Capítulo 04

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— Você está realmente aqui para conseguir o trabalho de volta? Só isso?

— É claro. Por que mais eu estaria aqui?

— Me diga você. - Encostado na parede, ele sorri para mim aqui ele parece mais relaxado fora do clube o seu olhar percorre todo o meu corpo e depois volta para meus olhos.

— Gosto do seu cabelo solto combina com você.

—  Me seduzir não vai te conseguir um desconto.

— Eu seria muito mais sutil se estivesse tentando seduzi-la. 

—  E o que isso significa?

— Se chama flertar, você ao menos sabe flertar senhorita Larissa?

— É claro.

— Aposto que sua ideia de flerte é preencher planilhas e analisar amostras de tinta.

—  Você se acha muito engraçado. Eu sei flertar, você só não viu ainda.

— Então prove. Me mostre, se atreva. Não posso contratar alguém que nem sabe flertar para projetar um clube de sexo. __  O sorriso brincalhão e o desafio na voz dele fazem eu querer morder a isca.

—  Você não viu minhas planilhas, ficaria surpresa como eu consigo transformar uma amostra de tinta em algo sexy. Não conhece a teoria das cores? Tons de vermelho remetem aos impulsos sexuais. __ Enquanto falo, torno minha voz o mais sensual possível, e Will reage levantando as sobrancelhas.

— Estou surpreso!

—  E o que exatamente, senhor Elis, faz de você o mestre do flerte. __ Ando lentamente até ele, com uma postura desafiadora. — Como você seduziria uma mulher como eu?

— Eu diria que não vejo nenhuma costura de calcinha sob sua saia. Isso foi de propósito também?

— Talvez eu que seja boa em seduzir.

— Estou começando a acreditar.

— Agora eu sei o seu segredo mais obscuro a bunda nua de uma mulher contra a saia, é a sua kryptonita.

— Não use isso contra mim.

— Não vou, seu segredo está seguro comigo.

— Boa garota! __ Meu corpo inflama ao ouvir as palavras e um silêncio interminável paira entre nós dois.

—  Vai me contratar de volta ou não?

—  Aprecio sua determinação, vou te dar outra chance.

— Muito obrigada, não vai se arrepender.

—  Faça por onde, mas antes tenho uma condição. Venha ver o clube em ação esta noite antes de fecharmos para a reforma.

—  Eu iria como sua convidada?

—  Sim, eu cuidarei de você!

— Cuidar de mim como?

— Vou garantir que você se sinta segura.

—  Não vou precisar ficar nua nem nada disso né?

— Não, a menos que você queira.

Uma batida na porta me salva do olhar perigoso dele ele franzia a testa ao atender a porta.

—  Você está esperando alguém?

—  Não.

Há uma mulher do lado de fora, segurando uma prancheta e usando um distintivo do governo.

—  William Elis?

— Sou eu.

— Meu nome é Sue Davidson, sou assistente social do estado e receio trazer más notícias.

—  O que houve poderia ser mais clara? __ Fico atrás de Will e alterno olhares entre ele e a visitante.

—  Will quer que eu vá embora?

—  Não, fique ainda temos detalhes para esclarecer.

—  Ok sem problemas.

— Senhor Elis, estava noivo de uma mulher chamada Bethany Robert?

— É a minha ex, ela está bem?

— Infelizmente não, ela faleceu em um acidente de carro a dois dias __  Will arregala os olhos em choque depois desaba com tristeza. Isso é horrível!

— Você acabou de dizer que Beth está... Morta ?

—  Eu sinto muito senhor Ellis. — Will esfrega a testa enquanto olha para o chão.

— Eu só preciso de um minuto, não estamos mais juntos, mas... Eu a amei. __ Ele parece tão triste, tão aflito que está partindo meu coração. —  Não acredito que ela se foi, ficamos juntos por 3 anos e ela foi meu primeiro relacionamento longo.

— Ficarei aqui com você Will. __ Ao me olhar a expressão dele suaviza.

—  Serio?

—  Até você poder ligar para alguém próximo. Eu sei que é uma porcaria passar por isso sozinho.

— Obrigado, isso foi gentil da sua parte.

—  Se você me der o número de Grant eu posso ligar e contar o que está acontecendo. __ Ele abre um sorriso trêmulo.

—  Isso ajudaria?

— Sim, obrigado. __ Acho que isso me ajudaria a garantir meu trabalho, preciso ficar com ele agora.

— Senhor Ellis, gostaria de poder dar tempo para você processar o acontecido, mas temos uma emergência em nossas mãos.

— O que eu posso ajudar?

— Sue certo ? Você poderia ligar ou voltar mais tarde? Ele está sofrendo... A emergência pode esperar?

— Não! Você é a esposa dele?

—  Apenas uma amiga.

—  Bom, ele pode precisar de uma amiga agora.

— Como assim?

— Temos algo a resolver senhor Elis por favor me acompanhe. __ Ela desce a calçada e Will a segue parecendo se arrastar entorpecido sem saber o que fazer. Eu também vou atrás deles.

No gramado da frente, há uma mulher do lado do carro da assistente social, segurando algo gentilmente nos seus braços.

— Isso é... Um bebê?

Will congela onde está. O bebê olha para ele dos braços da mulher com expressão curiosa ela sorri enquanto entrega a garotinha. Will pega a bebê nos braços com uma expressão assustada enquanto ajeita em seus braços.

— Esta é Beal, ela só tem 8 meses.

—  Por que você trouxe a filha da Beth ate aqui? __ A assistente social Franzi a testa.

— Senhor Ellis, esta bebê é sua!

— Espera essa bebê é minha então eu sou o pai?

Meu Mestre ( Completo )Onde histórias criam vida. Descubra agora