História hétero. Não é joshler.
Uma história complexa que explora temas de redenção, amor, perdão e a luta contra nossos próprios demônios. Com personagens multidimensionais e reviravoltas, a história nos lembra que o amor pode surgir nos lugares ma...
Ami estava confusa, desesperada e com o maior medo que já teve na sua vida. Ela presenciava a morte mais uma vez. O ar faltava, seu peito ardia e aquilo parecia não ser real. Jogada em um canto com muito medo, os tiros e os gritos ecoavão o salão principal, os estilhaços de vidro que caíram sobre sua perna ardiam apenas como um arranhão e enquanto passava aqueles 7 minutos mais longos da sua vida a euforia tomava conta de todo seu corpo, e era tanta que e em meio aquilo tudo viu o que parecia ser mentira. Ele apareceu com muita rapidez e apenas a pegou com firmeza no colo, tentava chamar sua atenção mas Ami não conseguia entender uma palavra, tudo parecia tão lento como em um filme. Ele a carregou até fora, a pôs encostada na parede de traz do local e tentou acalma-la. Aquele borrão de pessoa se mexia através da luz que batia no rosto de Ami. Ela não queria ficar só, ela sentia que precisava de ajuda mas a única coisa que conseguia fazer era tentar puxar o máximo de ar que conseguia e esticar sua mão desesperadamente procurando aquela silhueta humana, ela precisava tocar, precisava sentir pra saber que estava viva e então ele colocou suas mãos apertando fortemente no ombro de Ami o que fez ela despertar e enxergar com clareza aquele rosto.
-Você está bem? - Tyler perguntou.
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Passadas algumas horas Ami se encontrava no hospital, já bem mas com muita dor de cabeça, abriu seus olhos devagar e respirou profundamente. Aquilo parecia tão gostoso até vir aquele clarão de memórias. Seu corpo se arrepiou e esquentou ao mesmo tempo, levantou rapidamente pegou todo o seu pertence ao redor, colocou seus sapatos e olhou a data.
- 6/09 - Pensou.
Saiu rapidamente carregando sua bolsa e ainda guardando coisas nela, apenas ouviu uma voz a chamando no corredor.
- Mocinha - Uma mulher mais velha na recepção. - Aonde pensa que vai?
Ami parou sem entender e ao mesmo tempo tentando se safar daquele local o mais rápido possível.
- Ami isso? - Perguntou folhando umas notas - Você não pode sair assim do nada, ainda não checamos todos os seus ferimentos.
- Não precisa! - Ami responde sem exitar, balançando sua cabeça negativamente.
- Seu amigo vai ficar preocupado com você. E acho que vc deve isso a ele né? - a recepcionista faz uma cara de nojo e preocupada.
- Amigo? - Amy fica confusa e se aproxima com um passo lento.
- Você não pode ficar pegando garrafas por aí pra ficar jogando elas sem mais nem menos! Menina isso é perigoso. - A mulher solta, ainda preocupada.
- Garrafas? Oqu... - Amy tenta concluir mas uma emergência aparece e ela se distrai da conversa e assim vendo uma brecha para sair dali.
Ela estica seus passos o mais rápido possível e assim consegue sair do hospital, procurando seu celular na bolsa enquanto anda desesperadamente apenas escuta uma vozinha na escuridão daquele estacionamento. Ignora, e assim consegue achar o que procurava com tanta ansiedade até ouvir novamente aquela voz.