hospital e segredos

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Pov Devo.

Era a primeira semana de janeiro e estávamos fazendo coisas difíceis. A primeira sessão de Quimioterapia.

— Obrigado por esta aqui — diz Patrick.

Ele está relaxado na cadeia confortável do hospital, a área da oncologia parece banca demais, gelada demais e cheira a desinfetante demais.

— Você sabe que eu viria de qualquer jeito — dou um sorriso gentil.

Norah está tranquila no seu carrinho assistindo desenho no Tablet que ganhou de Natal do seus avos, ela parece tão tranquila, alheia a tudo ao seu redor, e eu até gosto, não quero que ela sinta o que eu estou sentindo nesse momento.

— Bom dia — diz a enfermeira simpática.

Ela começa a explicar o procedimento e tudo o resto. Ficamos atentos a tudo e concordarmos com a cabeça. Então meio hora depois o líquido da bolsa de soro começa a entrar no organismo do Patrick, ele parece bem, encosta a cabeça e coloca os fones de ouvido e parece tranquilo ao som o que ouve.

Bato uma foto e mando pra Billie, ela não parou de me mandar mensagem desde que entramos no hospital, ela, Finneas e Maggie foram a um evento em Nova York, que não podiam ser desmarcado, e Patrick insistiu que eles seguisem a vida normal. Eu queria esta aqui pra que ele não visse sozinho e minha presença em Nova York não era necessária e de qualquer forma a minha equipe estava mais do que treinada por mim para emergências.

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Duas horas depois eu estava arrumando Patrick em sua cama, ainda dormindo na sala, mas aquela casa toda era tão confortável e aconchegante, talvez a quantidade de coisas entalhada fazia tudo parecer assim.

— Como você está se sentindo?

— Enjoado

Peguei a lixeira mais perto pra colocar ao seu lado, coloquei gelo e limão, sei lá se ajuda, mas me ajudou quando eu tava grávida.

— Descanse agora, eu vou está aqui se precisar.

Ele concordou com a cabeça e deitou em poucos minutos já estava dormindo, foi pra cozinha da o almoço de Norah, ela anda tão andarilha que estava no quintal fazendo um pequeno buraco na grama.

— Nono — a chamo — Vem com a mamãe.

Ela parecia feliz e saltitante, Pepper parece preocupada com a falta de jeito de que Norah anda e vem ao seu lado acompanhando, dou um tapinha na sua cabeça e também a alimento. Billie me liga algumas horas depois.

— Como ele está? — ela pergunta.

— Dormindo, ele não quis comer, está se sentindo enjoado — Consigo ouvi-la chora do outro lado e me corta a alma — Ei não faça isso, vai ficar tudo bem.

— Eu sei, merda eu tenho que ir, te ligo de volta assim que de

— Tudo bem, amo você.

— também.

Quando ela desligua, eu choro, meio alto demais e meio desesperado demais, então vou até o fundo do quintal para que nem Norah e nem Patrick ouçam, não choro porque ele não vai ficar bem, porque eu sei que vai choro, mas porque tudo aquele é tão doloso.

— Deus eu sei que o senhor tem um plano — Eu rozo — Mas por favor não me deixe sozinha agora...

E como um sinal tudo parecia azul ao meu redor de novo.

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Claudia trouxe o jantar, comemos e Patrick parecia ótimo, quis até ir passear com Norah e peaches o novo cachorrinho da Claudia e do Finneas, ela é dócil e amaval e em pouco tempo já tinha nossos corações.

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