Roslyn (Bon Iver)

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A casa estava abençoadamente quente. O sr. Olivaras os fez sentar e comer, uma rica sopa de beterrabas e creme azedo, servida com pão de centeio. Hermione adorou, mas riu ao ver Ron tentar disfarçar seu rosto, ele detestava beterrabas.

- Então, além de um empata-chapéu, a srta. também é uma empata-varinha?

- Uma empata-varinha? – Hermione perguntou, a boca cheia de borscht.

Olivaras riu.

- Ronald me escreveu sobre você, disse que tentou comprar uma varinha na Transilvânia e não conseguiu, tsc, você não conseguiria nada lá, menina – ele abaixou o rosto e a olhou por debaixo das sobrancelhas peludas – e que ainda usa a varinha daquela mulher horrível... – ele estendeu a mão, como um pai para um filho que está mexendo com o que não devia

Hermione corou e lhe entregou a varinha.

- Nogueira e fibra cardíaca de dragão... fiz essa varinha há quase setenta anos...você tem que entender, Hermione, que a varinha não é boa nem má...

- Eu sei, é qu-

- No começo – ele a cortou – mas ela sempre, sempre, se alinha ao seu dono. Ela funciona bem para você?

Ela deu de ombros, remexendo em sua sopa;

- Meus feitiços ainda são os mesmo, luto um pouco com a transfiguração, mas a magia de defesa...- ela suspirou – esta toda errada. É como se ela quisesse que eu me ferisse.

O velho não disse nada e voltou a comer sua sopa. Hermione sorriu com o canto da boca quando viu o prato de Ronald, ele havia comido até a última gota sem uma única reclamação; o fato de ser o segundo mais novo em uma família de sete as vezes era muito útil.

Quando eles finalmente terminaram, Garrick bateu as palmas das mãos uma vez.

- Está pronta?

- Pronta? – ela olhou para Ron interrogativamente – pronta para o que?

- Nós vamos confeccionar uma varinha nova só para você.

....

Mais tarde, deitada na cama da estalagem vestida somente com uma camiseta fina e calcinhas, Hermione se lembrou de como ele a levou pela floresta, arvores de mil anos moravam lá, e de como o velho a ensinou a sentir a energia da madeira, a vida verde que corria ali. Nas primeiras árvores ela nada sentiu, mas depois foi nítido o formigamento incomum e maldoso com que as algumas madeiras a repeliam. Ela tentou aveleira, e azevinho, e cerejeira e faia e cedro, loureiro e olmo e sabugueiro e freixo, e quanto ela mais tentava e eles entravam mais fundo na floresta, mais feliz o velho parecia ficar.

Finalmente, Hermione se sentiu atraída por...

- Choupo? – riu Rony – eu nunca vi uma varinha de choupo.

- Se você busca integridade, é aqui que você acha. Poucos políticos usam choupo, mas você poderá confiar em um que use, eles serão incorruptíveis – aprovou Olivaras, usando uma faca pequena e afiada para arrancar um galhinho da arvore, depois de ter procurado por troquilhos.

- Essa é nossa Hermione... – Rony a olhou com reverência e ela sentiu como tivesse uma fornalha no peito. Mas o velho discordou.

- Nossa não, sua.

Foi a vez de Rony corar, quando ele assentiu com a cabeça e sibilou "minha", com os olhos presos nos de Hermione.

Depois foi a vez do núcleo, no porão de Olivaras. Além dos três comuns, fênix, dragão e unicórnio, ele estava testando agora testrálio e dittano.

Alguém Tem Que Ceder - RomioneOnde histórias criam vida. Descubra agora