rosto – e se essas pessoas gostam tanto de mim como você acabou de dizer, elas vão ficar felizes por mim, afinal, eu estou extremamente feliz – ele colocou a mão no meu rosto e me puxou para um beijo demorado.

– Você tem razão – sorri e o beijei novamente.

Ele se ajeitou na cama, colocando suas costas na cabeceira e eu me sentei em seu colo de frente para ele. Continuamos a nos beijar por mais um tempo, enquanto suas mãos exploravam minha pele e seu corpo todo despertava. Mas para a minha infelicidade e susto, fomos interrompidos por batidas na porta.

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