Clary Davis, uma figura invisível na tessitura social, se via na posição desfavorecida de ser a filha de um zelador alcoólatra, cuja existência estava marcada pela miséria desde que sua esposa o deixou, deixando-o com a responsabilidade de criar sua...
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San Diego, Califórnia Vinte um de julho, 2023
— Está me ameaçando, vira-lata?
Ela questionou, sorrindo enquanto retocava o batom e se virava na minha direção.
— Não, apenas estou a advertir que irá se arrepender caso ouse me prejudicar novamente.
Minha expressão séria contrastava com o riso dela.
— E por que eu me arrependeria? - tirei o celular do bolso, buscando a foto de Hanna beijando descontroladamente o professor de literatura. Ao encontrá-la, virei-me para ela, que empalideceu e tentou tomar o celular, mas me afastei.
— Você é uma falsa, e se tentar algo contra mim, sofrerá as consequências. — Se mostrar isso a alguém... — Sua reputação acabou. Será prudente ponderar antes de me ameaçar.
Sorri ao vê-la balançar a cabeça negativamente antes de sair do banheiro.
Diante do espelho, peguei o batom que ela deixara na pia, sorri, mirando-me no reflexo. Após escrever, tirei uma foto como lembrança e saí do banheiro com a autoestima elevada.
"SOU A MAIOR VADIA DE SAN DIEGO" Ass: Hanna Wenderlay
(...)
Ao longo de uma semana, experimentei uma sensação de poder. Circulava pelos corredores da escola tranquilamente, sem constrangimentos ou maldades.
— Bom dia, Clary. — Bom dia, Pietro. - sorri para ele, que se apoiava na porta ao lado do meu armário.
Pietro se aproximara nos últimos dias, tornando-se meu parceiro nas aulas de português e sempre me salvando das aulas de educação física. Era simpático, gostava de conversar sobre séries e filmes, e eu não desconfiava mais dele, ciente de que era diferente da irmã.
— Ainda vamos sair hoje à tarde ou desistiu? — Por que eu desistiria? -fechei o armário, e ele deu de ombros.
— Sei lá, vai que você percebeu que é boa demais para sair comigo. — Pare com isso. Só vamos a um parque, nada demais. - sorri, e ele passou o braço em volta do meu ombro enquanto íamos para a sala de aula.
— Será o melhor dia da sua vida. — Você é bem convencido, hein? — Você gosta de flores? — Sim, por quê? — Surpresa. -piscou um olho, soltando-me quando entramos na sala. Ele sorriu, colocando as mãos nos bolsos, indo para o seu lugar.
— Bom dia, alunos. Espero que tenham estudado para a prova. — o professor de matemática entrou, e Pietro fez uma careta ao meu lado.